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sábado, 10 de novembro de 2012

Gerenciamento de Risco traz mais segurança no atendimento à saúde



O gerenciamento de risco faz parte da metodologia para a acreditação da ONA – Organização Nacional de Acreditação, como medida de prevenção a ocorrências em todos os âmbitos que envolvem os serviços de saúde. Sua aplicação pelas equipes assistenciais e administrativas de hospitais, clínicas, laboratórios, entre outros, traz reflexos diretos na qualidade do atendimento, evitando ou prevenindo danos ao paciente, bem como à própria instituição de saúde.
As experiências do Hospital Quinta D'Or, do Rio de janeiro/RJ e do Hospital Biocor, de Nova Lima/MG, dois hospitais Acreditados com Excelência (Nível 3) pelo Sistema Brasileiro de Acreditação-ONA, demonstram como funciona e os resultados obtidos com o Gerenciamento de Riscos.
“Para ser eficaz, o gerenciamento de risco envolve um conjunto de ações voltadas para a identificação e classificação dos riscos inerentes a uma determinada atividade, permitindo prevenir sua ocorrência ou mitigar os danos, quando for impossível evitar sua ocorrência”, resume o médico Guilherme Villa, diretor do Hospital Quinta D´Or. Segundo ele, a metodologia surgiu no mercado financeiro, mas foi incorporada a área de saúde há 30 anos, devido ao crescimento e evolução da complexidade dos hospitais, com o objetivo de proteção contra perdas.
“No início a preocupação das instituições era voltada para as consequências dos erros e não para prevenção. Atualmente a gestão de riscos na área de saúde tem ênfase muito maior na identificação, mapeamento e acompanhamento das atividades, baseado em uma política preventiva, corretiva e contigencial, com foco na redução de danos”.
No caso do hospital carioca, a instituição adotou o gerenciamento de risco como politica de gestão de qualidade, envolvendo o processo de identificação, análise, estratificação e tratamento. O conceito de “evento sentinela” também é utilizado na ocorrência de algum dano, servindo para o aprendizado institucional e desencadeando medidas com o objetivo de criar barreiras para evitar sua reincidência.
Para o médico Mário Vrandecic, diretor administrativo do Hospital Biocor, “as organizações de todos os tipos e tamanhos enfrentam influências e fatores internos e externos que tornam incertos os objetivos ou resultados esperados e o gerenciamento de risco visa sua minimização ou impede sua ocorrência”. Ele explica que, por isso, o Biocor desenvolve uma gestão com o foco nos riscos, “de forma a permitir a sustentabilidade da instituição, agregando benefícios aos pacientes, colaboradores e corpo clínico, entre outros interessados na assistência à saúde”.
Na opinião dos dois médicos, o gerenciamento de riscos prevê a participação de todos os segmentos, da administração ao corpo clínico, para que os resultados atinjam seus objetivos.
“A certificação força a transição de uma gestão errática e dependente de desempenhos pessoais para um modelo de gestão focado em processos e que promova o crescimento sustentável. Em decorrência, temos um aprendizado institucional constante, com foco muito intenso na segurança do paciente”, garante o diretor do Quinta D’Or.
No Biocor, segundo o diretor administrativo, essa visão estratégica está presente desde o início das atividades, em 1985, mas a Acreditação ONA intensificou a cultura de atuar com base em processos bem estruturados, integrados e previamente definidos. No caso do Hospital Quinta D’Or, com 11 anos de existência, a qualidade assistencial também faz parte da política da instituição, “porém, a sistemática de registro, gestão por indicadores, ciclos de melhoria contínua e um olhar profissional sobre os riscos e as possíveis ações para mitiga-los surgiram de fato após a acreditação”, segundo Guilherme Villa.
  Entre os desafios para a Gestão de Qualidade e o gerenciamento de riscos, o diretor do Quinta D’Or inclui a capilarização dos conceitos envolvidos na promoção de uma assistência hospitalar. “Isso envolve quebras de paradigmas e mudanças de cultura extremamente arraigadas na formação dos profissionais”, avalia o médico. Ele esclarece que a nova postura exige do médico divisão de papeis e de responsabilidade com a qual não estava habituado, incluindo também liderança e criatividade para encontrar formas de comunicação que contemplem os diferentes níveis de compreensão de cada área envolvida na atividade.
“Apesar de não haver imposição de metodologias, com a acreditação somos forçados a definir e implementar um modelo de gestão focado na melhoria contínua dos processos. É um trabalho de médio e longo prazo e envolve a confiança entre liderança e liderados, além de uma abordagem que não foque a análise dos erros a partir do desempenho pessoal ou da responsabilização pelo erro, mas sim na revisão e melhoria sistemática dos processos e estrutura”, afirma Villa.
Mário Vrandecic explica que o gerenciamento dos riscos no Biocor é devidamente documentado e possui processos e procedimentos previamente definidos, totalmente integrados com o Sistema de Gestão. “Sua aplicação se inicia com a identificação, a análise, a avaliação e, em seguida, o tratamento dos riscos, com controles que minimizam seus efeitos até níveis aceitáveis dentro de padrões de segurança específicos em cada atividade”. Como estratégia de estimulo para o envolvimento e participação das equipes, a Instituição comunica e consulta as partes interessadas, monitorando e analisando criticamente os riscos e os seus mecanismos de controle.
Na avaliação de Guilherme Villa, o gerenciamento de riscos é uma fonte valiosa para tomada de decisão, dando maior segurança à instituição, parceiros, colaboradores, e pacientes com melhoria na comunicação, gestão dos recursos e aperfeiçoamento nos sistemas de alerta de perigos. “Podemos observar resultados importantes de uma gestão voltada para a segurança através da redução da incidência de eventos sentinelas e de danos. No Quinta D’Or isso resultou em uma nítida modificação na curva de tendência dos índices de infecção da corrente sangüínea associada à utilização de cateter venoso, por exemplo”.
“Outro resultado está evidenciado no Time de Resposta Rápida (TRR), projeto com a finalidade de atender às intercorrências em pacientes fora do ambiente de UTI, identificando sinais de alerta que apontem para uma deterioração do quadro clínico, visando evitar que o doente necessite de tratamento intensivo. A partir dessa prática registramos uma significativa redução de transferência para ambiente de CTI”, garante.
Entre os resultados obtidos na Gestão de Riscos no Biocor, seu diretor destaca o estimulo à gestão proativa e a possibilidade de identificar e tratar os riscos na organização, melhorar as oportunidades de promover a locação e utilização eficaz dos recursos. “Outras melhorias observadas dizem respeito à eficácia e eficiência operacional; segurança e saúde, bem como à proteção do meio ambiente, prevenção de perdas e à gestão de incidentes”. Ele inclui, ainda, a aprendizagem organizacional, que se reflete na governança e na confiança entre as partes interessadas para a tomada de decisão e o planejamento da instituição.
“Todas as normas aplicadas no Biocor em que somos certificados, especialmente a ONA, formam um Sistema Integrado de Gestão, com uma cultura sedimentada na minimização dos riscos, nos direitos do paciente, na atuação profissional ética e responsável da assistência à saúde, no monitoramento por meio de indicadores e metas, entre outros tantos requisitos", conclui o médico.
n/d

n/d

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Gerenciamento de Risco traz mais segurança no atendimento à saúde


O gerenciamento de risco faz parte da metodologia para a acreditação da ONA – Organização Nacional de Acreditação, como medida de prevenção a ocorrências em todos os âmbitos que envolvem os serviços de saúde. Sua aplicação pelas equipes assistenciais e administrativas de hospitais, clínicas, laboratórios, entre outros, traz reflexos diretos na qualidade do atendimento, evitando ou prevenindo danos ao paciente, bem como à própria instituição de saúde.
As experiências do Hospital Quinta D'Or, do Rio de janeiro/RJ e do Hospital Biocor, de Nova Lima/MG, dois hospitais Acreditados com Excelência (Nível 3) pelo Sistema Brasileiro de Acreditação-ONA, demonstram como funciona e os resultados obtidos com o Gerenciamento de Riscos.
“Para ser eficaz, o gerenciamento de risco envolve um conjunto de ações voltadas para a identificação e classificação dos riscos inerentes a uma determinada atividade, permitindo prevenir sua ocorrência ou mitigar os danos, quando for impossível evitar sua ocorrência”, resume o médico Guilherme Villa, diretor do Hospital Quinta D´Or. Segundo ele, a metodologia surgiu no mercado financeiro, mas foi incorporada a área de saúde há 30 anos, devido ao crescimento e evolução da complexidade dos hospitais, com o objetivo de proteção contra perdas.
“No início a preocupação das instituições era voltada para as consequências dos erros e não para prevenção. Atualmente a gestão de riscos na área de saúde tem ênfase muito maior na identificação, mapeamento e acompanhamento das atividades, baseado em uma política preventiva, corretiva e contigencial, com foco na redução de danos”.
No caso do hospital carioca, a instituição adotou o gerenciamento de risco como politica de gestão de qualidade, envolvendo o processo de identificação, análise, estratificação e tratamento. O conceito de “evento sentinela” também é utilizado na ocorrência de algum dano, servindo para o aprendizado institucional e desencadeando medidas com o objetivo de criar barreiras para evitar sua reincidência.
Para o médico Mário Vrandecic, diretor administrativo do Hospital Biocor, “as organizações de todos os tipos e tamanhos enfrentam influências e fatores internos e externos que tornam incertos os objetivos ou resultados esperados e o gerenciamento de risco visa sua minimização ou impede sua ocorrência”. Ele explica que, por isso, o Biocor desenvolve uma gestão com o foco nos riscos, “de forma a permitir a sustentabilidade da instituição, agregando benefícios aos pacientes, colaboradores e corpo clínico, entre outros interessados na assistência à saúde”.
Na opinião dos dois médicos, o gerenciamento de riscos prevê a participação de todos os segmentos, da administração ao corpo clínico, para que os resultados atinjam seus objetivos.
“A certificação força a transição de uma gestão errática e dependente de desempenhos pessoais para um modelo de gestão focado em processos e que promova o crescimento sustentável. Em decorrência, temos um aprendizado institucional constante, com foco muito intenso na segurança do paciente”, garante o diretor do Quinta D’Or.
No Biocor, segundo o diretor administrativo, essa visão estratégica está presente desde o início das atividades, em 1985, mas a Acreditação ONA intensificou a cultura de atuar com base em processos bem estruturados, integrados e previamente definidos. No caso do Hospital Quinta D’Or, com 11 anos de existência, a qualidade assistencial também faz parte da política da instituição, “porém, a sistemática de registro, gestão por indicadores, ciclos de melhoria contínua e um olhar profissional sobre os riscos e as possíveis ações para mitiga-los surgiram de fato após a acreditação”, segundo Guilherme Villa.
  Entre os desafios para a Gestão de Qualidade e o gerenciamento de riscos, o diretor do Quinta D’Or inclui a capilarização dos conceitos envolvidos na promoção de uma assistência hospitalar. “Isso envolve quebras de paradigmas e mudanças de cultura extremamente arraigadas na formação dos profissionais”, avalia o médico. Ele esclarece que a nova postura exige do médico divisão de papeis e de responsabilidade com a qual não estava habituado, incluindo também liderança e criatividade para encontrar formas de comunicação que contemplem os diferentes níveis de compreensão de cada área envolvida na atividade.
“Apesar de não haver imposição de metodologias, com a acreditação somos forçados a definir e implementar um modelo de gestão focado na melhoria contínua dos processos. É um trabalho de médio e longo prazo e envolve a confiança entre liderança e liderados, além de uma abordagem que não foque a análise dos erros a partir do desempenho pessoal ou da responsabilização pelo erro, mas sim na revisão e melhoria sistemática dos processos e estrutura”, afirma Villa.
Mário Vrandecic explica que o gerenciamento dos riscos no Biocor é devidamente documentado e possui processos e procedimentos previamente definidos, totalmente integrados com o Sistema de Gestão. “Sua aplicação se inicia com a identificação, a análise, a avaliação e, em seguida, o tratamento dos riscos, com controles que minimizam seus efeitos até níveis aceitáveis dentro de padrões de segurança específicos em cada atividade”. Como estratégia de estimulo para o envolvimento e participação das equipes, a Instituição comunica e consulta as partes interessadas, monitorando e analisando criticamente os riscos e os seus mecanismos de controle.
Na avaliação de Guilherme Villa, o gerenciamento de riscos é uma fonte valiosa para tomada de decisão, dando maior segurança à instituição, parceiros, colaboradores, e pacientes com melhoria na comunicação, gestão dos recursos e aperfeiçoamento nos sistemas de alerta de perigos. “Podemos observar resultados importantes de uma gestão voltada para a segurança através da redução da incidência de eventos sentinelas e de danos. No Quinta D’Or isso resultou em uma nítida modificação na curva de tendência dos índices de infecção da corrente sangüínea associada à utilização de cateter venoso, por exemplo”.
“Outro resultado está evidenciado no Time de Resposta Rápida (TRR), projeto com a finalidade de atender às intercorrências em pacientes fora do ambiente de UTI, identificando sinais de alerta que apontem para uma deterioração do quadro clínico, visando evitar que o doente necessite de tratamento intensivo. A partir dessa prática registramos uma significativa redução de transferência para ambiente de CTI”, garante.
Entre os resultados obtidos na Gestão de Riscos no Biocor, seu diretor destaca o estimulo à gestão proativa e a possibilidade de identificar e tratar os riscos na organização, melhorar as oportunidades de promover a locação e utilização eficaz dos recursos. “Outras melhorias observadas dizem respeito à eficácia e eficiência operacional; segurança e saúde, bem como à proteção do meio ambiente, prevenção de perdas e à gestão de incidentes”. Ele inclui, ainda, a aprendizagem organizacional, que se reflete na governança e na confiança entre as partes interessadas para a tomada de decisão e o planejamento da instituição.
“Todas as normas aplicadas no Biocor em que somos certificados, especialmente a ONA, formam um Sistema Integrado de Gestão, com uma cultura sedimentada na minimização dos riscos, nos direitos do paciente, na atuação profissional ética e responsável da assistência à saúde, no monitoramento por meio de indicadores e metas, entre outros tantos requisitos", conclui o médico.

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