terça-feira, 29 de novembro de 2011

Hospital Santa Clara de Uberlândia é Indicado para Acreditação Plena

A RD Consultoria obteve êxito novamente na preparação de um hospital para avaliação de Acreditação do Manual ONA versão 2010. Desta vez a Instituição Acreditadora GL indicou o Hospital Santa Clara da cidade de Uberlândia na Acreditação Plena (nível II) que aguardara o certificado oficial que lhe garantira o fato de ser o primeiro hospital geral da Cidade a conseguir a ONA e o primeiro do Triângulo mineiro a conseguir este nível.



Parabenizamos a toda equipe pela conquista em especial para a direção Dra Tânia, Dr Eliezer e Dr Luiz, bem como para o Administrador Angelo, gestor de pessoas Cornélio, gestora qualidade Melissa, gestor financeiro Felipe e equipe de enfermagem Raquel, Irineia, Edna e todos aqueles que contribuíram para este evento.


É importante destacar que qualidade só se conquista com trabalho de equipe e que a interação das pessoas e processos e fundamental para se atingir o nível II (Pleno). Fazemos votos para que os resultados planejados aconteça para que o Santa Clara conquiste o nível de excelência no prazo programado.
Felicidades e conte sempre com a RD Consultoria.


domingo, 27 de novembro de 2011

Nova versão do Manual ONA para Laboratórios




A ONA e a Acreditação de Laboratórios

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Como Organização Nacional de Acreditação, a ONA desenvolveu um sistema de avaliação da segurança e da qualidade dos serviços de saúde, o que inclui os laboratórios de análises de diferentes especialidades.
A primeira versão do Manual Brasileiro de Acreditação para Serviços Laboratoriais foi desenvolvida em 2004, por um grupo técnico formado por representantes da ONA, das Instituições Acreditadoras Credenciadas (IACs) e das sociedades científicas da área.
Na avaliação da SBAC - Sociedade Brasileira de Análises Clínicas, hoje Entidade Associada e membro do Conselho de Administração da ONA, “este trabalho é muito importante porque está levando aos estabelecimentos de saúde um sistema de gestão da qualidade permitindo melhor atendimento e menor risco para os clientes”.
Leia a matéria completa. Clique aqui.

Norma Orientadora - NO 6 - do Sistema Brasileiro de Acreditação passa por revisão

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A norma relativa aos Avaliadores do Sistema Brasileiro de Acreditação, a NO 6,  passou pela 5ª revisão e a nova versão está disponível no Portal ONA (http://www.ona.org.br), área restrita. A ONA recomenda a leitura da NO 6 atualizada, pois suas diretrizes interferem diretamente na formação da equipe de avaliadores.
O procedimento se aplica à Organização Nacional de Acreditação, às Instituições Acreditadoras Credenciadas, aos avaliadores do SBA, assim como aos aspirantes a avaliadores. Seu objetivo é definir e sistematizar as competências necessárias a um avaliador do SBA, bem como o seu processo de formação, capacitação, habilitação, qualificação e de avaliação de desempenho.
Leia a matéria completa. Clique aqui.
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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Como reter bons funcionários?


Um bom relacionamento com o gestor ajuda a manter os funcionários na empresa, alerta especialista


Como reter bons funcionários? 
Respondido por Adriana Gomes, especialista em gestão de pessoas
Esse tem sido um dos maiores desafios das empresas e dos profissionais da área deRecursos Humanos nos últimos tempos. Não creio que exista uma resposta fácil para essa pergunta, pois o universo de possibilidades, de atividades, cargos e segmentos, acaba influenciando e determinando algumas condições específicas.
De modo geral, creio que o gestor tenha um papel muito importante neste processo. Existe a máxima que diz: “pessoas se demitem de seus gestores e não da organização em que trabalham.” Assim, essa relação profissional, entre gestor e gerido, tem sido o foco do investimento de bilhões de dólares em treinamento no mundo inteiro. Não há dados específicos, mas as cifras são gigantescas, o que sugere que há muita fragilidade nessa relação.
Atualmente, fala-se muito na tentativa de desenvolver as competências do líder coach, ou seja, alguém com foco e interesse em pessoas, além de dominar as rotinas do seu trabalho. O líder coach consegue ensinar sua equipe, dedicar boa parte de seu tempo às pessoas e aos relacionamentos, inspirando e tirando o melhor de cada indivíduo com técnicas e ferramentas específicas de liderança.
O mais importante é saber que a boa qualidade nas relações líderes-liderados interfere fortemente no processo de retenção. Mas o gestor também não é o único responsável por isso. Existem outros aspectos que devem ser levados em consideração.
Entre eles, boas práticas de gestão e políticas de RH que valorizem e incentivem o profissional, bons salários, perspectivas de crescimento e possibilidade de novos desafios. Mas tudo isso pode falhar se não houver alinhamento entre os valores e objetivos decarreira do profissional com a empresa.
Adriana Gomes, especialista em RH


Adriana Gomes
 é coordenadora do Centro de Carreira e do Núcleo de Estudos e Negócios em Desenvolvimento de Pessoas da pós-graduação da ESPM.

Envie suas dúvidas sobre gestão de pessoas para 
examecanalpme@abril.com.br

Como fazer um bom plano de negócios?


Especialista fala sobre as partes de um plano de negócios bem feito

Editado por Priscila Zuini, de 
Lizzie Erwood/Creative Commons
Plano de negócios
Como fazer um bom plano de negócios?Respondido por Dalton Viesti, especialista em gestão
Os três principais objetivos de um bom plano de negócios são: conhecer bem sua empresa e seu mercado, organizar as ações da empresa para descobrir falhas e inconsistências na implantação das novas idéias e desenvolver um documento que possa servir de base para obter investimentos ou financiamentos para este projeto.
Para isso, o bom plano de negócios deve conter informações que detalham as atividades da empresa. Inclua também informações sobre o planejamento, as tendências, oportunidades e ameaças do mercado, além dos pontos fortes e fracos que você e sua empresa têm para enfrentar este mercado.
Descreva um bom plano de marketing detalhando os produtos que serão oferecidos, seu público-alvo, posicionamento e estratégias de preços e distribuição. Neste plano deve conter também as operações de serviços ou fabricação deste produto e uma boa visão do pessoal que trabalhará para sua empresa descrevendo suas competências e habilidades para assumir cada função.
Uma boa projeção financeira deve conter os principais itens da gestão financeira: o faturamento esperado e os custos diretos e indiretos, fixos e variáveis para obter um bom demonstrativo de resultados, levantando a necessidade de capital giro inicial e o fluxo de caixa esperado nas operações de venda da empresa.
O plano de negócios não deve ser uma camisa de força com regras rígidas a serem seguidas, mas um guia prático de investimento contendo as principais estratégias de um novo negócio com maleabilidade suficiente para permitir reações que o mercado exija.
Ao colocar suas idéias no papel você verá que tudo ficará mais claro e que sua mente gravará facilmente todas as operações, permitindo assim uma melhor gestão do projeto.entendimento e participação integrada nas questões cotidianas.
Dalton Viesti, professor



Dalton Viesti é consultor, coordenador dos cursos de graduação da Trevisan Escola de Negócios e professor de Empreendedorismo, Marketing e Gestão Estratégica

Envie suas dúvidas sobre gestão para
 examecanalpme@abril.com.br

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Gestão de Riscos na Saúde


Várias atividades clínicas e administrativas podem ser realizadas por um serviço de saúde para identificar, avaliar e reduzir o risco de lesões em pacientes, membros do quadro de pessoas e visitantes, bem como o risco de perdas à própria instituição. A efetividade dessas atividades pode ser avaliada de maneiras independentes ou no contexto de um programa de gestão da qualidade. Programas assim podem ser importantes no fornecimento da documentação ao público quanto à natureza dos riscos em uma instituição e a freqüência da ocorrência de diferentes tipos de lesões. Este tipo de informação é também importante para autoridades, órgãos que financiam as perdas decorrentes dos incidentes e agências financiadoras da prestação de serviços.

Risco é o efeito da incerteza sobre os objetivos. Segundo os especialistas em Gestão de Riscos Eliana Cardoso Vieira Quintão e Eduardo Ramos Ferraz, “quando você se propõe a realizar um projeto, qualquer situação que se desvie do objetivo pode ser um risco”. A atividade de saúde, por sua natureza, oferece riscos, mas é possível ter gerência sobre eles reduzindo ou, em alguns casos, eliminando a sua ocorrência.

Riscos são desvios. Desvios podem ser ameaças ou oportunidades. Uma ameaça é um risco “negativo” e uma oportunidade é um risco “positivo”. O segmento de saúde tem riscos inerentes à natureza da própria atividade.

Gerenciar riscos pode significar reluzi-los, eliminá-los ou transformá-los em oportunidades. Para isso, é fundamental o envolvimento de todos em uma instituição, além, é claro, do desenvolvimento de uma comunicação eficiente e de mão dupla com todas as partes interessadas: colaboradores, clientes, fornecedores, fontes pagadoras e investidores, entre outros.

Gerenciamento de riscos são as aplicações sistêmicas e contínuas de políticas, procedimentos, condutas e recursos na avaliação de riscos e eventos adversos que afetam a segurança, a saúde humana, a integridade profissional, o meio ambiente e a imagem institucional (Feldman, 2004). Podemos concluir que Gerenciamento de Riscos é a tomada de decisões relativas aos riscos ou a ação para a redução das conseqüências ou probabilidade de ocorrência.

Riscos corporativos

O risco está presente no dia-a-dia dos seres humanos e das organizações, podendo gerar tanto perdas quanto oportunidades, segundo cita o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (2007).

Existem muitas definições para risco. No âmbito das organizações, Marshall (2002, p. 19) define risco “como o potencial de eventos ou tendências continuadas causarem perdas ou flutuações em receitas futuras”.

São quatro as dimensões para o risco corporativo, segundo Duarte Jr. (2003): risco de mercado, risco operacional, risco de crédito e risco legal.

Risco de mercado está relacionado a perdas por variações ocorridas nos fatores de mercado, tais como taxas de juros, de câmbio e preços de ativos mobiliários.

Risco operacional está voltado para fatores internos da organização, e diz respeito à falta de controles que possam propiciar perdas por falhas internas ou eventos externos.

Risco de crédito é aquele incorrido quando do descumprimento de um contrato, causando a perda pela inadimplência.

Risco legal está associado à falta de amparo legal aos contratos.


Gestão de riscos corporativos


O gerenciamento de riscos corporativos é um processo conduzido em uma organização pelo conselho de administração, diretoria e demais empregados, aplicado no estabelecimento de estratégias, formuladas para identificar em toda a organização eventos em potencial, capazes de afetá-la, e administrar os riscos de modo a mantê-los compatível com o apetite a risco da organização e possibilitar garantia razoável do cumprimento dos seus objetivos (COSO II – ERM, 2004).

Gestão de Riscos: “atividades coordenadas para dirigir e controlar uma organização no que diz respeito ao risco.


Tipos mais comuns de risco


Cabem à instituição, diante do contexto no qual está inserida, identificar quais são as naturezas dos riscos aos quais ela está exposta. Estes podem ser, entre muitos outros: riscos estratégicos, ambientais, sociais, civis, ocupacionais, de imagem, fiscais, financeiros e sanitários.

       Acidentes
       Ambiental/Ecológico
       Consumidor
       Financeiro
       Imagem empresarial
       Incidentes
       Legal
       Meio ambiente
       Ocupacional/trabalhador
       Saúde humana
       Segurança do Trabalho


Gestão de Riscos na área da saúde


Apesar dos riscos serem inerentes à atividade, as normas usadas para Gestão de Riscos não são específicas para a saúde, mas são aplicáveis ao segmento. Deve envolver todos os colaboradores da instituição em todos os níveis hierárquicos. Os ganhos são muitos: melhoria na governança e na identificação de oportunidades e ameaças, gestão pró-ativa, aumento na confiança das partes interessadas, o estabelecimento de uma base confiável para tomada de decisão, alocação e utilização mais adequadas dos recursos, melhoria na eficácia operacional e na eficiência, entre muitos outros benefícios. Em outras palavras: aumento na probabilidade de atingir os objetivos.

O principal objetivo da Gestão de Riscos na área de saúde é a redução dos eventos adversos que podem causar agravos nos pacientes, ou seja, evitar lesões não intencionais que resultam em incapacidade temporária ou permanente, morte ou prolongamento da internação, que tenham causa na assistência à saúde e não no processo propriamente dito da doença. A Organização Mundial de Saúde (OMS) tem se esforçado para promover campanhas e treinamentos dos profissionais com o objetivo de aumentar a segurança dos pacientes.

Evento Adverso

Conceito: “Complicações indesejadas decorrentes dos cuidados prestados ao paciente, não atribuídas à evolução natural da doença de base” (Gallotti, 2004).

Podemos classificar evento adverso como alterações nas pessoas, economia, sistemas sociais e no meio ambiente, causados por eventos naturais, gerados pela atividade humana ou pela combinação de ambos, que demanda a resposta imediata da comunidade afetada.

O termo evento adverso comumente utilizado na saúde é definido como qualquer ocorrência médica nova e imprevista em um paciente ou indivíduo de investigação clínica que recebeu um produto farmacêutico e que não precisa necessariamente uma relação causal com esse tratamento.

Estudos da década de 50 e 60 já apresentavam relatos de eventos adversos. Estima-se que 50 a 60% são evitáveis.

Características:

·         Sintoma ou sinal;
·         Desfavorável;
·         Não intencional;
·         Doença temporalmente associada à intervenção;
·         Não necessariamente relacionada à intervenção.

Tendo isto evento adverso pode ser:

·         Uma nova enfermidade;
·         Uma piora de um sinal ou sintoma da condição sob tratamento ou de uma enfermidade intercorrente;
·         Um efeito da medicação em estudo ou não;
·         Uma combinação de dois ou mais desses fatores.

Estatísticas internacionais afirmam que ¾ das Reações Adversas são evitáveis. Dados estatísticos sobre causas iatrogênicas de mortes revelam:

·         7.000 mortes por ano devido a erros medicamentosos em hospitais
·         20.000 mortes no ano por erros médicos em hospitais (excluindo erros na medicação)
·         106.000 mortes no ano devido a Reações Adversas Medicamentosas (RAM)

Muitas reações adversas medicamentosas são evitáveis se forem prestados os melhores cuidados médicos suportados no melhor conhecimento médico adequadamente comunicado e utilizado.

Os erros estão na maioria das vezes estão relacionados à erro de prescrição, erro de dispensação e erro de administração. Analisando os erros de dispensa, podemos dizer que eles estão associados à cálculo de dosagem, falha na interpretação da escrita do médico, falha na compreensão verbal, dispensa da medicação errada.

Os erros médicos também contribuem com a estatística, destacando os fatores: solicitação do diagnóstico errado, escolha do tratamento inadequado, interações medicamentosas, monitorização terapêutica inadequada e por fim, o baixo conhecimento dos efeitos adversos.

Eventos Adversos Graves é qualquer evento que resulte em:

          Morte;
          Risco de vida;
          Internação do paciente;
          Incapacidade ou limitação funcional;
          Outros eventos médicos relevantes.

Estudos de Harvard em 1991 apontavam que 4% pacientes sofriam algum tipo de dano no Hospital; 70% dos eventos adversos provocavam uma incapacidade temporal e 14% dos incidentes eram mortais.

O Instituto de Medicina em 1999 apontava que “erros médicos” causavam entre 44.000 e 98.000 disfunções a cada ano nos hospitais dos Estados Unidos.

O Grupo de Trabalho sobre a Qualidade da Atenção Hospitalar no ano de 2000 afirmou que um a cada dez pacientes dos hospitais europeus sofriam danos evitáveis e efeitos adversos ocasionados por cuidados recebidos.

Níveis de riscos

Freqüentemente o risco é expresso pela combinação das conseqüências de um evento (gravidade) e a probabilidade de ocorrência (freqüência). O nível de risco é resultante desta combinação: quanto maior a gravidade e freqüência maior a graduação do risco.

As escalas de Gravidade:

1.    Leve – quando pode causar um dano leve;
2.    Moderado – quando pode causar um dano moderado;
3.    Grave – quando pode causar um dano grave;
4.    Catastrófico – quando pode causar a morte ou um dano catastrófico

Escala de Probabilidade:

1.    Raro – improvável de ocorrer;
2.    Incomum – possível de ocorrer;
3.    Ocasional – provavelmente irá ocorrer;
4.    Freqüente – pode ocorrer imediatamente ou num intervalo curto de tempo

Implementação da Gestão de Riscos

       Mapear os processos e as suas atividades críticas
       Identificar os riscos nas várias naturezas aplicáveis
       Definir a gradação dos níveis de riscos (probabilidade x gravidade)
       Definir as medidas preventivas para cada risco identificado
       Definir as medidas corretivas para cada risco identificado
       Estabelecer indicadores ou outras formas para o monitoramento do risco
       Analisar o impacto das medidas de controle implementadas
       Planejar ações de melhoria, quando necessário, não se esquecendo da comunicação contínua com as partes interessadas

Em 2010 a ANVISA, RDC 2, passou a exigir dos estabelecimentos de saúde a gestão de riscos, tendo como premissas:

·         Sistematizar e monitorar risco das tecnologias em saúde;
·         Reduzir e minimizar a ocorrência dos eventos adversos;
·         Receber notificações dos eventos adversos e queixas técnicas envolvendo as tecnologias em saúde.

As possibilidades da gestão de riscos nas empresas são:

       Aumentar a probabilidade de atingir os objetivos;
       Encorajar uma gestão proativa;
       Estar atento para a necessidade de identificar e tratar os riscos através de toda a organização;
       Melhorar a identificação de oportunidades e ameaças;
       Atender às normas internacionais, requisitos e regulamentos pertinentes;
       Melhorar o reporte das informações financeiras;
       Melhorar a governança;
       Melhorar a confiança das partes interessadas;
       Estabelecer uma base confiável para a tomada de decisão e o planejamento;
       Melhorar os controles;
       Alocar e utilizar eficazmente os recursos para o tratamento dos riscos;
       Melhorar a eficácia e a eficiência operacional;
       Melhorar o desempenho em saúde e segurança, bem como na proteção do meio ambiente;
       Melhorar a prevenção de perdas e a gestão de incidentes;
       Minimizar perdas;
       Melhorar a aprendizagem organizacional; e
       Aumentar a resilência da organização.

Convém que o processo de gestão de riscos seja:

       Parte integrante da gestão;
       Incorporado na cultura e nas práticas, e
       Adaptado aos processos de negócio da organização.

A fase da identificação de riscos, no processo de avaliação de riscos, é a listagem dos perigos que o processo, departamento e ou empresa possui com as respectivas fontes de riscos. A identificação deve ser crítica, pois um risco que não é identificado nesta fase não será incluído em análises posteriores. Fica claro que essa é a fase estratégica, pois se entendem os fatores de riscos, os fatores facilitadores da existência do risco na empresa.

A fase de análise de riscos desenvolve a compreensão dos riscos. Com a compreensão dos riscos é que a empresa poderá tomar decisões a respeito de seu tratamento. Nessa fase, estima-se a probabilidade e conseqüência do risco na empresa.

A análise envolve a apreciação das causas e as fontes de risco, suas conseqüências positivas e negativas, e a probabilidade de que essas conseqüências possam ocorrer. A norma não especifica critérios e métodos, pois organização é a responsável pela escolha, a qual deve respeitar as características do negócio.

A fase da avaliação de riscos visa auxiliar na tomada de decisões - com base nos resultados da análise de riscos -, sobre quais riscos necessitam de tratamento, bem como sobre qual a prioridade para a implementação do mesmo. Na avaliação de riscos, que, envolve comparar o nível de risco encontrado durante a análise de riscos, deve-se utilizar uma Matriz de Riscos como ferramenta de gestão.

A fase de Tratamento de Riscos envolve um processo cíclico composto por:

       Avaliação do tratamento já realizado;
       Decisão se os níveis de risco residual são toleráveis;
       Se não forem toleráveis, a definição e implementação de um novo tratamento;
       Avaliação e eficácia desse tratamento.

As opções de tratamento são as universais:

       Ação de evitar o risco;
       Tomada ou aumento do risco – se o risco for positivo;
       Remoção da fonte de riscos;
       Alteração da probabilidade;
       Alteração das conseqüências;
       Compartilhamento do risco; e
       Retenção do risco por uma decisão consistente e bem embasada.

A última fase, monitoramento e análise crítica é a fase da checagem ou das vigilâncias regulares. Podem ser regulares – periódicas ou acontecerem em resposta a um fato específico. Deve haver uma definição clara e direta das responsabilidades de quem vai realizar o monitoramento e a análise crítica.

Efetiva gestão de risco: qualidade da prescrição, prevenção e luta contra a infecção, erro profissional, insegurança de locais e práticas de pacientes e profissionais; revisão do quadro legal relativo a acidentes, incidentes e erros clínicos.

Boa Prática de Governança significa deter informação, adotar decisões transparentes e gerir o risco

a)    Assegurar o rigor e a transparência nas decisões
b)    Deter informação de qualidade, assessoria especializada e suporte
c)    Garantir a eficaz operacionalidade do sistema de gestão de risco (estratégico; operacional e financeiro)

Soluções de Qualidade em Saúde