A ONA - Organização
Nacional de Acreditação, está promovendo uma revisão das Normas Orientadoras
(NOs) do Sistema Brasileiro de Acreditação (SBA), que servem para definir o
conjunto de ações, atividades e regras que regem o SBA-ONA. O processo foi
iniciado com uma consulta técnica às Instituições Acreditadoras Credenciadas
(IACs) e agora o trabalho é realizado pela equipe técnica da ONA.
Para isso, o grupo de trabalho leva em consideração as observações das IACs,
mas também a experiência adquirida pelo SBA nesses 13 anos de atuação, bem como
as práticas de processos de avaliação, principalmente em saúde, no Brasil e no
mundo.
Segundo Jaqueline Gonçalves, assessora técnica da ONA, "a revisão está sendo
bastante detalhada, visando clarear o entendimento das doze normas existentes
atualmente e refletir a maturidade do Sistema Brasileiro de Acreditação". Com a
revisão, Jaqueline revela que o SBA deve passar a disponibilizar um total de 19
Normas Orientadoras e explica porquê:
"Algumas normas começaram a incorporar muitos assuntos, a ficarem muito
complexas, e o seu entendimento as vezes era dificultado, o que levou a equipe
técnica a repensar a atual divisão. Com isso, o trabalho que está sendo
realizado se diferencia das outra revisões já realizadas, pois possui um enfoque
também de reestruturação".
O processo de revisão das normas, no entanto, faz parte do desenvolvimento e
atualização do Sistema Brasileiro de Acreditação e pode ocorrer a qualquer
momento. Entre as doze normas atuais, existem algumas que já estão na sua sexta
revisão.
As Normas Orientadoras passam a vigorar a partir de sua aprovação e devem ser
de conhecimento das IACs, dos avaliadores do SBA, das organizações, serviços ou
programas certificados ou mesmos dos interessados ou em processo de
certificação, por explicitarem as regras aplicadas à acreditação e certificação
ONA. Por isso, assim que concluída a revisão, serão disponibilizadas
gratuitamente no portal da ONA. Para acessar as normas via área restrita, sem
custo algum, o interessado precisará apenas fazer um cadastro no portal da
organização em www.ona.org.br.
Não deixa para última hora para atualizar seu sistema de gestão da qualidade,
faça uma consultoria com gestores especializados para antecipar o impacto destas
mudanças.
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Consulte a RD Consultoria.
Ronaldo Damaceno
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(11) 3901-6734
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Este blog tem por objetivo comentar as normas, dificuldades e soluções básicas para empresas da saúde.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Concedidos os primeiros Selos de Qualificação ONA
"A busca de
fornecedores para a saúde que respeitem padrões de qualidade sempre foi
complicada e em geral exige visitas aos prestadores de serviços de diferentes
áreas para ter um mínimo de garantia do que se está contratando.
Esse levantamento também gera a necessidade de contratação de técnicos especializados apenas para atestar a escolha feita. Por outro lado, os serviços recebem várias demandas de empresas do segmento de saúde, com visões e necessidades diferentes - todos querendo suas solicitações atendidas". A observação é do presidente da ONA - Organização Nacional de Acreditação, o médico Luiz Plinio Moraes de Toledo, para explicar o que motivou a organização a criar o Selo de Qualificação ONA.
"Entendo que a ONA esta procurando dar uma resposta a seus clientes e o Selo de Qualificação, veio atender os dois lados desse mercado, pois ajuda o prestador a definir seus padrões e dá opção de qualidade e segurança aos serviços de saúde, em especial os hospitais".
O primeiro serviço de manipulação a receber o Selo de Qualificação ONA foi a Phyton Fórmulas Magistrais e Oficinas. A responsável pela Qualidade da empresa, Ubiara Canguçu Marfinati, explica que o processo aconteceu simultaneamente nas duas unidades que a empresa mantém - em São Paulo e Porto Alegre - e foram conduzidos por uma mesma IAC - Instituição Acreditadora Credenciada.
A Phyton Fórmulas Magistrais e Oficinas começou suas atividades no início da década de 80, como Pharmácia Artesanal. Mais tarde foi criada a Divisão Nutrivita, pioneira no Brasil e no mundo, segundo Ubiara, a realizar a preparação de nutrição parenteral fora do ambiente hospitalar. "Foi também a primeira empresa a disponibilizar de forma totalmente gratuita um sistema de prescrição online, o ParenteralNet, que além de agregar segurança no processo, auxilia a prescrição de maneira educativa", afirma a responsável pela Qualidade.
Hoje, a Phyton Fórmulas Magistrais e Oficinas manipula também medicamentos quimioterápicos e outros produtos estéreis, como soluções para criopreservação e soluções de reposição hidroeletrolítica. Entre os clientes, estão hospitais, clínicas e serviços de home care.
Este pioneirismo aliado a preocupação com a qualidade e segurança se reflete na busca pelo aprimoramento constante. Foi isso que motivou a empresa a ser a primeira a procurar o Selo de Qualificação ONA, assim que foi disponibilizado, em outubro de 2011. "Como já tinhamos um sistema de qualidade implantado, toda a parte de documentação, rastreabilidade e segurança dos processos estavam bem sedimentadas no sistema de gestão, não exigindo grandes alterações", explica Ubiara.
Segundo a representante da Phyton Fórmulas Magistrais e Oficinas, uma das grandes melhorias percebidas durante o processo de preparação para o selo foi com relação à Gestão de Risco. "Como era um conceito diferente para a organização, todos passaram por treinamentos e todos os mapas de riscos foram desenvolvidos, implantados e avaliados pela equipe da IAC durante a auditoria de diagnóstico", revela.
Na sua avaliação, o processo foi muito positivo, gerando várias melhorias na organização. A expectativa é que seus clientes reconheçam o esforço da organização em atender os padrões preconizados e validados pela ONA, que já são usados por muitos deles.
"A obtenção do Selo de Qualificação ONA é uma conquista que demonstra o compromisso da Phyton Fórmulas Magistrais e Oficinas, que completa 30 anos de existência em 2012, com a qualidade e segurança nos produtos e serviços. O fato de sermos a primeira instituição a conseguir o selo no Brasil ilustra o compromisso com valores, como Vanguarda, Qualidade e Ética".
Serviço de processamento de roupas com Selo de Qualificação ONA
O Selo de Qualificação ONA também foi atribuído à Atmosfera Gestão e Higienização de Têxteis, de Jundiaí, em São Paulo que necessitou de seis meses para as adequações internas aos requisitos da ONA. Segundo Kleber Boni, gerente comercial da lavanderia, primeiro foi realizado um treinamento interno de interpretação do Manual Brasileiro de Acreditação para os Serviços para a Saúde com os gestores e líderes da área hospitalar. Em seguida, foi realizada a auditoria interna, necessária para avaliar as estruturas e operações.
O gerente da planta da Atmosfera, Rubens Larrubia, avalia que o Selo de Qualificação ONA é amplamente aceito e seus padrões são difundidos por hospitais de referência que visam à segurança do paciente e a qualidade assistencial. "Nossa empresa é referência no processamento de roupas hospitalares. Portanto, fez todo o sentido obter o Selo de Qualificação ONA, que evidencia o alinhamento das nossas operações com as dos serviços de saúde. Por meio dele, esperamos ser vistos cada vez mais como um serviço integrador, em vez de simplesmente uma lavanderia hospitalar", revela.
A Atmosfera atende mais de 220 hospitais e 120 clínicas com capacidade para processar aproximadamente 200 toneladas de enxoval por dia. As operações exigem mais de dois mil colaboradores e 54 veículos e incluem serviços de expertise têxtil; locação e higienização de enxovais; esterilização de pacotes cirúrgicos, instrumentais, materiais farmacêuticos e odontológicos; locação e gestão de uniformes. Além disso, oferece serviços especializados, desenvolvidos para otimizar as operações com o enxoval hospitalar (gestão de rouparia, alocação de mão de obra, montagem de pacotes cirúrgicos, montagem de kits, reparo de enxoval, entre outros).
"É mais uma realização na busca por um padrão de qualidade orientado à segurança na utilização e manipulação das roupas hospitalares. Mas temos o entendimento que será necessário algum tempo para obtermos o reconhecimento externo, embora alguns efeitos internos já sejam visualizados, como a mobilização dos colaboradores para a obtenção da qualificação", conclui Kleber Boni.
O Selo de Qualificação ONA
O Manual Brasileiro de Acreditação para os Serviços para a Saúde, dirigido aos serviços das áreas de apoio das Organizações Prestadoras de Serviços de Saúde (OPSS) foi lançado em 2011. O processo de acreditação da ONA para o setor inclui, pela primeira vez, a atribuição do Selo de Qualificação ONA. Para obter o selo - que possui validade de um ano – os serviços devem atender aos requisitos de elegibilidade: se enquadrar no conceito de Serviços para a Saúde, conforme determina a Norma para o Processo de Avaliação específica; estar legalmente constituído há pelo menos um ano; possuir CNPJ distinto de qualquer OPSS, alvará de funcionamento, licença sanitária, além das outras licenças pertinentes à natureza das atividades. Para requerer a certificação o serviço deve apresentar, ainda, o registro do responsável técnico, conforme o perfil do Serviço para a Saúde (SPS) e a estrutura e processamento do produto totalmente independente da organização prestadora de serviços de saúde do cliente.
Destinado às empresas de serviços de processamento de roupas para serviços de saúde; esterilização e reprocessamento de materiais; serviços de manipulação de drogas antineoplásicas e de dietas parenterais e serviços de dietoterapia, o novo manual inclui quatro seções - Gestão e Liderança; Processamento e Liberação; Apoio; e Infra-estrutura – permitindo que a organização seja avaliada com consistência sistêmica. As subseções tratam das especificidades de cada serviço ou processo, atribuindo a todos o mesmo grau de importância dentro do sistema de avaliação. Para cada subseção existe um padrão que têm como princípio a Gestão com Foco na Segurança - que deve ser integralmente atendido.
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A RD Consultoria tem todas as soluções necessárias para assessorar empresas na obtenção deste selo. Consulte nossos preços.
Ronaldo Damaceno
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Esse levantamento também gera a necessidade de contratação de técnicos especializados apenas para atestar a escolha feita. Por outro lado, os serviços recebem várias demandas de empresas do segmento de saúde, com visões e necessidades diferentes - todos querendo suas solicitações atendidas". A observação é do presidente da ONA - Organização Nacional de Acreditação, o médico Luiz Plinio Moraes de Toledo, para explicar o que motivou a organização a criar o Selo de Qualificação ONA.
"Entendo que a ONA esta procurando dar uma resposta a seus clientes e o Selo de Qualificação, veio atender os dois lados desse mercado, pois ajuda o prestador a definir seus padrões e dá opção de qualidade e segurança aos serviços de saúde, em especial os hospitais".
O primeiro serviço de manipulação a receber o Selo de Qualificação ONA foi a Phyton Fórmulas Magistrais e Oficinas. A responsável pela Qualidade da empresa, Ubiara Canguçu Marfinati, explica que o processo aconteceu simultaneamente nas duas unidades que a empresa mantém - em São Paulo e Porto Alegre - e foram conduzidos por uma mesma IAC - Instituição Acreditadora Credenciada.
A Phyton Fórmulas Magistrais e Oficinas começou suas atividades no início da década de 80, como Pharmácia Artesanal. Mais tarde foi criada a Divisão Nutrivita, pioneira no Brasil e no mundo, segundo Ubiara, a realizar a preparação de nutrição parenteral fora do ambiente hospitalar. "Foi também a primeira empresa a disponibilizar de forma totalmente gratuita um sistema de prescrição online, o ParenteralNet, que além de agregar segurança no processo, auxilia a prescrição de maneira educativa", afirma a responsável pela Qualidade.
Hoje, a Phyton Fórmulas Magistrais e Oficinas manipula também medicamentos quimioterápicos e outros produtos estéreis, como soluções para criopreservação e soluções de reposição hidroeletrolítica. Entre os clientes, estão hospitais, clínicas e serviços de home care.
Este pioneirismo aliado a preocupação com a qualidade e segurança se reflete na busca pelo aprimoramento constante. Foi isso que motivou a empresa a ser a primeira a procurar o Selo de Qualificação ONA, assim que foi disponibilizado, em outubro de 2011. "Como já tinhamos um sistema de qualidade implantado, toda a parte de documentação, rastreabilidade e segurança dos processos estavam bem sedimentadas no sistema de gestão, não exigindo grandes alterações", explica Ubiara.
Segundo a representante da Phyton Fórmulas Magistrais e Oficinas, uma das grandes melhorias percebidas durante o processo de preparação para o selo foi com relação à Gestão de Risco. "Como era um conceito diferente para a organização, todos passaram por treinamentos e todos os mapas de riscos foram desenvolvidos, implantados e avaliados pela equipe da IAC durante a auditoria de diagnóstico", revela.
Na sua avaliação, o processo foi muito positivo, gerando várias melhorias na organização. A expectativa é que seus clientes reconheçam o esforço da organização em atender os padrões preconizados e validados pela ONA, que já são usados por muitos deles.
"A obtenção do Selo de Qualificação ONA é uma conquista que demonstra o compromisso da Phyton Fórmulas Magistrais e Oficinas, que completa 30 anos de existência em 2012, com a qualidade e segurança nos produtos e serviços. O fato de sermos a primeira instituição a conseguir o selo no Brasil ilustra o compromisso com valores, como Vanguarda, Qualidade e Ética".
Serviço de processamento de roupas com Selo de Qualificação ONA
O Selo de Qualificação ONA também foi atribuído à Atmosfera Gestão e Higienização de Têxteis, de Jundiaí, em São Paulo que necessitou de seis meses para as adequações internas aos requisitos da ONA. Segundo Kleber Boni, gerente comercial da lavanderia, primeiro foi realizado um treinamento interno de interpretação do Manual Brasileiro de Acreditação para os Serviços para a Saúde com os gestores e líderes da área hospitalar. Em seguida, foi realizada a auditoria interna, necessária para avaliar as estruturas e operações.
O gerente da planta da Atmosfera, Rubens Larrubia, avalia que o Selo de Qualificação ONA é amplamente aceito e seus padrões são difundidos por hospitais de referência que visam à segurança do paciente e a qualidade assistencial. "Nossa empresa é referência no processamento de roupas hospitalares. Portanto, fez todo o sentido obter o Selo de Qualificação ONA, que evidencia o alinhamento das nossas operações com as dos serviços de saúde. Por meio dele, esperamos ser vistos cada vez mais como um serviço integrador, em vez de simplesmente uma lavanderia hospitalar", revela.
A Atmosfera atende mais de 220 hospitais e 120 clínicas com capacidade para processar aproximadamente 200 toneladas de enxoval por dia. As operações exigem mais de dois mil colaboradores e 54 veículos e incluem serviços de expertise têxtil; locação e higienização de enxovais; esterilização de pacotes cirúrgicos, instrumentais, materiais farmacêuticos e odontológicos; locação e gestão de uniformes. Além disso, oferece serviços especializados, desenvolvidos para otimizar as operações com o enxoval hospitalar (gestão de rouparia, alocação de mão de obra, montagem de pacotes cirúrgicos, montagem de kits, reparo de enxoval, entre outros).
"É mais uma realização na busca por um padrão de qualidade orientado à segurança na utilização e manipulação das roupas hospitalares. Mas temos o entendimento que será necessário algum tempo para obtermos o reconhecimento externo, embora alguns efeitos internos já sejam visualizados, como a mobilização dos colaboradores para a obtenção da qualificação", conclui Kleber Boni.
O Selo de Qualificação ONA
O Manual Brasileiro de Acreditação para os Serviços para a Saúde, dirigido aos serviços das áreas de apoio das Organizações Prestadoras de Serviços de Saúde (OPSS) foi lançado em 2011. O processo de acreditação da ONA para o setor inclui, pela primeira vez, a atribuição do Selo de Qualificação ONA. Para obter o selo - que possui validade de um ano – os serviços devem atender aos requisitos de elegibilidade: se enquadrar no conceito de Serviços para a Saúde, conforme determina a Norma para o Processo de Avaliação específica; estar legalmente constituído há pelo menos um ano; possuir CNPJ distinto de qualquer OPSS, alvará de funcionamento, licença sanitária, além das outras licenças pertinentes à natureza das atividades. Para requerer a certificação o serviço deve apresentar, ainda, o registro do responsável técnico, conforme o perfil do Serviço para a Saúde (SPS) e a estrutura e processamento do produto totalmente independente da organização prestadora de serviços de saúde do cliente.
Destinado às empresas de serviços de processamento de roupas para serviços de saúde; esterilização e reprocessamento de materiais; serviços de manipulação de drogas antineoplásicas e de dietas parenterais e serviços de dietoterapia, o novo manual inclui quatro seções - Gestão e Liderança; Processamento e Liberação; Apoio; e Infra-estrutura – permitindo que a organização seja avaliada com consistência sistêmica. As subseções tratam das especificidades de cada serviço ou processo, atribuindo a todos o mesmo grau de importância dentro do sistema de avaliação. Para cada subseção existe um padrão que têm como princípio a Gestão com Foco na Segurança - que deve ser integralmente atendido.
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Serviços Odontológicos passam a ser acreditados pelo SBA-ONA
Como anunciado no final de 2011, a ONA – Organização Nacional de Acreditação está lançando mais um manual, ampliando seus serviços para a área Odontológica. O Manual Brasileiro de Acreditação dos Serviços Odontológicos já está disponível para aquisição dos interessados no portal da ONA (aqui). A avaliação dos serviços de odontologia para fins de acreditação, no entanto, só terá início após a realização de um workshop para apresentação do manual aos avaliadores do Sistema Brasileiro de Acreditação – ONA, marcado para o próximo dia 20 de agosto, em São Paulo.
A acreditação dos Serviços Odontológicos será voluntária e deve contemplar todas as especialidades, assim como acontece em outros segmentos de saúde que já são certificados pelo Sistema Brasileiro de Acreditação: hospitalar; laboratorial; hemoterápico; nefrológico e de terapia renal substitutiva; serviços de diagnóstico por imagem, radioterapia e medicina nuclear; ambulatoriais e pronto atendimento; atenção domiciliar; programas de saúde e prevenção de riscos e de serviços para a saúde.
Como anunciado no final de 2011, a ONA – Organização Nacional de Acreditação está lançando mais um manual, ampliando seus serviços para a área Odontológica. O Manual Brasileiro de Acreditação dos Serviços Odontológicos já está disponível para aquisição dos interessados no portal da ONA (aqui). A avaliação dos serviços de odontologia para fins de acreditação, no entanto, só terá início após a realização de um workshop para apresentação do manual aos avaliadores do Sistema Brasileiro de Acreditação – ONA, marcado para o próximo dia 20 de agosto, em São Paulo.
O manual foi elaborado por um Comitê Técnico, formado ainda no final de 2011 por representantes da ONA, IACs (Instituições Acreditadoras Credenciadas) e ABCD (Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas), além de convidados da área. O processo incluiu consulta pública, quando a minuta do manual ficou disponível por um período de 30 dias no Portal da ONA.
Segundo dados fornecidos pelo Conselho Federal de Odontologia atualmente existem cerca de 240 mil cirurgiões-dentistas e mais de 33 mil organizações prestadoras de assistência odontológica. Podem solicitar a acreditação os Serviços Odontológicos que possuam entidade jurídica legalmente constituída, devidamente cadastrada no CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde), no qual se prestam serviços de assistência odontológica em regime de não internação, em consultório ou conjunto de consultórios com especialidades odontológicas ou não, preparados para pronto atendimento e/ou consultas, de caráter estatal ou privado, com ou sem fins econômicos, sob a direção de um mesmo responsável.
Embora o manual já esteja disponível, seu lançamento oficial ocorrerá em agosto, em evento que reunirá os representantes da ONA, Entidades Fundadoras e Associadas, Instituições Acreditadoras Credenciadas, assim como os representantes da Associação Brasileira de Cirurgiões Dentistas – ABCD e profissionais da área odontológica.
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A RD Consultoria tem orgulho em dizer que estamos aptos para preparar as clínicas odontológicas interessadas.
http://www.rdconsultoria.com.br/topic.asp?TOPIC_ID=439&FORUM_ID=17&CAT_ID=2&Topic_Title=Servi%E7os+Odontol%F3gicos+passam+a+ser+acreditados&Forum_Title=Acredita%E7%E3o
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Ronaldo Damaceno
sábado, 28 de julho de 2012
Os hospitais de excelência do Brasil em 2012
Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP)
Outro na lista das seis instituições filantrópicas de excelência do Ministério da Saúde, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz se destaca no tratamento de doenças circulatórias, digestivas, osteomusculares, oncológicas e é referência em atenção ao idoso. O hospital conta com programas de excelência, como o Programa de Envelhecimento Saudável, o Instituto da Próstata e Doenças Urinárias, um Centro de Excelência de Cirurgia Bariátrica e Metabólica e um Centro de Diabetes e Doenças Metabólicas.
Hospital Samaritano (SP)
Inaugurado em 1894, o Hospital Samaritano nasceu com o objetivo de atender a todo e qualquer paciente, independentemente de nacionalidade ou credo, numa época em que, para ser atendido por uma instituição católica, o paciente devia se converter ao catolicismo. Desde o início, o hospital importou padrões internacionais de medicina e enfermagem e praticou a filantropia. Hoje, a instituição já foi acreditada três vezes pela JCI, é um dos hospitais de excelência em parceria com o Ministério da Saúde e atende a 1.200 pacientes por mês, realizando 11.000 cirurgias por ano, em diversas especialidades. Em 2011, o Samaritano inaugurou um novo complexo hospitalar no mesmo endereço já ocupado pela instituição no bairro paulistano de Higienópolis.
Hospital Moinhos de Vento (RS)
O hospital de Porto Alegre é o único fora de São Paulo a figurar na lista do Ministério da Saúde de hospitais de excelência. Acreditado pela JCI quatro vezes – a última em 2011 – o hospital Moinhos de Vento tem como carro-chefe o atendimento ambulatorial nas áreas de Neurologia e Neurocirurgia, Urologia, Cardiologia, Ortopedia e Trauma, Oncologia, Medicina Intensiva e cirurgias geral, ginecológica, cardiovascular, plástica e materno-infantil.
Instituto Nacional do Câncer - INCA (RJ)
O Instituto Nacional do Câncer (INCA) é o órgão auxiliar do Ministério da Saúde no desenvolvimento e coordenação de ações integradas para a prevenção e o controle do câncer no país. Atualmente, dois de seus quatro hospitais localizados no Rio de Janeiro são acreditados pela JCI, fora a acreditação de seu Centro de Transplante de Medula Óssea.
Hospital do Câncer I
Primeira acreditação: 27 de março de 2010
Hospital do Câncer II
Primeira acreditação: 6 de dezembro de 2008
Última acreditação: 17 de dezembro de 2011
Centro de Transplante de Medula Óssea (CEMO/INCA) – Hospital do Câncer I (Certificação do Programa de Cuidados Clínicos)
Primeira Certificação: 29 de abril de 2009
Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia - INTO (RJ)
O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) é um centro de excelência no tratamento de doenças e traumas ortopédicos de média e alta complexidade. Relativamente jovem, a instituição foi criada pelo Ministério da Saúde em 1994, como órgão normatizador de procedimentos de ortopedia no país, e hoje se destaca também pelo pioneirismo na área de ensino e pesquisa. Exemplos disso são os estudos voltados para a osteoporose masculina, medicina do esporte e regeneração óssea com a utilização de células-tronco.
Instituto Estadual de Hematologia - Hemorio (RJ)
O primeiro banco de sangue público do Brasil tornou-se o maior hemocentro do país, abastecendo mais de 180 hospitais, de maternidades a grandes emergências, como os hospitais Miguel Couto e Souza Aguiar. Ligado à Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, o Hemorio é hoje um centro de referência nacional em hematologia e hemoterapia, acumulando as funções de coordenação da hemorrede estadual, ensino, pesquisa e atendimento a pacientes com doenças do sangue, doadores de sangue e de medula óssea. O Hemorio já foi acreditado quatro vezes pela JCI e também só atende pacientes por encaminhamento.
Hospital 9 de Julho (SP)
Acreditado pela JCI pela primeira vez em março de 2012, o Hospital 9 de Julho já possuía outras duas acreditações: uma como hospital de excelência pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e outra pela Accreditation Canada. O hospital paulistano é referência em medicina de alta complexidade, possuindo um departamento de emergência especializado no atendimento de traumas e situações complicados.
Hospital da Criança Santo Antônio (RS)
O Hospital da Criança Santo Antônio é uma das sete unidades hospitalares da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, e foi o primeiro hospital pediátrico do Brasil a ser acreditado pela JCI. Especializado em procedimentos de alta complexidade em diversas especialidades, o hospital atende pacientes do SUS, do Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul (IPE) e de convênios particulares. Em 2011 foram realizados quase 200.000 atendimentos ambulatoriais, mais de 7.500 internações e quase 7.000 cirurgias.
Hospital Memorial São José (PE)
Único representante do Nordeste na lista, o Hospital Memorial São José foi fundado no Recife em 1989 e é voltado para procedimentos de alta complexidade em diversas especialidades, incluindo transplante de medula óssea, cirurgia bariátrica e distúrbios do sono. Formado por um complexo de seis edifícios, o Memorial São José conta com UTI adulta, pediátrica, neonatal e coronariana, além de três centros cirúrgicos, sendo um deles voltado exclusivamente para o público feminino do Memorial Mulher. Este espaço é voltado para procedimentos de maternidade que não necessitem de mais do que 12 horas de internação. O hospital conta ainda com um programa de voluntariado, o Memorial Solidário, que realiza ações solidárias em creches, aterros sanitários, orfanatos, hospitais infantis e outras entidades.
Hospital São Camilo - Unidade Pompéia (SP)
A unidade do bairro paulistano da Pompéia foi a primeira do Hospital São Camilo a ser inaugurada, ainda em 1928. Fundada como Policlínica São Camilo, a unidade transformou-se em hospital geral em 1960. Hoje, o São Camilo Pompéia oferece atendimento em diversas especialidades, realizando de partos a transplantes e priorizando o atendimento humanizado.
Hospital São José (SP)
A Unidade Hospital São José, pertencente ao Complexo Hospitalar Beneficência Portuguesa de São Paulo, é uma referência em oncologia, incluindo ensino e pesquisa, além de cardiologia, ortopedia e neurologia. A unidade abriga o maior parque tecnológico da instituição para exames de imagem, utilizando equipamentos tridimensionais para procedimentos cardíacos e neurológicos. O hospital também mantém padrões elevados de hotelaria hospitalar e atendimento humanizado.
Hospital Copa D´Or (RJ)
Hospital TotalCor (SP)
Inaugurada em 2006, a unidade paulistana do TotalCor, hospital da rede da Amil, obteve sua primeira e até agora única acreditação em 2010. A instituição é especializada em tratamentos cardiológicos de média e alta complexidade e prioriza o tratamento humanizado, com acomodações e serviços VIP para pacientes e acompanhantes. Por ano, são cerca de 6.000 internações, 4.000 cirurgias e 18.000 atendimentos de emergência.
Hospital Paulistano (SP)
Outro hospital da rede da Amil Participações, o Hospital Paulistano é voltado para atendimentos de alta e média complexidade, com foco no tratamento humanizado. As acomodações para os pacientes e acompanhantes são luxuosas, marca registrada dos hospitais da rede. O Paulistano dispõe ainda de grupos multidisciplinares especializados no tratamento da dor, de doenças e lesões de pele, e de asma.
Hospital São Vicente de Paulo (RJ)
Outro na lista das seis instituições filantrópicas de excelência do Ministério da Saúde, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz se destaca no tratamento de doenças circulatórias, digestivas, osteomusculares, oncológicas e é referência em atenção ao idoso. O hospital conta com programas de excelência, como o Programa de Envelhecimento Saudável, o Instituto da Próstata e Doenças Urinárias, um Centro de Excelência de Cirurgia Bariátrica e Metabólica e um Centro de Diabetes e Doenças Metabólicas.
Fundado em São Paulo no fim do século XIX por um grupo de imigrantes de língua alemã, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz é hoje certificado para atender europeus em viagem ao Brasil, além de ser parceiro do Ministério da Saúde em projetos de atendimento à população em geral. Entre eles está a unidade localizada no bairro da Mooca destinada ao Programa de Prevenção e Rastreamento do Câncer Colorretal e ao Programa Integrado de Controle de Câncer Mamário.
Primeira acreditação: 7 de agosto de 2009.
Hospital Samaritano (SP)
Inaugurado em 1894, o Hospital Samaritano nasceu com o objetivo de atender a todo e qualquer paciente, independentemente de nacionalidade ou credo, numa época em que, para ser atendido por uma instituição católica, o paciente devia se converter ao catolicismo. Desde o início, o hospital importou padrões internacionais de medicina e enfermagem e praticou a filantropia. Hoje, a instituição já foi acreditada três vezes pela JCI, é um dos hospitais de excelência em parceria com o Ministério da Saúde e atende a 1.200 pacientes por mês, realizando 11.000 cirurgias por ano, em diversas especialidades. Em 2011, o Samaritano inaugurou um novo complexo hospitalar no mesmo endereço já ocupado pela instituição no bairro paulistano de Higienópolis.
Priorizando o atendimento humanizado, o Samaritano conta ainda com um Ambulatório de Cuidados Paliativos, voltado para o cuidado dos sintomas que incomodam o paciente física, psicológica e espiritualmente. Junto ao poder público, o hospital desenvolve projetos em parceria com o Ministério da Saúde e mesmo com a Prefeitura de São Paulo, como o Serviço de Atenção Integral ao Dependente, voltado para a recuperação de dependentes químicos. Na frente filantrópica, o Samaritano presta ainda atendimento médico a pessoas carentes apoiadas por instituições de caridade.
Primeira acreditação: 16 de dezembro de 2004
Última acreditação: 15 de janeiro de 2011
Última acreditação: 15 de janeiro de 2011
Hospital Moinhos de Vento (RS)
O hospital de Porto Alegre é o único fora de São Paulo a figurar na lista do Ministério da Saúde de hospitais de excelência. Acreditado pela JCI quatro vezes – a última em 2011 – o hospital Moinhos de Vento tem como carro-chefe o atendimento ambulatorial nas áreas de Neurologia e Neurocirurgia, Urologia, Cardiologia, Ortopedia e Trauma, Oncologia, Medicina Intensiva e cirurgias geral, ginecológica, cardiovascular, plástica e materno-infantil.
O Moinhos de Vento conta com um Bloco Hospitalar, dois Centros Clínicos, um Instituto de Educação e Pesquisa e uma unidade no Shopping Iguatemi da capital gaúcha. Integrado ao SUS, o hospital realiza uma série de projetos sociais, com unidades de atendimento nas comunidades carentes de Restinga, Morro da Cruz, Ilha Grande dos Marinheiros e Ilha da Pintada, além de contar com um centro de referência em saúde da mama que realiza atendimentos gratuitos pela rede.
Primeira acreditação: 13 de dezembro de 2002
Última acreditação: 8 de outubro de 2011
Última acreditação: 8 de outubro de 2011
Instituto Nacional do Câncer - INCA (RJ)
O Instituto Nacional do Câncer (INCA) é o órgão auxiliar do Ministério da Saúde no desenvolvimento e coordenação de ações integradas para a prevenção e o controle do câncer no país. Atualmente, dois de seus quatro hospitais localizados no Rio de Janeiro são acreditados pela JCI, fora a acreditação de seu Centro de Transplante de Medula Óssea.
As ações do INCA englobam desde assistência médico-hospitalar pelo SUS a pacientes com encaminhamento até prevenção e detecção precoce do câncer, formação de profissionais especializados, pesquisa e geração de informação epidemiológica. O instituto também conta com um dos mais modernos parques públicos de diagnóstico por imagem da América Latina, o Centro de Pesquisa em Imagem Molecular.
Primeira acreditação: 27 de março de 2010
Primeira acreditação: 6 de dezembro de 2008
Última acreditação: 17 de dezembro de 2011
Primeira Certificação: 29 de abril de 2009
Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia - INTO (RJ)
O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) é um centro de excelência no tratamento de doenças e traumas ortopédicos de média e alta complexidade. Relativamente jovem, a instituição foi criada pelo Ministério da Saúde em 1994, como órgão normatizador de procedimentos de ortopedia no país, e hoje se destaca também pelo pioneirismo na área de ensino e pesquisa. Exemplos disso são os estudos voltados para a osteoporose masculina, medicina do esporte e regeneração óssea com a utilização de células-tronco.
No final do ano passado, o INTO inaugurou uma nova sede no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, com capacidade de realização de mais de 300.000 consultas ambulatoriais por ano e 86.000 consultas de reabilitação por ano. A expectativa é triplicar o número de cirurgias para 19.000 por ano, a fim de amenizar a espera da concorridíssima fila do instituto. Para ser atendido no INTO é necessário haver encaminhamento de médico ortopedista do SUS.
Primeira acreditação: 10 de março de 2006
Última acreditação: 30 de setembro de 2009
Última acreditação: 30 de setembro de 2009
Instituto Estadual de Hematologia - Hemorio (RJ)
O primeiro banco de sangue público do Brasil tornou-se o maior hemocentro do país, abastecendo mais de 180 hospitais, de maternidades a grandes emergências, como os hospitais Miguel Couto e Souza Aguiar. Ligado à Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, o Hemorio é hoje um centro de referência nacional em hematologia e hemoterapia, acumulando as funções de coordenação da hemorrede estadual, ensino, pesquisa e atendimento a pacientes com doenças do sangue, doadores de sangue e de medula óssea. O Hemorio já foi acreditado quatro vezes pela JCI e também só atende pacientes por encaminhamento.
Primeira acreditação: 1 de dezembro de 2001
Última acreditação: 11 de setembro de 2010
Hospital 9 de Julho (SP)
Acreditado pela JCI pela primeira vez em março de 2012, o Hospital 9 de Julho já possuía outras duas acreditações: uma como hospital de excelência pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e outra pela Accreditation Canada. O hospital paulistano é referência em medicina de alta complexidade, possuindo um departamento de emergência especializado no atendimento de traumas e situações complicados.
O Hospital 9 de Julho possui nove centros de referência: Centro de Referência em Coluna, Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional, Centro de Gastroenterologia, Centro de Medicina do Exercício e do Esporte, Centro de Oncologia, Centro de Ortopedia, Centro de Rim e Urologia, Centro de Trauma e Núcleo de Diabetes.
Primeira acreditação: 24 de março de 2012.
Hospital da Criança Santo Antônio (RS)
O Hospital da Criança Santo Antônio é uma das sete unidades hospitalares da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, e foi o primeiro hospital pediátrico do Brasil a ser acreditado pela JCI. Especializado em procedimentos de alta complexidade em diversas especialidades, o hospital atende pacientes do SUS, do Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul (IPE) e de convênios particulares. Em 2011 foram realizados quase 200.000 atendimentos ambulatoriais, mais de 7.500 internações e quase 7.000 cirurgias.
Primeira acreditação: 21 de abril de 2012.
Hospital Memorial São José (PE)
Único representante do Nordeste na lista, o Hospital Memorial São José foi fundado no Recife em 1989 e é voltado para procedimentos de alta complexidade em diversas especialidades, incluindo transplante de medula óssea, cirurgia bariátrica e distúrbios do sono. Formado por um complexo de seis edifícios, o Memorial São José conta com UTI adulta, pediátrica, neonatal e coronariana, além de três centros cirúrgicos, sendo um deles voltado exclusivamente para o público feminino do Memorial Mulher. Este espaço é voltado para procedimentos de maternidade que não necessitem de mais do que 12 horas de internação. O hospital conta ainda com um programa de voluntariado, o Memorial Solidário, que realiza ações solidárias em creches, aterros sanitários, orfanatos, hospitais infantis e outras entidades.
Hospital São Camilo - Unidade Pompéia (SP)
A unidade do bairro paulistano da Pompéia foi a primeira do Hospital São Camilo a ser inaugurada, ainda em 1928. Fundada como Policlínica São Camilo, a unidade transformou-se em hospital geral em 1960. Hoje, o São Camilo Pompéia oferece atendimento em diversas especialidades, realizando de partos a transplantes e priorizando o atendimento humanizado.
Em 2012, o Hospital São Camilo Pompéia conquistou a acreditação da JCI, além de ter inaugurado o novo Pronto-Socorro Adulto e planejar a construção de um novo prédio. A instituição, acreditada como hospital de excelência pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), também realiza uma série de projetos sociais, como o atendimento de pessoas carentes em paróquias da Igreja Católica e palestras mensais sobre saúde para a população.
Primeira acreditação: 22 de março de 2012.
Hospital São José (SP)
A Unidade Hospital São José, pertencente ao Complexo Hospitalar Beneficência Portuguesa de São Paulo, é uma referência em oncologia, incluindo ensino e pesquisa, além de cardiologia, ortopedia e neurologia. A unidade abriga o maior parque tecnológico da instituição para exames de imagem, utilizando equipamentos tridimensionais para procedimentos cardíacos e neurológicos. O hospital também mantém padrões elevados de hotelaria hospitalar e atendimento humanizado.
Primeira acreditação: 11 de dezembro de 2010.
Hospital Copa D´Or (RJ)
Especializado em tratamentos de alta complexidade de diversas especialidades, o Copa D’Or é o único da Rede D’Or a possuir a acreditação da JCI. O hospital do bairro carioca de Copacabana conta com um Centro de Tratamento Neuro-Intensivo, voltado para pacientes vítimas de males como derrames, ruptura de aneurisma cerebral, trauma craniano e crises convulsivas.
Embora não sejam acreditados pela JCI, os hospitais Barra D’Or e Quinta D’OR possuem as acreditações da Organização Nacional de Acreditação (ONA), como hospitais de excelência, e da Accreditation Canada.
Primeira acreditação: 8 de novembro de 2007
Nova acreditação: 21 de abril de 2011.
Nova acreditação: 21 de abril de 2011.
Hospital TotalCor (SP)
Inaugurada em 2006, a unidade paulistana do TotalCor, hospital da rede da Amil, obteve sua primeira e até agora única acreditação em 2010. A instituição é especializada em tratamentos cardiológicos de média e alta complexidade e prioriza o tratamento humanizado, com acomodações e serviços VIP para pacientes e acompanhantes. Por ano, são cerca de 6.000 internações, 4.000 cirurgias e 18.000 atendimentos de emergência.
Primeira acreditação: 5 de junho de 2010.
Hospital Paulistano (SP)
Outro hospital da rede da Amil Participações, o Hospital Paulistano é voltado para atendimentos de alta e média complexidade, com foco no tratamento humanizado. As acomodações para os pacientes e acompanhantes são luxuosas, marca registrada dos hospitais da rede. O Paulistano dispõe ainda de grupos multidisciplinares especializados no tratamento da dor, de doenças e lesões de pele, e de asma.
Primeira acreditação: 19 de junho de 2010.
Hospital São Vicente de Paulo (RJ)
Fundado em 1930 pelas Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, o Hospital São Vicente de Paulo é um hospital geral, dispondo de serviços em todas as especialidades médicas, com atendimento emergencial, ambulatorial e cirúrgico. Acreditado pela JCI pela primeira vez em 2008, o hospital localizado na Tijuca, no Rio de Janeiro, renovou a certificação em janeiro deste ano.
Primeira acreditação: 27 de agosto de 2008
Última acreditação: 25 de janeiro de 2012.
sábado, 16 de junho de 2012
Custos do processo de acreditação
Gastos com infraestrtura equipamentos, capacitação e contratação de pessoas são algumas das despesas das instituições de saúde.
Uma pesquisa realizada pelo Centro de Estudos em Gestão em Gestão de Serviços de Saúde denominada Panorama da Acreditação. O estudo traçou um panorama com os principais custos do processo de Acreditação.
A pesquisa foi realizada com 101 hospitais acreditados, correspondendo a 66% do total de instituições que possuem certificação no Brasil.
Veja a seguir quais são as 6 principais despesas que as instituições de saúde tiveram:
- Custos das mudanças estruturais (infraestrutura e equipamentos)
- Custos em termos de tempo empregado no processo
- Custos de treinamento e capacitação
- Custos relacionados ao valor pago à entidade Certificadora
- Custos associados à contratação de pessoas
- Custos associados à compra de material de melhor qualidade
Com o objetivo de se identificar os custos percebidos pelos gestores como mais significativos no processo de acreditação, os respondentes da pesquisa foram solicitados a elencar, dentre as seis opções apresentadas acima, os três principais fatores de custos, atribuindo nota de 1 a 3, sendo nota 1 atribuída ao principal custo percebido, nota 2 ao segundo maior custo e nota 3 ao terceiro maior custo. Os resultados podem ser visualizados no Quadro 21 a seguir.
Custos do Processo de Acreditação:
Custos das mudanças estruturais (infraestrutura e
equipamentos): 58% (10 mais importantes) 17% (20 mais importantes) 10% (30 mais importantes) 85% (total citação em qualquer posição)
Custos relacionados ao valor pago à entidade certificadora 19% (10 mais importantes) 10% (20 mais importantes) 20% (30 mais importantes) 49% (total citação em qualquer posição)
Custos em termos de tempo empregado no processo 12% (10 mais importantes) 24% (20 mais importantes) 23% (30 mais importantes) 59% (total citação em qualquer posição)
Custos de treinamento e capacitação 7% (10 mais importantes) 26% (20 mais importantes) 26% (30 mais importantes) 59% (total citação em qualquer posição)
Custos associados à contratação de pessoas 4% (10 mais importantes) 13% (20 mais importantes) 13% (30 mais importantes) 30% (total citação em qualquer posição)
Custos associados à compra de material de melhor qualidade 0% (10 mais importantes) 11% (20 mais importantes) 9% (30 mais importantes) 20% (total citação em qualquer posição)
Resultado
Conforme demonstrado, o item considerado por 58% dos respondentes como sendo o principal custo do processo de acreditação foi o item custos das mudanças estruturais (infraestrutura e equipamentos). Este item está entre os três principais custos da acreditação para 84% dos respondentes da pesquisa.
O segundo fator de custo mais importante na perspectiva dos respondentes corresponde aos custos relacionados ao valor pago à entidade certificadora (19%), seguido dos custos em termos de tempo empregado no processo (12%), pelos custos de treinamento e capacitação (7%) e custos associados à contratação de pessoas (4%).
Observando-se as três principais posições como um todo (última coluna do Quadro 21), observa-se que os custos em termos de tempo empregado no processo e de treinamento e capacitação estão entre os três mais importantes para 59% dos respondentes, enquanto que apenas 49% consideraram os custos relacionados ao valor pago à entidade certificadora como um dos três principais, dentre os seis apresentados. Os custos associados à contratação de pessoas foram citados por 30% dos respondentes como sendo um dos três mais importantes.
Os custos associados à compra de material de melhor qualidade não aparecem citados na primeira posição de importância, sendo, porém, citados por parte dos respondentes na segunda e na terceira posição em ordem de importância (11% e 9% das respostas, respectivamente). No âmbito geral, este é o custo menos citado entre os mais importantes – com 19% dos respondentes incluindo em alguma das posições de importância.
Uma pesquisa realizada pelo Centro de Estudos em Gestão em Gestão de Serviços de Saúde denominada Panorama da Acreditação. O estudo traçou um panorama com os principais custos do processo de Acreditação.
A pesquisa foi realizada com 101 hospitais acreditados, correspondendo a 66% do total de instituições que possuem certificação no Brasil.
Veja a seguir quais são as 6 principais despesas que as instituições de saúde tiveram:
- Custos das mudanças estruturais (infraestrutura e equipamentos)
- Custos em termos de tempo empregado no processo
- Custos de treinamento e capacitação
- Custos relacionados ao valor pago à entidade Certificadora
- Custos associados à contratação de pessoas
- Custos associados à compra de material de melhor qualidade
Com o objetivo de se identificar os custos percebidos pelos gestores como mais significativos no processo de acreditação, os respondentes da pesquisa foram solicitados a elencar, dentre as seis opções apresentadas acima, os três principais fatores de custos, atribuindo nota de 1 a 3, sendo nota 1 atribuída ao principal custo percebido, nota 2 ao segundo maior custo e nota 3 ao terceiro maior custo. Os resultados podem ser visualizados no Quadro 21 a seguir.
Custos do Processo de Acreditação:
Custos das mudanças estruturais (infraestrutura e
equipamentos): 58% (10 mais importantes) 17% (20 mais importantes) 10% (30 mais importantes) 85% (total citação em qualquer posição)
Custos relacionados ao valor pago à entidade certificadora 19% (10 mais importantes) 10% (20 mais importantes) 20% (30 mais importantes) 49% (total citação em qualquer posição)
Custos em termos de tempo empregado no processo 12% (10 mais importantes) 24% (20 mais importantes) 23% (30 mais importantes) 59% (total citação em qualquer posição)
Custos de treinamento e capacitação 7% (10 mais importantes) 26% (20 mais importantes) 26% (30 mais importantes) 59% (total citação em qualquer posição)
Custos associados à contratação de pessoas 4% (10 mais importantes) 13% (20 mais importantes) 13% (30 mais importantes) 30% (total citação em qualquer posição)
Custos associados à compra de material de melhor qualidade 0% (10 mais importantes) 11% (20 mais importantes) 9% (30 mais importantes) 20% (total citação em qualquer posição)
Resultado
Conforme demonstrado, o item considerado por 58% dos respondentes como sendo o principal custo do processo de acreditação foi o item custos das mudanças estruturais (infraestrutura e equipamentos). Este item está entre os três principais custos da acreditação para 84% dos respondentes da pesquisa.
O segundo fator de custo mais importante na perspectiva dos respondentes corresponde aos custos relacionados ao valor pago à entidade certificadora (19%), seguido dos custos em termos de tempo empregado no processo (12%), pelos custos de treinamento e capacitação (7%) e custos associados à contratação de pessoas (4%).
Observando-se as três principais posições como um todo (última coluna do Quadro 21), observa-se que os custos em termos de tempo empregado no processo e de treinamento e capacitação estão entre os três mais importantes para 59% dos respondentes, enquanto que apenas 49% consideraram os custos relacionados ao valor pago à entidade certificadora como um dos três principais, dentre os seis apresentados. Os custos associados à contratação de pessoas foram citados por 30% dos respondentes como sendo um dos três mais importantes.
Os custos associados à compra de material de melhor qualidade não aparecem citados na primeira posição de importância, sendo, porém, citados por parte dos respondentes na segunda e na terceira posição em ordem de importância (11% e 9% das respostas, respectivamente). No âmbito geral, este é o custo menos citado entre os mais importantes – com 19% dos respondentes incluindo em alguma das posições de importância.
15 de junho de 2012, Saúde Web.
domingo, 10 de junho de 2012
Acreditação começa ser questão de sobrevivência
A revista FH promoveu um debate com especialistas no assunto e traz para você os avanços, desafios e problemas que envolvem este processo ainda incipiente no Brasil.
Acreditar, eu não. Recomeçar, jamais. A vida foi em frente e você simplesmente não viu que ficou para trás”. O samba de Dona Ivone Lara, resguardado de sua conotação amorosa, é uma boa alusão ao que pode acontecer com as instituições de saúde brasileiras que ignorarem uma tendência irreversível de aprimoramento da gestão de pessoas, processos e tecnologias que se firma cada vez mais no mercado mundial. A acreditação hospitalar e de outros players da cadeia de saúde está perdendo sua característica de representar apenas um diferencial perante todo sistema.
Com uma rede que gira em torno de 6,5 mil instituições de saúde, que inclui apenas 200 hospitais acreditados, o Brasil ainda engatinha neste árduo, custoso e complexo processo de melhoria da gestão. Pelo retrovisor, os Estados Unidos e Canadá, por exemplo, veem nosso País com índices globais de acreditação de suas instituições que ultrapassam os 90%.
O caminho para chegar a este grau de excelência foi discutido por sete especialistas envolvidos no tema, que foram convidados pela Revista FH para um debate realizado no início de maio, em São Paulo. Durante quase três horas, eles falaram sobre os avanços, entraves e rumos que este mercado vivencia. A conclusão uníssona é de que a acreditação está se tornando mais e mais uma condição sine qua non de sobrevivência dos players que atuam no negócio de saúde. “As instituições que não têm acreditação vão deixar de existir. O que eu gostaria é que a sociedade e as operadoras exigissem a acreditação como um filtro de quem fica e quem sai do mercado”, opina Francisco Balestrin, presidente da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), que congrega 45 hospitais que possuem alguma acreditação.
Com foco em segurança do paciente e qualidade da assistência, a acreditação é um sistema de avaliação e certificação da qualidade de serviços de saúde obtida de forma voluntária e periódica pelas instituições de saúde. No Brasil, a Organização Nacional de Acreditação (ONA) é quem expede os selos de acreditação de acordo com os graus de qualidade de cada unidade de saúde, que podem variar de I, II a III. Representadas por consultorias, também atuam por aqui acreditadoras internacionais, como a Joint Commission International (JCI) e a Accreditation Canadá. A ONA, de acordo com dados disponíveis em seu site na Internet, já chancelou 301 instituições brasileiras, sendo 156 hospitais. A JCI, por sua vez, figura com 33 entidades acreditadas no País, enquanto que a Canadá soma 21 acreditações.
O baixo número global de instituições acreditadas, contudo, contrasta com o expressivo crescimento da quantidade de acreditações registradas nos últimos anos. No ano passado, por exemplo, 50 novas instituições receberam certificação pela metodologia ONA. Nos três primeiros meses de 2012, outras 19 organizações de saúde ganharam o selo. Pela JCI, apenas em 2011, 95 instituições de saúde estiveram em preparação para acreditação, entre elas 43 hospitais, 20 ambulatórios, 15 programas de cuidados clínicos e três operadoras de planos de saúde.
Incentivar financeiramente?
O maior problema para a expansão da acreditação no Brasil é, sem dúvida, o alto custo associado que esse processo carrega, pois ele envolve uma série de mudanças estruturais, organizacionais e de gestão que podem durar de 24 a 36 meses. Como é o próprio hospital que precisa bancar este custo e nem sempre a operadora ou o paciente reconhecem financeiramente essas melhorias, a maioria das instituições ainda trata o tema em segundo plano.
A Unimed BH, por exemplo, coloca em prática há oito anos um projeto de incentivo financeiro para seus hospitais credenciados que buscam a acreditação. A superintendente de provimento à saúde da empresa, Monica Castro, conta que R$ 65 milhões já foram investidos nesse programa e que em 2012 outros R$ 20 milhões serão aportados. Dependendo da acreditação obtida, o hospital recebe um bônus na diária global que varia de 7% a 15%. “Há oito anos, tínhamos dois hospitais acreditados. Hoje, temos 23, que correspondem por 50% dos nossos hospitais”, diz a executiva, que assegura que o processo de acreditação gera economia para a operadora no médio e longo prazo.
Apesar de ser concorrente da Unimed, o diretor da rede de hospitais da Amil em São Paulo, Vinicius Rocha, reverencia os resultados da subsidiária mineira e concorda que no estágio atual do mercado os incentivos financeiros são necessários. “Esse modelo de incentivo faz parte, porque o processo inicial de acreditação tem uma demanda de investimento muito grande com treinamento, estrutura física etc”, diz ele, que ressalva sua opinião dizendo que para o futuro, quando o mercado estiver mais consolidado, este modelo de incentivo não será o melhor caminho.
Balestrin, da Anahp, é contra incentivos financeiros para hospitais. Ele afirma que a acreditação não deveria ter como objetivo melhorar os indicadores econômicos e financeiros da instituição e, sim, focar no aspecto da segurança do paciente e da melhoria da qualidade assistencial.
“Normalmente, o hospital faz acreditação e quer renegociar as diárias e taxas. Acho que ele não fez mais do que a obrigação ao se acreditar e trazer mais qualidade para seu serviço. Precisamos participar de uma forma sincera desse mercado”, pontua o presidente da associação. Ele ainda sustenta que os incentivos iniciais podem comprometer o resultado dos hospitais no futuro. “Quanto que este incentivo custa posteriormente para as instituições? O que ouvimos é que os hospitais de Belo Horizonte têm dificuldade de obter bons resultados econômicos/financeiros”, revela.
Na visão do CEO da acreditadora brasileira IQG e que comanda também a Accreditation Canada no Brasil, Rubens Covello, a questão do custo é bastante complexa. “Consigo entender que a questão estrutural dentro do custo é importante. Mas por que a acreditação é cara? O custo está na capacitação e no envolvimento das pessoas”, diz. Garantir a qualidade diante da recorrente migração de profissionais de uma instituição para outra é bastante difícil. “Está errado dentro das universidades. Não temos nada sendo dirigido para a questão da segurança do paciente, para a gestão do negócio”, argumenta.
Falta educação
A ausência da visão de trabalho em uma instituição acreditada dentro das universidades foi outro problema levantado pelos debatedores. Para Rocha, da Amil, a mudança de cultura dentro da cátedra deve começar a ocorrer agora para dar resultados daqui a 20 ou 30 anos. “Esse trabalho precisa ser feito para que no futuro tenhamos um corpo médico mais aculturado e que possa estar mais confortável com a adesão de práticas exigidas pela acreditação”, afirma.
Balestrin, da Anahp, compartilha da mesma opinião. “Jovens médicos não sabem como funciona o negócio em si. Os médicos e hospitais não conversam entre si. A discussão não é travada com eles”, diz. Ele ainda afirma que a dicotomia entre o corpo clínico e o corpo hospitalar tende a desaparecer com a mudança no modelo de gestão das unidades de saúde. “Há quatro anos, começamos a incentivar a governança corporativa de nossos associados. Hoje, sob esse ponto de vista, eles se modernizaram. Agora, estamos apostando no modelo de governança clínica que, ,quando estiver claro, será entendido melhor pelos médicos. A partir disso, as duas governanças passarão a dialogar e será possível desenvolver projetos juntos. Nós acreditamos que o modelo de remuneração dos médicos mudará com isso. E quem não estiver preparado, vai sofrer”, prevê o executivo.
Heleno Costa Junior, diretor de relações institucionais e coordenador de educação do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), que mantém parceria com a JCI, aponta que é preciso haver um convencimento de que aquilo vai melhorar o trabalho dos prestadores. “Os médicos dizem que a acreditação burocratiza a assistência, mas isso porque hoje tudo é feito sem padrões. O fato de você exigir que ele escreva um prontuário já é sintoma de burocratização para eles”, relata. Covello completa dizendo que é necessário ter ferramentas para inserir esse profissional dentro da gestão da qualidade e segurança.
Colaboradores envolvidos
Além do médico, é extremamente importante envolver os outros profissionais prestadores de serviço terceirizados dentro do hospital. E a missão de fazê-los entender as novas práticas e filosofias inerentes à acreditação não é simples. Costa Junior diz que do ponto de vista do acreditador que está avaliando a instituição, não existe diferença no grau de exigência de análise dos resultados do prestador de serviço. “O avaliador não olha com distinção, ele vai fazer o mesmo pente fino nos processos relacionados à nutrição, limpeza, radiologia e laboratório, por exemplo”, afirma.
Giovanna Araújo, diretora-técnica do Grupo Brasanitas, que atua na área de higienização hospitalar, diz que na era da acreditação, o prestador precisa entender para atender o cliente. “A questão do terceiro está deixando de existir. Eu já faço parte da cadeia. Algumas instituições já nos chamam de time. Houve uma mudança de conceito. Já não é aquele serviço isolado, é um serviço integrador”, afirma a executiva, que aposta no treinamento e capacitação dos seus profissionais para que eles atendam às exigências dos hospitais acreditados.
Um desafio para as instituições de saúde já acreditadas é se fazer valer dessa vantagem diante dos olhos dos pacientes, que quase sempre não fazem ideia do que significa a acreditação daquele hospital. Balestrin, da Anahp, diz que os hospitais não conseguem passar para os usuários uma percepção de valor em saúde. Rocha, da Amil, afirma que a empresa vem tentando conscientizar os clientes. “Mas acho que ainda tem muito caminho pela frente”, opina.
Costa Junior da CBA contou que a JCI vai começar em 2013 a incluir na equipe de avaliação um usuário do sistema de saúde. “A ideia é que a instituição possa fazer um grupo de pacientes que poderia, através de um treinamento, participar das avaliações”.
Raquel Lisboa, coordenadora da área de qualidade da gerência de relações com prestadores de serviço da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), diz que o órgão regulador criou um programa que visa aumentar a quantidade de informações ao paciente. Segundo ela, após a implementação de uma instrução normativa que está sendo regulamentada, as operadoras precisarão apresentar aos usuários um guia médico que faça distinção entre os prestadores acreditados e os não acreditados. “Quando o paciente for procurar por um profissional, ele vai saber quem é acreditado. Estamos trabalhando para criar uma legenda com a linguagem clara que mostre ao usuário qual o benefício de buscar um prestador acreditado. O que a ANS vem incentivando é a questão da divulgação”, resume.
Acreditar, eu não. Recomeçar, jamais. A vida foi em frente e você simplesmente não viu que ficou para trás”. O samba de Dona Ivone Lara, resguardado de sua conotação amorosa, é uma boa alusão ao que pode acontecer com as instituições de saúde brasileiras que ignorarem uma tendência irreversível de aprimoramento da gestão de pessoas, processos e tecnologias que se firma cada vez mais no mercado mundial. A acreditação hospitalar e de outros players da cadeia de saúde está perdendo sua característica de representar apenas um diferencial perante todo sistema.
Com uma rede que gira em torno de 6,5 mil instituições de saúde, que inclui apenas 200 hospitais acreditados, o Brasil ainda engatinha neste árduo, custoso e complexo processo de melhoria da gestão. Pelo retrovisor, os Estados Unidos e Canadá, por exemplo, veem nosso País com índices globais de acreditação de suas instituições que ultrapassam os 90%.
O caminho para chegar a este grau de excelência foi discutido por sete especialistas envolvidos no tema, que foram convidados pela Revista FH para um debate realizado no início de maio, em São Paulo. Durante quase três horas, eles falaram sobre os avanços, entraves e rumos que este mercado vivencia. A conclusão uníssona é de que a acreditação está se tornando mais e mais uma condição sine qua non de sobrevivência dos players que atuam no negócio de saúde. “As instituições que não têm acreditação vão deixar de existir. O que eu gostaria é que a sociedade e as operadoras exigissem a acreditação como um filtro de quem fica e quem sai do mercado”, opina Francisco Balestrin, presidente da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), que congrega 45 hospitais que possuem alguma acreditação.
Com foco em segurança do paciente e qualidade da assistência, a acreditação é um sistema de avaliação e certificação da qualidade de serviços de saúde obtida de forma voluntária e periódica pelas instituições de saúde. No Brasil, a Organização Nacional de Acreditação (ONA) é quem expede os selos de acreditação de acordo com os graus de qualidade de cada unidade de saúde, que podem variar de I, II a III. Representadas por consultorias, também atuam por aqui acreditadoras internacionais, como a Joint Commission International (JCI) e a Accreditation Canadá. A ONA, de acordo com dados disponíveis em seu site na Internet, já chancelou 301 instituições brasileiras, sendo 156 hospitais. A JCI, por sua vez, figura com 33 entidades acreditadas no País, enquanto que a Canadá soma 21 acreditações.
O baixo número global de instituições acreditadas, contudo, contrasta com o expressivo crescimento da quantidade de acreditações registradas nos últimos anos. No ano passado, por exemplo, 50 novas instituições receberam certificação pela metodologia ONA. Nos três primeiros meses de 2012, outras 19 organizações de saúde ganharam o selo. Pela JCI, apenas em 2011, 95 instituições de saúde estiveram em preparação para acreditação, entre elas 43 hospitais, 20 ambulatórios, 15 programas de cuidados clínicos e três operadoras de planos de saúde.
Incentivar financeiramente?
O maior problema para a expansão da acreditação no Brasil é, sem dúvida, o alto custo associado que esse processo carrega, pois ele envolve uma série de mudanças estruturais, organizacionais e de gestão que podem durar de 24 a 36 meses. Como é o próprio hospital que precisa bancar este custo e nem sempre a operadora ou o paciente reconhecem financeiramente essas melhorias, a maioria das instituições ainda trata o tema em segundo plano.
A Unimed BH, por exemplo, coloca em prática há oito anos um projeto de incentivo financeiro para seus hospitais credenciados que buscam a acreditação. A superintendente de provimento à saúde da empresa, Monica Castro, conta que R$ 65 milhões já foram investidos nesse programa e que em 2012 outros R$ 20 milhões serão aportados. Dependendo da acreditação obtida, o hospital recebe um bônus na diária global que varia de 7% a 15%. “Há oito anos, tínhamos dois hospitais acreditados. Hoje, temos 23, que correspondem por 50% dos nossos hospitais”, diz a executiva, que assegura que o processo de acreditação gera economia para a operadora no médio e longo prazo.
Apesar de ser concorrente da Unimed, o diretor da rede de hospitais da Amil em São Paulo, Vinicius Rocha, reverencia os resultados da subsidiária mineira e concorda que no estágio atual do mercado os incentivos financeiros são necessários. “Esse modelo de incentivo faz parte, porque o processo inicial de acreditação tem uma demanda de investimento muito grande com treinamento, estrutura física etc”, diz ele, que ressalva sua opinião dizendo que para o futuro, quando o mercado estiver mais consolidado, este modelo de incentivo não será o melhor caminho.
Balestrin, da Anahp, é contra incentivos financeiros para hospitais. Ele afirma que a acreditação não deveria ter como objetivo melhorar os indicadores econômicos e financeiros da instituição e, sim, focar no aspecto da segurança do paciente e da melhoria da qualidade assistencial.
“Normalmente, o hospital faz acreditação e quer renegociar as diárias e taxas. Acho que ele não fez mais do que a obrigação ao se acreditar e trazer mais qualidade para seu serviço. Precisamos participar de uma forma sincera desse mercado”, pontua o presidente da associação. Ele ainda sustenta que os incentivos iniciais podem comprometer o resultado dos hospitais no futuro. “Quanto que este incentivo custa posteriormente para as instituições? O que ouvimos é que os hospitais de Belo Horizonte têm dificuldade de obter bons resultados econômicos/financeiros”, revela.
Na visão do CEO da acreditadora brasileira IQG e que comanda também a Accreditation Canada no Brasil, Rubens Covello, a questão do custo é bastante complexa. “Consigo entender que a questão estrutural dentro do custo é importante. Mas por que a acreditação é cara? O custo está na capacitação e no envolvimento das pessoas”, diz. Garantir a qualidade diante da recorrente migração de profissionais de uma instituição para outra é bastante difícil. “Está errado dentro das universidades. Não temos nada sendo dirigido para a questão da segurança do paciente, para a gestão do negócio”, argumenta.
Falta educação
A ausência da visão de trabalho em uma instituição acreditada dentro das universidades foi outro problema levantado pelos debatedores. Para Rocha, da Amil, a mudança de cultura dentro da cátedra deve começar a ocorrer agora para dar resultados daqui a 20 ou 30 anos. “Esse trabalho precisa ser feito para que no futuro tenhamos um corpo médico mais aculturado e que possa estar mais confortável com a adesão de práticas exigidas pela acreditação”, afirma.
Balestrin, da Anahp, compartilha da mesma opinião. “Jovens médicos não sabem como funciona o negócio em si. Os médicos e hospitais não conversam entre si. A discussão não é travada com eles”, diz. Ele ainda afirma que a dicotomia entre o corpo clínico e o corpo hospitalar tende a desaparecer com a mudança no modelo de gestão das unidades de saúde. “Há quatro anos, começamos a incentivar a governança corporativa de nossos associados. Hoje, sob esse ponto de vista, eles se modernizaram. Agora, estamos apostando no modelo de governança clínica que, ,quando estiver claro, será entendido melhor pelos médicos. A partir disso, as duas governanças passarão a dialogar e será possível desenvolver projetos juntos. Nós acreditamos que o modelo de remuneração dos médicos mudará com isso. E quem não estiver preparado, vai sofrer”, prevê o executivo.
Heleno Costa Junior, diretor de relações institucionais e coordenador de educação do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), que mantém parceria com a JCI, aponta que é preciso haver um convencimento de que aquilo vai melhorar o trabalho dos prestadores. “Os médicos dizem que a acreditação burocratiza a assistência, mas isso porque hoje tudo é feito sem padrões. O fato de você exigir que ele escreva um prontuário já é sintoma de burocratização para eles”, relata. Covello completa dizendo que é necessário ter ferramentas para inserir esse profissional dentro da gestão da qualidade e segurança.
Colaboradores envolvidos
Além do médico, é extremamente importante envolver os outros profissionais prestadores de serviço terceirizados dentro do hospital. E a missão de fazê-los entender as novas práticas e filosofias inerentes à acreditação não é simples. Costa Junior diz que do ponto de vista do acreditador que está avaliando a instituição, não existe diferença no grau de exigência de análise dos resultados do prestador de serviço. “O avaliador não olha com distinção, ele vai fazer o mesmo pente fino nos processos relacionados à nutrição, limpeza, radiologia e laboratório, por exemplo”, afirma.
Giovanna Araújo, diretora-técnica do Grupo Brasanitas, que atua na área de higienização hospitalar, diz que na era da acreditação, o prestador precisa entender para atender o cliente. “A questão do terceiro está deixando de existir. Eu já faço parte da cadeia. Algumas instituições já nos chamam de time. Houve uma mudança de conceito. Já não é aquele serviço isolado, é um serviço integrador”, afirma a executiva, que aposta no treinamento e capacitação dos seus profissionais para que eles atendam às exigências dos hospitais acreditados.
Um desafio para as instituições de saúde já acreditadas é se fazer valer dessa vantagem diante dos olhos dos pacientes, que quase sempre não fazem ideia do que significa a acreditação daquele hospital. Balestrin, da Anahp, diz que os hospitais não conseguem passar para os usuários uma percepção de valor em saúde. Rocha, da Amil, afirma que a empresa vem tentando conscientizar os clientes. “Mas acho que ainda tem muito caminho pela frente”, opina.
Costa Junior da CBA contou que a JCI vai começar em 2013 a incluir na equipe de avaliação um usuário do sistema de saúde. “A ideia é que a instituição possa fazer um grupo de pacientes que poderia, através de um treinamento, participar das avaliações”.
Raquel Lisboa, coordenadora da área de qualidade da gerência de relações com prestadores de serviço da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), diz que o órgão regulador criou um programa que visa aumentar a quantidade de informações ao paciente. Segundo ela, após a implementação de uma instrução normativa que está sendo regulamentada, as operadoras precisarão apresentar aos usuários um guia médico que faça distinção entre os prestadores acreditados e os não acreditados. “Quando o paciente for procurar por um profissional, ele vai saber quem é acreditado. Estamos trabalhando para criar uma legenda com a linguagem clara que mostre ao usuário qual o benefício de buscar um prestador acreditado. O que a ANS vem incentivando é a questão da divulgação”, resume.
O futuro da acreditação das instituições de saúde no Brasil ainda é nublado e vai levar algum tempo para desanuviar. Todos os debatedores creem que serão necessários muitos anos para que a prática acreditadora deslanche no País. Balestrin, da Anahp, sugere que o governo federal institua uma política compulsória para a acreditação dos seus hospitais federais. “Até porque esses hospitais são os que mais precisam de acreditação”.
Certificação pode melhorar os resultados?
"Defendo a certificação como um diferencial competitivo a ser propagado aos quatro ventos para impulsionar a imagem institucional. Porém, isso deve ser consequência e não motivação".
Se não for este o objetivo da governança da instituição – melhorar resultados – não faz sentido requerer ou perseguir uma certificação de qualidade. O processo de auditoria e a entrega do certificado são o meio, e não o fim (como ainda são encarados em um grande número de serviços hospitalares). Melhor que isso: são o começo de uma nova etapa, na qual não se deve admitir a execução de um processo – seja ele assistencial, produtivo, operacional, técnico, administrativo ou de comunicação e informação – sem o foco na qualidade total! Garantir a qualidade na entrega do serviço.
A certificação – ou acreditação, como é chamada no setor hospitalar – deve ser decidida pelo Conselho de Administração; que, por sua vez, avaliará as opções disponíveis e optará pela mais adequada ao cenário institucional. De fazer parte da estratégia do serviço de saúde e servir como o farol da instituição na busca por maior competitividade, minimização dos riscos relacionados a todos os stakeholders e construção da sustentabilidade.
Feito de maneira superficial, o processo de busca e obtenção por um “selo” de qualidade terá seus alicerces colocados em bases falsas e movediças, frágeis o bastante para sucumbir rapidamente. O mesmo acontecerá caso se almeje a certificação pura e simplesmente como estratégia de Marketing, para mostrar “valor agregado”. Defendo a certificação como um diferencial competitivo a ser propagado aos quatro ventos para impulsionar a imagem institucional. Porém, isso deve ser consequência e não motivação.
Decidir-se pela certificação tendo em mente a mudança positiva e o crescimento da organização é um caminho extraordinário para melhorar a gestão visando aprimorar o desempenho. Através da busca ininterrupta pela melhoria contínua, o ponto chave está na aplicação correta de todos os processos desenvolvidos na organização.
Com o foco na melhoria contínua se descobre mais facilmente os desvios e os gargalos de ações mal desenvolvidas internamente. Por isso é vital que sejam feitos os devidos registros dessas ações, que passarão a ser denominadas “não-conformidades”. O GNC, ou Gerenciamento de Não-Conformidades, constitui-se hoje num dos dogmas da gestão voltada para resultados. É somente a partir do registro do erro e da projeção de suas consequências, bem como da análise de suas causas e efeitos, que se conseguirá desenvolver ações para combatê-lo, eliminá-lo e, quem sabe, até mudar radicalmente processos.
Vejo o registro e as intervenções sobre os erros como a principal matéria-prima para aprimorar as pessoas, através de programas de capacitação e educação continuada. Não existe melhor ferramenta para correção de deficiências do que atuar diretamente sobre elas e sobre as não-conformidades diagnosticadas, ou seja, atuação implacável sobre a raiz, as causas e não sobre os efeitos. Outro impacto positivo e vital dessa prática é o gerenciamento dos riscos, aumentando consideravelmente o nível de segurança para os clientes e todos os envolvidos nas atividades do dia-a-dia do hospital. Aliás, o que vale é o quanto consigo evitá-los e preveni-los e não somente atuar sobre os já acontecidos.
Para concluir, dirijo-me agora aos responsáveis “número 1” das corporações: a decisão de conduzir a instituição para a acreditação deverá ser unicamente sua, como propósito de perenizar o negócio e oferecer sustentabilidade à companhia, jamais para saciar seu apetite meramente mercadológico ou de imagem. Uma vez tomada a decisão, você será o responsável pela condução do processo. O leme estará em suas mãos e somente você será o comandante!
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