quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Apresentação RD Consultoria




Introdução

Desde o seu surgimento em 1996 a RD Consultoria vem implantando Sistemas de Gestão da Qualidade e Licenciando Serviços de Saúde, com metodologias especificas, que quando implantadas e acompanhadas por uma Gestão Especializada garantem os Resultados Desejados aos sócios, associados, sociedade e meio ambiente.

Esta conquista só é possível graças à experiência incontestável de sua equipe e ao alinhamento dos aspectos estatuários regulamentares aos requisitos de normas nacionais e internacionais de Acreditação e/ou Certificação.

Atualmente com processos em Gestão Executiva em Saúde, Gestão de Licenciamento Empresarial, Gestão e Desenvolvimento de Pessoas, Gestão Estratégica para Qualidade, Gestão Estratégica Financeira, Gestão e Intermediação de Negócios, Gestão de Riscos na Saúde e Gestão de Impactos Ambientais, alinhados harmoniosamente e hierarquicamente em prol dos desejos e anseios de seus clientes, busca os Resultados Desejados incansavelmente, utilizando-se da experiência acumulada em mais de 170 organizações dos mais variados tipos e tamanhos.

É por isso que, mesmo tendo aumentado à concorrência, tanto de empresas nacionais como internacionais, a RD Consultoria continua com média anual de crescimento de 25%, sem investimento externo ou recursos de terceiros. Também é isto que garante os Resultados Desejados em tempo recorde de implantação de, em média oito meses.

A RD Consultoria confia tanto em sua metodologia de trabalho que consegue afirmar em contrato a devolução do dinheiro investido no caso de insucesso por falhas da sua gestão. Item raramente percebido pela concorrência.

Consegue ainda, garantir independente da modalidade de negócio contratada, a capacitação da equipe para um processo de Certificação e/ou Acreditação.

É por tudo isso que em toda sua história, existem apenas casos de desistências e nunca insucesso. Os processos até aqui acompanhados pela RD Consultoria são personalizados às necessidades do cliente e focados no trabalho de equipe multidisciplinar, onde os Resultados Desejados da fonte pagadora são o alvo central, deixando de lado as preferências e vaidades.

1.          Histórico


Em 1996 seus sócios, que sempre trabalharam em diversos seguimentos voltados à administração na área da saúde sonhavam em mudar o cenário na Qualidade na Gestão Hospitalar, trazendo à tona as ferramentas de gestão e os controles até então utilizados na indústria. Sendo assim, buscaram soluções utilizadas por empresas da indústria farmacêutica nos programas de qualidade de comprovada eficiência, com objetivo de definir uma metodologia simples, mas eficiente para implantar um Sistema de Gestão da Qualidade na Saúde.

Cabe lembrar que nesta época não havia legislação, portarias ou normas voltadas para a área no Brasil, apenas definições obscuras (INMETRO, Sociedades, Ministério da Saúde, ANVISA, etc.) desencadeando constantes disputas por poder. Tudo era baseado em normas internacionais (CAP, CLIA 88, Joint Commission).  

Neste mesmo ano a RD Consultoria teve a honra de dividir o projeto de implantação de um Sistema de Gestão da Qualidade com as empresas Phillip Crosb e Trevisan no Hospital São Luiz, garantindo a ISO 9001:1994 e o programa RECON, que formou mais de 300 colaboradores para a Gestão da Qualidade na Saúde.

De 1997 a 1998 em parceria com Dr Erlo Roth da HINSDALE Consultoria e Treinamento, desenvolveu o planejamento, com controles e indicadores da Qualidade para Laboratórios de Anatomia Patológica, procurando adaptar as normas do CAP (College of American Pathologists) às brasileiras, sem que isto representasse perdas ao conteúdo. Este programa foi adotado pelo INMETRO; SBP (Sociedade Brasileira de Patologia) e Ministério da Saúde com o BPLC.

Em 1998 a ABRALAPAC (Associação Brasileira de Laboratórios de Anatomia Patológica e Citopatologia) adquiriu os manuais de procedimentos de um de seus clientes e os comercializou para mais de 1000 laboratórios. Neste mesmo ano, em parceria com a INTEGRAÇÃO e PALMARES CONSULTRES desenvolveu o Projeto para a Excelência no Atendimento, que tinha por objetivo capacitar pessoas para trabalhar nas áreas de agendamento, recepção e coleta, pois seus clientes encontravam grandes dificuldades em formar equipe nestes setores.

Em 1999, contribuiu com seus conhecimentos para a criação de um programa de informática, visando à informatização dos processos administrativos, atendimento e técnico com foco nos indicadores de qualidade para melhorar a gestão nos laboratórios clínicos e de anatomia patológica.

De 2000 a 2003, implantou o projeto RD-OPEN, oferecendo treinamento de Qualidade Total no Atendimento e Faturamento, para resolver problemas de seus clientes, como as constantes glosas nos faturamentos realizados pelas Operadoras de Planos de Saúde, e redução dos custos administrativos. O Treinamento foi ministrado Brasil a fora, com mais de 1000 participantes, recebendo o premio Leão de Ouro Merco Sul.

Este projeto contribuiu para implantar o setor de negociações e parametrizações comerciais, cobranças e recursos de glosas junto as Operadoras de Planos de Saúde.

De 2003 a 2004, disponibilizou gestão de custos em hospitais, clínicas e laboratórios com objetivo de assessorar seus clientes nas negociações comerciais com as Operadoras de Planos de Saúde que impunham seus pacotes. Com esta experiência passou a contribuir com as empresas que tinham projetos de trocar informações eletrônicas para faturamento “on line”: Fatmed, Total Line, Salutia e Connectmed.

Em 2004, implantou a Gestão de Licenciamento aos clientes que desejavam ser acreditados, porém não atendiam aos aspectos legais e normativos. Este serviço cresceu na velocidade que a ANVISA implantava uma nova RDC – Resolução de Diretoria Colegiada.

Em 2005, iniciou uma parceria com o IQG – Instituto Qualisa de Gestão para adaptar o Manual Brasileiro de Acreditação para Laboratórios de Análises Clínicas e Anatomia Patológica, bem como para as Clínicas de Quimioterapia e Bancos de Sangue. Neste período, realizou diversas auditorias em Hospitais, Clínicas, Laboratórios e Bancos de Sangue.

Em 2006, desenvolveu novos treinamentos para trocar experiências com os Representantes da Qualidade dos diversos clientes da área da saúde, denominado como Encontro de Gestores da Qualidade. Estes eventos reuniram mais de 2.000 pessoas em todo Brasil, trocando informações e experiências para melhoria dos serviços na área da saúde.

De 2007 a 2009, assessorou alguns Hospitais (Bandeirantes, Nossa Senhora de Lourdes, Nove de Julho, Santa Joana, Pró Matre Paulista, São Luiz, Assumpção e São Camilo) e Laboratórios (Imunotec, Salomão e Zoppi, Transduson, Prevlab e Sepac) de São Paulo, na obtenção do nível III da ONA – Organização Nacional da Acreditação, contribuindo com treinamentos in Company, elaboração de processos e documentos, auditorias de segunda parte e alinhamento dos Indicadores.

De 2009 a 2010, a Novartis contratou a RD Consultoria em parceria com a Pharmaster do Brasil para juntas elaborarem um projeto de acreditação internacional em Laboratórios de Pesquisa Clínica. Esta parceria permitiu a elaboração de um protocolo com base na ISO 9001:2008 e as Boas Práticas de Manipulação de Medicamentos, determinada pelo FBA-UEA, dando acreditação ao Hospital das Clínicas de São Paulo, InSitus Genética e Progenética.
Em 2011, aprimorou seus processos e ampliou o quadro de consultores, envolvendo Administradores, Enfermeiros, Médicos, Médicos Veterinários, Farmacêuticos, Biomédicos e Engenheiros, com o intuito de reduzir ao máximo o tempo de implantação do Sistema de Gestão da Qualidade, sem representar perdas de conteúdo. Desenvolveu metodologias próprias com ferramentas capazes de manter o Sistema de Gestão da Qualidade atualizado.

De 2011 a 2012, acreditou a Transduson Medicina Diagnóstica, Hospital Unimed Litoral, Hospital Santa Clara, Laboratório ACTA, Cytogenesis, Laboratório Dr. Gilles Landman e Pathos Médicos Associados.

Visando manter um sistema que se diferenciasse dos demais, aprimorou as ferramentas e controles, com objetivo de tornar cada vez mais simples a linguagem e sua aplicação.

Atualmente com parceiros experientes em diversos seguimentos (Informática, Segurança do Trabalho, Medicina Ocupacional, Engenharia Clínica, Meio Ambiente, Fiscalização, Acreditadoras e Equipe Multidisciplinar), procura adaptar as diversas legislações (RDC 302, RDC 356, RDC 220, RDC 59, RDC 15), normas (ISO 9001, 15.189, 13.485, 13.725) e manuais (manual de acreditação), sem que isto se torne um peso para seus proprietários e sem perder o foco do seu negócio.

De 2012 a 2013, acreditou o Hospital Santa Genoveva, Hospital Unimed Criciúma e iniciou a preparação do Hospital Adventista, Clínica de Olhos Ennio Coscarelli, Mega Imagem, Hematológica e Oncologia de Rio Claro (Laboratório Paulista), Laboratório Evangélico, Medicina Nuclear do Triangulo Mineiro, Hospclean, Oxigênio São Paulo, IPOG e Labor Labis.


  • Foi à primeira Consultoria a conseguir ISO 9002:1994 para Serviço de Anatomia Patológica – Hospital Sanatorinhos.
  • Primeira Consultoria a conseguir CAP no Brasil para Anatomia Patológica – CEDAP Joinville e PrevLab.
  • Primeira Consultoria a conseguir ONA versão 2000 nível II para Anatomia e Laboratório Clínico – Salomão e Zoppi Medicina Diagnóstica.
  • Primeira Consultoria a conseguir ONA versão 2006 para Anatomia Patológica – IMUNOTEC.
  • Primeira Consultoria a conseguir ONA versão 2006 para o serviço de Quimioterapia – IPC.
  • Participou das certificações ONA nível III sob a avaliação do IQG – Instituto Qualisa de Gestão aos Hospitais e Laboratórios de São Paulo: Hospital Santa Joana, Hospital Pro Matre Paulista, Hospital Nossa Senhora de Lourdes, Hospital Nove de Julho, Hospital Santa Catarina, Hospital Bandeirantes, Hospital São Camilo, Hospital Assumpção, Laboratório AFIP, Banco de Sangue São Lucas e Laboratório Sanset.

 
Clientes de Hospital
Reconhecimento do Trabalho


  • Eleita em 2008 a Melhor Consultoria no Ramo da Saúde com o prêmio “Top of Quality”
  • Eleita como sendo uma das melhores ideias empreendedoras pela Revista “Tof of Business” de 2008
  • Prêmio “Top of Empreendedor”
  • Indicada ao prêmio IBRASI – Dr Oswaldo Cruz Educação e Responsabilidade Social e Ambiental de 2008 
  • Indicada ao Prêmio Brasileiro de Qualidade da Academia de Arte, Cultura e História
  • Em 2009 foi eleita novamente a Melhor Consultoria no Ramo da Saúde com o prêmio “Top of Quality”
  • Eleita como sendo a Consultoria Destaque em Qualidade no Brasil, recebendo o prêmio “Quality Brasil 2009”
  • Eleita a Consultoria do ano de 2009 pelo Instituto Cultural de Fraternidade Universal, recebendo o prêmio “Top Empresarial de Incentivo à Qualidade”
  • Eleita a melhor consultoria em soluções práticas para qualidade pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Qualidade Gomes Pimentel em 2009, recebendo o prêmio “Quality of Business Internacional” 
  • Eleita a empresa brasileira do ano de 2013 pelo Latin American Quality Institute (LAQI) no Brzil Quality Summit 2013

Clientes de Centro Diagnóstico

2.          Estratégico



Transformar os conhecimentos tácitos em boas práticas de gestão que contribuam com a melhoria contínua das organizações, por meio de Assessoria, Auditoria, Consultoria e Treinamento.


  • Respeito às normas e legislações
  • Soluções práticas para Qualidade
  • Distribuição de conhecimentos
  • Comprometimento com o RD – Resultado Desejado
  • Aperfeiçoamento contínuo
  • Respeito a Tradição e cultura Organizacional



Assessoria, Auditoria, Consultoria e Treinamento administrativo, comercial e de gestão da Qualidade.


Contribuir com a melhoria contínua dos processos dos serviços de saúde, por meio de soluções práticas e eficazes do Sistema de Gestão da Qualidade.


  • Laboratórios de Anatomia Patológica;
  • Laboratórios de Analises Clínicas;
  • Hospitais;
  • Centros de Diagnósticos;
  • Consultórios Médicos;
  • Clínicas;
  • Clínicas de Oncologia e Quimioterapia;
  • Laboratórios de Radiologia e Ultra-sonografia;
  • Clínicas Veterinárias;
  • Indústrias Farmacêuticas;
  • Distribuidores de produtos e materiais médicos;
  • Indústrias de Equipamentos Médicos;
  • Bancos de Sangue.

 
Clientes de Laboratórios Clínicos

3.          Unidades de Negócios


  • GLE - Gestão de Licenciamento Empresarial
  • EDP - Estratégia e Desenvolvimento de Pessoas
  • EIQ - Estratégia e Intermediação para a Qualidade
  • EIN - Estratégia e Intermediação de Negócios
  • GCC - Gestão de Custos e Controladoria
  • GES – Gestão Executiva em Saúde


4.          Políticas


Política da Qualidade

Implantar metodologias simples e objetivas, que atendam às necessidades de nossos clientes, na busca dos Resultados Desejados e da melhoria contínua, tendo sempre como princípio os padrões de Qualidade.



Definir soluções capazes de mobilizar os colaboradores, eliminar o medo e reduzir drasticamente a desigualdade social por meio de práticas de desenvolvimento do intelecto humano.


Manter informados clientes ativos ou não, a respeito de novidades no seguimento da saúde e da gestão da qualidade, com propósito de trocar experiências e melhorar continuamente o sistema de gestão da qualidade implantado.


Garantir que os requisitos dos clientes sejam estabelecidos e que os projetos sejam desenvolvidos com base nas suas necessidades, adequando sempre que possível, a ferramenta de gestão que será empregada.


Garantir a confidencialidade das informações obtidas nas visitas ou apuração de dados para o desenvolvimento do trabalho.

Clientes de Laboratórios de Pesquisas

Ronaldo Damaceno
Gestor Executivo em Saúde
CRA-SP: 6-000074
ronaldodamaceno@rdconsultoria.com.br
(11) 3901-6734 


sábado, 20 de setembro de 2014

A RD Consultoria, foi convidada a receber novamente o Quality Festival 2014

por Ronaldo José Damaceno às 07:49 


LAQI_2013.gif
Adicionar legenda
Mais uma vez fomos convidados a receber este prêmio que muito engrandece qualquer organização prestadora de serviços, porém infelizmente, não teremos como participar da festa por motivos de agenda. Agradecemos a quem nos indicou e contamos com novas indicações no futuro.


Leia abaixo a carta que recebemos.


Ronaldo Damaceno

Gestor Executivo em Saúde
CRA-SP: 6-000074
ronaldodamaceno@rdconsultoria.com.br
(11) 3901-6734 


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Cidade do Panamá, 02 de Junho de 2014.
A.
RD CONSULTORIA
Sr.
Ronaldo Damaceno
Diretor Executivo     

Estendo uma cordial saudação e através do presente, solicito retorno ao convite realizado pelo Latin American Quality Institute, relacionado a realização do encontro internacional Quality Festival 2014 e a entrega do galardão Latin American Quality Awards, que na oportunidade terá como sede a cidade deSão Paulo nos dias 24, 25 e 26 de Novembro.

Em consequência ao prazo para confirmação e devido aos tramites protocolares e publicitários que devem acorrer posterior a tal oficialização, rogamos um retorno imediato.

Sem outro assunto de momento, subscrevemo-nos com a máxima consideração.

Cordialmente,

RD recebe novamente TOP Empreendedor 2014


selotopemp07.jpgAgradecemos as pessoas e empresas que nos indicaram a receber novamente o prêmio TOP Empreendedor, pelo 5 ano consecutivo. Infelizmente não tivemos como participar da festa, mas ficamos honrados com o convite. Leia abaixo a carta encaminhada pela organizadora do evento.

Ronaldo Damaceno
Gestor Executivo em Saúde
CRA-SP: 6-000074
ronaldodamaceno@rdconsultoria.com.br
(11) 3901-6734 



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De: Revista Top of Business - Porto Alegre - RS - Brasil
Sr. Rafael Mânica – (51) 3317.8000 E-mail:rafael@montrealeventos.com.br

RD Consultoria 
A/C SR. Ronaldo Damaceno 
São Paulo - SP                                                                                09/06/2014 09:24:35
Prezados(as) Senhores(as):

Revista Top of Business solicita confirmação imediata da RD Consultoria para receber o Troféu Top Of Business Edição Nacional/Internacional em sua 16 edição no próximo dia 08 de Agosto de 2014, às 21:00 horas em Cerimônia social, no Tivoli São Paulo Mofarrej, no bairro Jardins, na cidade de São Paulo. Estarão presentes autoridades brasileiras,personalidades, celebridades, empresários  além de veículos de comunicação que estarão dando cobertura à grande noite. A Revista Top of Business estará publicando matéria sobre a empresa RD Consultoria em sua edição especial.
Esta é uma homenagem da Revista Top Of Business às empresas brasileiras que contribuem para o desenvolvimento do país. Este reconhecimento, merecido e até esperado pelas empresas e profissionais, deve-se à constante luta para permanecer no mercado tão competitivo, seja no segmento comercial, industrial, de prestação de serviços, profissionais liberais, inclusive, jornalístico.
Atenta ao que ocorre no mundo business, a Diretoria da Revista Top of Business seleciona os homenageados seguindo os seguintes critérios: participação em feiras nacionais e internacionais, congressos,eventos,exposições, mostras, desenvolvimento de projetos,produtos,soluções inovadoras, tradição no mercado , prêmios recebidos, responsabilidade social e ambiental, certificados de qualidades adquiridos no decorrer de sua existência, entre outros.
Local e data da Cerimônia:
Local: Tivoli São Paulo Mofarrej  -  Alameda Santos, 1437 – Jardins – São Paulo
Data: 08 de Agosto de 2014 – sexta-feira
Horário: 21:00 horas   Traje: Social
Contato do Hotel Tivoli: 11. 3146.5900
Entre em contato para obter maiores informações sobre a Cerimônia, assim como a revista on-line.
Site da empresa:   www.montrealeventos.com.br
Aguardamos contato para o envio de convites e publicação da matéria naedição especial da Revista Top of Business, assim como forma de pagamento dos mesmos.
Lembramos que a data limite para a confirmação da presença será até o dia 11 de Junho de 2014, com o Sr. Rafael Mânica pelo fone: (51) 3317.8000
Parabéns e desde já, contamos com a sua presença.
Att,
Rafael Mânica -  Revista Top Of Business 
Fone: (51) 3317.8000 / Nextel: 959*3560 / Skype: rafaelmanica
E-mail:  rafael@montrealeventos.com.br  /   Porto Alegre/RS

RD é indicada a prêmio inédito para o Brasil

por Ronaldo José Damaceno às 08:36 


É com muito orgulho e honraria que recebemos a carta da INUQ -INTERCONTINETAL UNION FOR QUALITY, para retirar o prêmio ​"THE QUALITY AWARDS", que será realizado na Cidade Lima no Peru.
Seremos eternamente agradecidos as pessoas e empresas que nos indicaram, porém infelizmente, não teremos como participar deste evento tão importante, que engrandesse muito o cenário das consultorias brasileiras.

Ronaldo Damaceno
Gestor Executivo em Saúde
CRA-SP: 6-000074
ronaldodamaceno@rdconsultoria.com.br
(11) 3901-6734 

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Miami, 12 de Agosto de 2014.
Senhores:
RD CONSULTORIA
Atención:
RONALDO DAMACENO / BRUNA / GESTORA DE QUALIDADE
NO ESPECIFICADO
Prezados Senhores,
INTERCONTINETAL UNION FOR QUALITY – INUQ, por 6° ano consecutivo tem realizado pesquisas sobre as melhores empresas que lideram o mercado, no qual destaca  RD CONSULTORIA. , sendo escolhido para receber o mais ambicionado reconhecimento internacional "THE QUALITY AWARDS", teremos como sede a Cidade De Lima no Peru, este encontro se levara a cabo o 14 de Novembro nos luxuosos salões do Melia Hotel Lima.
Iniciaremos com o TOTAL QUALITY CONVENTION, comemoração que ano a ano enriquece aos Associados da INUQ e convidados com seus Palestrantes de Alto Impacto em Temas atuais de Qualidade Total Empresarial: RSE, Sustentabilidade, Gerencia Verde, Coaching Motivacional, entre outros. Teremos exibição de amostras de produtos e/o serviços a través do nosso conhecido SHOW ROOM – SALA DE EXHIBIÇOES.Fechando o encontro com a Cerimônia de Gala entrega do "THE QUALITY AWARDS".
INUQ é uma organização internacional, que desde há 07 anos vem trabalhando arduamente pela Qualidade Total e o Compromisso pela Responsabilidade Social Empresarial; procura reunir a maior quantidade de líderes a nível mundial a fim de reconhecer seu labor, liderança e compromisso, até a data são mais de 3000.00 os associados nesta sua organização no mundo.
O convidamos a receber este magno reconhecimento, este próximo mês de Agosto e assim destacar a sua representada como ao seu equipe humano, que fazem possível este logro, ao tornar-se Associado da INUQ,sua empresa obterá importantes benefícios, os mesmos que lhe anexo a este e-mail.
Para confirmar sua participação não duvide em se contatar comigo ao e-mail directoria@inuq.org ou a través da nossa Central Tel.: 1 305 433 6163, com grande satisfação o atenderemos.
Atenciosamente,
Lic. Christine Gózar
Vice President
Intercontinental Union for Quality
Phone: 1 305 433 6163

Interação de Processos de Gestão da Qualidade, Gestão de Pessoas e Gestão de Riscos

Nos últimos anos, com o crescimento das empresas acreditadas no País, com o advento da integração das normas, com base na adequação aos requisitos legislativos das diversas agências reguladoras, surgiu a necessidade de uma interação sistêmica dos processos de Gestão da Qualidade, Gestão de Pessoas e Gestão de Riscos (Figura 1).

Alinhar os documentos destes processos de maneira integrada e sistêmica, é fundamental para uma gestão de resultados. Não há mais espaços para desencontros de informações, retrabalho e principalmente, trabalho isolado que não leva a lugar algum.

Figura1.jpg 
(Figura 1) 

A maioria das organizações existentes foram delineadas em hierarquias (Figura 2). Divididas por Áreas, Departamentos e Setores. Com grande semelhança ao Sistema Governamental Executivo, que originaram-se do Exército, onde as pessoas com cargos estratégicos têm autonomia e responsabilidade em pensar em todos os pontos fortes e fracos da organização, idealizar ações futuristas e tomar as decisões; já as pessoas com os cargos Táticos, precisam fazer cumprir com o que foi planejado em suas áreas, departamentos e setores, sem se importar com o principal resultado de qualquer organização, que é a Satisfação do Cliente; Já as pessoas com cargos operacionais, precisam obedecer, realizar, fazer acontecer, mesmo que pensem diferentemente dos idealizadores e cumpridores das ações.

Figura2.jpg 
Figura 2
Os relacionamentos das pessoas destas organizações são conflitantes, muitas vezes concorrentes, com segredos entre si, dificultando o trabalho de equipe e o envolvimento das pessoas pró Resultado Desejado da alta direção. Além disto, o feedback não é fácil, pois de alguma forma, os setores de apoio estratégico da alta direção, não possuem força perante as diretorias. Sistema semelhante ao das Agências Reguladoras, que não possuem força junto aos Governantes e muitas vezes, ficam em discussões para ver quem manda ou obedece.

É geralmente nesta hora, que as organizações convidam uma Consultoria para ajuda-las na reformulação de sua gestão organizacional. Porém se a empresa contratada não tiver o firme propósito de Visão Sistêmica, Gestão de Processos e Gestão por Resultados, dificilmente conseguirá mudar este cenário. Provavelmente acabará por piorar, uma vez que a Qualidade só ocorrerá alguns meses antes do processo de auditoria de terceira parte.

Preocupada com esta necessidade, a RD Consultoria, vem aprimorando seus processos de Assessoria, Consultoria, Auditoria e Treinamento, para que, estas ações andem juntas, mesmo que paralelamente, propiciando a troca de informações, experiências e principalmente, a compreensão de que um processo depende do outro para que haja eficiência e eficácia nos Resultados Desejados da alta administração.

O primeiro passo desta tarefa árdua, mas muito promissora, é alinhar o Planejamento Estratégico com os documentos dos processos de Gestão da Qualidade, Gestão de Pessoas e Gestão de Riscos, tendo como ponto de partida a Tarefa, que é comum a todos. Depois disto, discutir com cada processo os requisitos de entrada e de saída, os recursos necessários, os perigos e riscos associados em cada etapa, bem como os controles de qualidade, as ações para garantir que estes controles realmente estão funcionando em prol de melhorar eficazmente os resultados desejados pela organização. É com este intuito que a RD Consultoria desenvolveu um fluxo (Figura 3) que tem por objetivo demostrar o quanto estes processos são importantes e o quanto a interação destes documentos são necessárias para se estabelecer uma política de gestão por resultados. A ideia central é mostrar o ponto em comum entre estes processos, a Tarefa, que deve ser discutida sobre as características da qualidade, as características das pessoas e as características de segurança.

 Figura3.jpg
Figura 3

Os documentos estabelecidos por estes processos só faram parte das tarefas da organização, se estiverem alinhados, do contrário, continuaremos tendo belos documentos, mas que não se comunicam. Ficando cada gestor defendendo o seu interesse sem levar em conta a opinião e a necessidade do cliente/paciente. É como se dentro da mesma empresa, existissem várias outras, com excelentes resultados individuais, mas que no final, não agregam valor para o negócio principal.

Com este prisma, passamos a analisar a organização como um Sistema, que tem por objetivo, satisfazer seus pacientes/clientes (Figura 4). Os processos existem para contribuir para com este objetivo e o resultado de um, interfere diretamente ou indiretamente no outro. Para isto, cada processo estratégico, precisa trabalhar o desenvolvimento dos processos primários e de apoio, quanto ao melhor fluxo, melhor profissional e menor risco para os resultados desejados da organização. Estabelecendo os indicadores que contribuirão para verificar periodicamente o desempenho obtido, as competências empregadas e o risco exposto, perfazendo assim um tripé para dimensionar os custos da organização.

Figura4.jpg 
Figura 4

Ronaldo Damaceno
Gestor Executivo em Saúde
CRA-SP: 6-000074
ronaldodamaceno@rdconsultoria.com.br
(11) 3901-6734 


segunda-feira, 5 de maio de 2014

Fusão DNV - GL


Informamos que no processo de fusão da DNV e GL, aconteceram alguns imprevistos, ocasionando no cancelamento do contrato da GL com a ONA e automaticamente, cartas aos prestadores notificando os próximos passos para manterem o certificado.


A DNV está contatando os clientes da GL para informar os procedimentos corretos, mas que até o momento, não estão em consenso com a ONA.


Segundo informações internas na DNV, os contratos serão renovados e os certificados mantidos, para os clientes que aceitarem, mas ainda não existe uma resposta oficial da ONA de que a visita extraordinária seja cancelada.


Sem mais, estamos trabalhando para atualizar as informações e replicá-las o quanto antes para vocês. Sem mais, agradecemos a atenção e nos colocamos a disposição.

Ronaldo Damaceno
Gestor Executivo em Saúde
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domingo, 10 de novembro de 2013

Biossegurança nos Serviços de Saúde

A legislação da Biossegurança no Brasil, está veiculada à Lei 8.974, de 5 de janeiro de 1995, que criou a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), uma dimensão ampla que extrapola a área da saúde e do trabalho, sendo empregada quando há referência ao meio ambiente e à biotecnologia.

“Esta Lei estabelece normas de segurança e mecanismos de fiscalização no uso das técnicas de engenharia genética na construção, cultivo, manipulação, transporte, comercialização, consumo, liberação e descarte de organismo geneticamente modificado (OGM), visando a proteger a vida e a saúde do homem, dos animais e das plantas, bem como o meio ambiente”.

Por outro lado, a palavra Biossegurança, também aparece em ambientes onde a moderna biotecnologia não está presente, como, indústrias, hospitais, laboratórios de saúde pública, laboratórios de análises clínicas, hemocentros, universidades, etc., no sentido da prevenção dos riscos gerados pelos agentes químicos, físicos e ergonômicos, envolvidos em processos onde o risco biológico se faz presente ou não. Esta é a vertente da Biossegurança, que na realidade, confunde-se com a engenharia de segurança, a medicina do trabalho, a saúde do trabalhador, a higiene industrial, a engenharia clínica e a infecção hospitalar.

Passaram-se 14 anos de sua publicação e ainda temos polêmica, uma vez que ninguém contesta sua necessidade, porém se discute o grande impacto financeiro para o empregador e a dificuldade da sua implantação na integra, seja pelo custo, as condições dos espaços físicos ou pelo baixo envolvimento dos colaboradores, que ignoram na grande maioria os benefícios de sua aplicação, alegando desconforto ao uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) ou Equipamentos de Proteção Coletivos (EPC) e ainda o excesso de controle por parte dos empregadores.

Origem da Biossegurança e suas definições

A lógica da construção do conceito de Biossegurança teve seu inicio na década de 70 na reunião de Asilomar na Califórnia, onde a comunidade científica iniciou a discussão sobre os impactos da engenharia genética na sociedade. Esta reunião, segundo Goldim (1997), “é um marco na história da ética aplicada à pesquisa, pois foi a primeira vez que se discutiram os aspectos de proteção aos pesquisadores e demais profissionais envolvidos nas áreas onde se realiza o projeto de pesquisa”. A partir daí o termo Biossegurança, vem, ao longo dos anos, sofrendo alterações.

Na década de 70 o foco de atenção voltava-se para a saúde do trabalhador frente aos riscos biológicos no ambiente ocupacional. De acordo com a Organização Mundial da Saúde  (OMS) as “práticas preventivas para o trabalho em contenção a nível laboratorial, com agentes patogênicos para o homem”. 

Na década de 80, a própria OMS, incorporou a essa definição os chamados riscos periféricos presentes em ambientes laboratoriais que trabalhavam com agentes patogênicos para o homem, como os riscos químicos, físicos, radioativos e ergonômicos. 

Nos anos 90, a definição de Biossegurança sofreu mudanças significativas. Em seminário realizado no Instituto Pasteur em Paris, observou-se a inclusão de temas como ética em pesquisa, meio ambiente, animais e processos envolvendo tecnologia de DNA recombinante, em programas de Biossegurança.
           
Outra definição nessa linha diz que “a Biossegurança é o conjunto de ações voltadas para a prevenção, minimização ou eliminação de riscos inerentes às atividades de pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços, visando à saúde do homem, dos animais, a preservação do meio ambiente e a qualidade dos resultados” (Teixeira & Valle, 1996). Este foco de atenção retorna ao ambiente ocupacional e amplia-se para a proteção ambiental e a qualidade. Não é centrado em técnicas de DNA recombinante.

Estas definições mostram que a Biossegurança envolve as seguintes relações:

Tecnologia ---- Risco ----- Homem

Agente biológico ----- Risco ----- Homem

Tecnologia ----- Risco ----- Sociedade

Biodiversidade ------ Risco ----- Economia

As Legislações que devem ser consideradas

Antes disso a proteção da saúde do trabalhador fundamentava-se basicamente na Lei Federal 6514 de 22/12/1977 (que alterou o capítulo V, título II da Consolidação das Leis do Trabalho aprovada pelo Decreto Lei 54522 de 1/5/1943). A Lei Orgânica da Saúde (Lei 8080 de 19/9/1990) cita textualmente a saúde do trabalhador no âmbito do Sistema Unificado de Saúde (SUS) em seu art. 6º, parágrafo 3º.

O Ministério do Trabalho, por meio da Portaria 3214 (de 8/6/1978), estabeleceu as Normas Regulamentadoras (NR), que são mantidas até os dias atuais, e que recebeu em seu arcabouço a NR32 - Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde, publicada em 16 de novembro de 2005.  Abaixo apenas as que enfocam prioritariamente a área de Biossegurança:

·      NR4 – A organização dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) tem a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador em seu local de trabalho; o dimensionamento dos SESMT, o número de funcionários e a graduação de risco (atividades de atenção à saúde tem risco 3).

·     NR5 – Regulamenta a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), que deverá manter contato estreito e permanente com o SESMT.

·       NR6 – Regulamenta os Equipamentos de Proteção Individual (EPI), conceituados como todo dispositivo de uso individual destinado a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador no local de trabalho.

·   NR7 – Estabelece o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO). Refere-se à obrigatoriedade de exames médicos periódicos por ocasião de admissão, demissão, mudança de cargo/função ou setor e retorno às atividades, após afastamento por mais de 30 dias por motivo de saúde, inclusive gestação. Destaca-se que "o empregador é livre para decidir a quem deve empregar, mas não lhe é permitido exigir teste sorológico como condição de manutenção ou admissão do emprego ou cargo público, por caracterizar interferência indevida na intimidade dos trabalhadores e restrição ou discriminação não prevista na CLT e Código Penal Brasileiro" (Ofício CRTVE/DST-AIDS 175/95).

·   NR9 – Estabelece o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA). São considerados riscos ambientais os agentes agressivos físicos, químicos e biológicos que possam trazer ou ocasionar danos à saúde do trabalhador em ambientes de trabalho, em função da natureza, concentração, intensidade e tempo de exposição ao agente. São considerados agentes biológicos os microorganismos como bactérias, fungos, rickettsias, parasitas, bacilos e vírus presentes em determinadas áreas profissionais.

Estas duas importantes Normas Regulamentadoras – NR-7 e NR-9 – que cuidam da saúde do funcionário e controle do ambiente, foram alteradas pela Portaria nº 24 de 29.12.94.

·   NR15 – Conceitua as atividades ou operações insalubres, assegurando ao trabalhador, nestes casos, remuneração adicional (incidente sobre o salário mínimo regional). O anexo 14, sobre a relação de atividades que envolvem agentes biológicos e cuja insalubridade é avaliada qualitativamente, teve seu texto complementado pela Portaria 12 de 12/11/1979, em seu parágrafo único: "contato permanente com pacientes, animais ou material infecto-contagiante é o trabalho resultante da prestação de serviço contínuo e obrigatório, decorrente de exigência firmada no próprio contrato de trabalho, com exposição permanente aos agentes insalubres".

Obs.: Nos contratos com empresas terceirizadas para prestação de serviços deverá constar a responsabilidade dos exames e acompanhamento de cada caso.

·         NR32 - Tem por finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde, bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral. Para fins de aplicação desta norma entende-se por serviços de saúde qualquer edificação destinada à prestação de assistência à saúde da população, e todas as ações de promoção, recuperação, assistência, pesquisa e ensino em saúde em qualquer nível de complexidade. Itens da NR32 que devem ser considerados na elaboração do manual de Biossegurança:

Para fins de aplicação desta NR, considera-se Risco Biológico a probabilidade da exposição ocupacional a agentes biológicos. Consideram-se Agentes Biológicos os microrganismos, geneticamente modificados ou não; as culturas de células; os parasitas; as toxinas e os príons.



O PPRA, além do previsto na NR9, na fase de reconhecimento deve conter:

I-              Identificação dos riscos biológicos mais prováveis, em função da localização geográfica e da característica do serviço de saúde e seus setores, considerando:

a)     Fontes de exposição e reservatórios;
b)    Vias de transmissão e de entrada;
c)     Transmissibilidade, patogenicidade e virulência do agente;
d)    Persistência do agente biológico no ambiente;
e)     Estudos epidemiológicos ou dados estatísticos;
f)     Outras informações científicas.

II-             Avaliação do local de trabalho e do trabalhador, considerando:

a)     A finalidade e descrição do local de trabalho;
b)    A organização e procedimentos de trabalho;
c)     A possibilidade de exposição;
d)    A descrição das atividades e funções de cada local de trabalho;
e)     As medidas preventivas aplicáveis e seu acompanhamento.

O PCMSO, além do previsto na NR7:

a)     O reconhecimento e a avaliação dos riscos biológicos;
b)    A localização das áreas de risco;
c)     A relação contendo a identificação nominal dos trabalhadores potencialmente expostos;
d)    O programa de vacinação.

Com relação à possibilidade de exposição acidental aos agentes biológicos, deve constar no PCMSO:

a)     Os procedimentos a serem adotados para diagnóstico, acompanhamento e prevenção do soro conversão e das doenças;
b)    As medidas para descontaminação do local de trabalho;
c)     O tratamento médico de emergência para os trabalhadores;
d)    Identificação do responsável pela aplicação das medidas pertinentes;
e)     A relação dos estabelecimentos da saúde que podem prestar assistência aos trabalhadores;
f)     As formas de remoção para atendimento dos trabalhadores;
g)    A relação dos estabelecimentos de assistência à saúde depositária de imunoglobulinas, vacinas, medicamentos necessários, materiais e insumos especiais.

O empregador deve vedar:

a)     A utilização de pias de trabalho para fins diversos dos previstos;
b)    O ato de fumar, o uso de adornos e o manuseio de lentes de contato nos postos de trabalho;
c)     O consumo de alimentos e bebidas nos postos de trabalho;
d)    A guarda de alimentos em locais não destinados para este fim;
e)     O uso de calçados abertos.

Todos trabalhadores com possibilidade de exposição a agentes biológicos devem utilizar vestimenta de trabalho adequada e em condições de conforto. A vestimenta deve ser fornecida sem ônus para o empregado. Os trabalhadores não devem deixar o local de trabalho com os equipamentos de proteção individual e as vestimentas utilizadas em suas atividades laborais. A higienização das vestimentas utilizadas nos centros cirúrgicos e obstétricos, serviços de tratamento intensivo, unidades de pacientes com doenças infectocontagiosas e quando houver contato direto das vestimentas com material orgânico, deve ser de responsabilidade de empregador.

O empregador deve:

a)     Garantir a conservação e a higienização dos materiais e instrumentos de trabalho.
b)    Providenciar recipientes e meios de transporte adequados para materiais infectantes, fluidos e tecidos orgânicos.

Deve ser fornecido gratuitamente a todo trabalhador dos serviços de saúde, programa de imunização ativa contra tétano, difteria, hepatite B e os estabelecidos no PCMSO. Sempre que houver vacinas eficazes contra outros agentes biológicos a que os trabalhadores estão, ou poderá estar exposto, o empregador deve fornecê-las gratuitamente. O empregador deve fazer o controle da eficácia da vacinação sempre que for recomendado pelo Ministério da Saúde e seus órgãos, e providenciar, se necessário, seu reforço. A vacinação deve obedecer às recomendações do Ministério da Saúde. O empregador deve assegurar que os trabalhadores sejam informados das vantagens e dos efeitos colaterais, assim como dos riscos a que estarão expostos por falta ou recusa de vacinação, devendo, nestes casos, guardar documentos comprobatórios e mantê-lo disponível à inspeção do trabalho. A vacinação deve ser registrada no prontuário clínico individual do trabalhador, previsto na NR7. Deve ser fornecido ao trabalhador comprovante das vacinas recebidas.

·         RDC 302 ANVISA, de 13 de outubro de 2005, Dispõe sobre Regulamento Técnico para funcionamento de Laboratórios Clínicos. Segue abaixo os itens que devem ser considerados:

O Laboratório Clínico e o Posto de Coleta laboratorial devem manter atualizados e disponibilizar, a todos os funcionários, instruções escritas de Biossegurança, contemplando no mínimo os seguintes itens:

a)     Instruções como agir em casos de acidentes ocorridos durante os trabalhos.
b)    Manuseio e transporte de material e amostra biológica.

O Responsável Técnico pelo Laboratório Clínico e pelo Posto de Coleta laboratorial deve documentar o nível de Biossegurança dos ambientes e/ou áreas, baseado nos procedimentos realizados, equipamentos e microorganismos envolvidos, adotando as medidas de segurança compatíveis.

Os saneantes e os produtos usados nos processos de limpeza e desinfecção devem ser utilizados segundo as especificações do fabricante e estarem regularizados junto a ANVISA/MS, de acordo com a legislação vigente.

·         RDC 306 ANVISA, 07 de dezembro de 2004, Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde, que tem como objetivo preservar a saúde pública e a qualidade do meio ambiente considerando os princípios da Biossegurança de empregar medidas técnicas, administrativas e normativas para prevenir acidentes, preservando a saúde pública e o meio ambiente. Itens que devem ser considerados:

a  O desenvolvimento e a implantação de programas de capacitação abrangendo todos os setores geradores de resíduos dos serviços de saúde (RSS), os setores de higienização e limpeza, a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar - CCIH, Comissões Internas de Biossegurança, os Serviços de Engenharia de Segurança e Medicina no Trabalho - SESMT, Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA, em consonância com a RDC 306, as legislações de saúde, ambiental e de normas da CNEN, vigentes. 

Biossegurança nos dias atuais

Atualmente existe um consenso que define Biossegurança como sendo a condição de segurança alcançada por um conjunto de ações destinadas a prevenir, controlar, reduzir ou eliminar riscos inerentes às atividades que possam comprometer a saúde humana, animal e vegetal e o meio ambiente. Sendo assim, para melhor entendermos o seu papel, se faz necessário definir:

·         Risco – a palavra risco possui múltiplos significados e é utilizada em muitas áreas como a Matemática, a Economia, a Engenharia, a Saúde Pública, entre outras. Risco pode ser caracterizado como a probabilidade de ocorrência de um evento desfavorável, de modo que o risco em saúde é o perigo potencial de ocorrer uma reação adversa à saúde das pessoas expostas a ele.

·         Risco Biológico – é a probabilidade de ocorrência de um evento desfavorável provocado por agente de origem biológica que possua a capacidade de produzir efeitos nocivos sobre os seres humanos, animais e meio ambiente através da exposição a esses agentes.

·         Agentes Biológicos – os organismos geneticamente modificados ou não; as culturas de células; os parasitas; as toxinas e os prions.

A Biossegurança hoje no Brasil possui duas vertentes, ou seja: a Legal, que trata das questões envolvendo a manipulação de DNA e pesquisas com célula tronco embrionária, lei de Biossegurança, n. 11.105, de 24 de março de 2005; e a Praticada, aquela desenvolvida, principalmente nas instituições de saúde, e que envolve os riscos por agentes químicos, físicos, biológicos, ergonômicos e psicossociais, presentes nesses ambientes, e que se encontra no contexto da segurança ocupacional.

Biossegurança (bio, do grego “vida” e segurança, “vida livre de perigos”) traz como principais debates, tanto a legal ou a praticada, à identificação de riscos, na abrangência dos modelos preventivos e nas formas com que as pessoas percebem os riscos.

Questões como o uso de equipamentos de proteção adequados, programas de vacinação dos funcionários, disponibilidade e observância de procedimentos escritos de limpeza e desinfecção no laboratório, procedimentos para o caso de acidentes, bem como do Manual de Biossegurança e Plano de Gerenciamento de Resíduos devem ser tratados pelo Comitê de Biossegurança. Deve-se ainda englobar medidas que visam evitar riscos físicos (radiação ou temperatura), ergonômicos (posturais), químicos (substâncias tóxicas), biológicos (agentes infecciosos) e psicológicos, (como o estresse).

Primordialmente, há que se estabelecer: os riscos; quais os seus tipos; onde são maiores; e estabelecer um mapeamento de risco. Ao notificar acidentes e situações adversas aos especialistas em saúde ocupacional e controle de infecção hospitalar, configura-se uma base de dados que, após análise, poderá reverter em propostas preventivas e melhoria do conforto e da qualidade do trabalho. A existência dos Serviços Especializados de Engenharia, Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) é necessária e obrigatória (Manual de Legislação, 1996) e sua atuação deve ser estimulada. Outro aspecto a ser discutido está relacionado ao estudo de técnicas e produção de equipamentos que reduzam a exposição de profissionais e pacientes ao contato com material infectante. Tais temas têm sido objeto de especialização de engenheiros e outros técnicos em novas atividades: a Bioengenharia (planeja, constrói e testa equipamentos médicos) e a Engenharia Hospitalar (estuda o impacto ambiental, funcional e riscos das diversas ações, equipamentos e estruturas, para propor a implantação de melhorias tecnológicas que reduzam os efeitos indesejados).

Diversas outras medidas, além das precauções padrão, devem ser implementadas para reduzir o contato dos profissionais com materiais biológicos, como a adoção de técnicas mais seguras, entre as quais:

·         Planejamento e previsão: em setores de emergência, o material de proteção deve estar em local de fácil acesso. Atendendo às características de cada serviço, alguns profissionais podem permanecer parcialmente paramentados (com aventais e luvas durante sessão de hemodiálise, por exemplo) ou aguardando a chegada de eventual emergência.

·         Educação e treinamento: a sensibilização dos funcionários é imprescindível para o uso racional dos equipamentos de proteção individual e para a adoção das precauções universais, incluindo fundamentalmente a noção de descarte e lavagem apropriada das mãos, entre outras.

·         Responsabilidade e participação: evitar acidentes é um trabalho de todos; deve-se estimular a participação do grupo através da idéia de um por todos e todos por um. Caso uma pessoa cometa um erro, deve ser incentivada a repará-lo e tal fato deve ser valorizado.

Atualmente, as normas consoantes a Biossegurança são motivos de preocupação, tanto por parte da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) quanto pelos Serviços de Medicina Ocupacional. A utilização de precauções básicas auxilia os profissionais nas condutas técnicas adequadas à prestação dos serviços, através do uso correto de Equipamento de Proteção Individual (EPI), de acordo com a NR6. Essas medidas devem gerar melhorias na qualidade da assistência e diminuição de custos e infecções advindos da prática hospitalar tanto para os profissionais como para os clientes e seus familiares.

A higienização das mãos, nos programas de prevenção e controle das infecções hospitalares, é uma prática prioritária, considerando ser a ação isoladamente mais importante para reduzir as taxas dessas infecções no ambiente Hospitalar. O objetivo principal do processo de higienização das mãos é o de reduzir a transmissão de microorganismos pelas mãos, prevenindo as infecções.

Os acidentes envolvendo material biológico, freqüentes entre os profissionais de saúde, não se enquadram na definição legal. Contudo, as suas conseqüências, a curto e médio prazo, fazem com que o seu registro junto aos serviços competentes da unidade hospitalar (Medicina do Trabalho, Comissão de Controle de Infecção Hospitalar e outros) seja fundamental.

Entretanto, pouco se sabe sobre o nível de conhecimento dos profissionais de saúde sobre o assunto, bem como o grau de adesão às normas de Biossegurança. Em razão do potencial desconhecimento dessa realidade nas instituições de saúde brasileiras, faz-se necessário estabelecer novas políticas de saúde e segurança para aqueles que cuidam da saúde da população.

Na área da saúde, a Biossegurança suscita reflexões por parte dos profissionais, especialmente dos que trabalham nas áreas críticas dos hospitais, uma vez que estão mais suscetíveis a contrair doenças advindas de acidentes de trabalho, através de procedimentos que envolvem riscos biológicos, químicos, físicos, ergonômicos e psicossociais.

O risco biológico é o mais comum entre os profissionais de saúde. É importante salientar que nos serviços de saúde, especialmente de urgência e emergência, grande parte dos acidentes que envolvem profissionais da área da saúde se deve a não-observância e obediência às normas de segurança. Parte pelo pouco conhecimento dos profissionais de saúde sobre o assunto, bem como o grau de adesão às normas de Biossegurança.

Contudo, o emprego de práticas seguras e o uso de equipamentos de proteção adequados reduzem significativamente o risco de acidente ocupacional, fazendo-se necessários, também, a conscientização dos profissionais para utilização de técnicas assépticas e o estabelecimento de normas de conduta e procedimentos que garantam ao profissional e ao paciente um tratamento sem risco de contaminação.

Nos serviços de saúde existem muitas áreas insalubres, de graduações variáveis, dependentes da complexidade e do tipo de atendimento prestado. Nos serviços de emergência, os riscos inerentes à prestação da assistência de enfermagem aumentam consideravelmente o índice de infecções, visto que os profissionais e clientes são expostos a um ambiente de trabalho que facilita o surgimento de infecções cruzadas, pela grande demanda de pacientes politraumatizados, com sangramentos e eliminações de secreções.

Embora o problema das infecções sempre tenha ocorrido, como, por exemplo, as infecções pós-cirúrgicas, transmissão da hepatite B, herpes simples e tantas outras, os profissionais de enfermagem, por sua vez, nem sempre estiveram conscientes disso e propensos a seguir os passos necessários para eliminar e diminuir os riscos para os pacientes e para si próprios.

Na opinião de especialistas que discutem a Biossegurança, o grande problema não está nas tecnologias disponíveis para eliminar ou minimizar os riscos e, sim, no comportamento dos profissionais. Não basta ter bons equipamentos. De nada adianta usar luvas de boa qualidade e atender ao telefone ou abrir a porta usando as mesmas luvas, ou ainda, fumar com a luva, pois outras pessoas tocarão nesses objetos sem proteção alguma. É fundamental que todos os trabalhadores envolvidos em atividades que representem algum tipo de ameaça química ou biológica estejam preparados e dispostos a enxergar e apontar os problemas.

A Biossegurança não está relacionada apenas a sistemas modernos de esterilização do ar de um laboratório ou câmaras de desinfecção das roupas de segurança. Um profissional de saúde que não lava suas mãos com a freqüência adequada ou descarta o resíduo hospitalar de maneira errada, favorece o surgimento de riscos de contaminação e de acidentes.

Nos resíduos hospitalares, os materiais perfurocortantes, como agulhas, lâminas e tubos de ensaio quebrados, ocupam lugar de destaque no fator perigo. Isso porque são materiais que entram em contato com substâncias contaminadas e podem facilmente provocar um corte na pele de uma pessoa sadia. Há estudos mostrando que a possibilidade de se contrair hepatite B em um acidente com perfurocortantes é de 30% e, no caso da hepatite C, esse índice é de 1,8%.

Por isso, os especialistas da área defendem que os profissionais de limpeza e administração estejam familiarizados com os conceitos de segurança dos laboratórios. Normalmente, acontece um acidente com o responsável pela limpeza nesses locais porque uma agulha ou bisturi não foi descartado de maneira adequada pelo profissional de saúde.

Por mais básico que possa parecer, o hábito de lavar as mãos ainda é adotado com menos freqüência do que o necessário. Acredita-se que esse ato ultrapassa a questão cultural. A higiene demanda tempo. Às vezes, o profissional se encontra tão sobrecarregado pelo trabalho, que pula a ação de higiene para ir direto a ação assistencial, que é vista como mais importante. Esse problema é maior quando o médico ou enfermeiro tem que se deslocar da sua área de trabalho para encontrar, por exemplo, uma pia. Fatores como a qualidade dos sabonetes também dificulta a realização de um procedimento simples como à lavagem das mãos. Se o sabão não for adequado, depois de um período a pele acaba ficando ressecada e descamada, o que apenas piora a situação, principalmente dos que lavam as mãos várias vezes ao dia.

Até mesmo a tecnologia criada para reduzir risco pode ser um problema quando mal utilizada. É o caso da “esterilização flash”, um procedimento recomendado para limpar materiais apenas em casos de urgência. No entanto, a técnica vem sendo empregada de modo rotineiro, mesmo havendo outros métodos de esterilização mais eficientes que podem ser utilizados quando não há necessidade imediata do material.

Biossegurança e os programas de Acreditação

Manual DICQ 2006

O Laboratório Clínico que realiza exames microbiológicos e citológicos deve:

    Realizar os exames microbiológicos com segurança, utilizando as boas técnicas microbiológicas realizadas em bancadas próprias do setor ou em cabine de segurança biológica, de acordo com o tipo de risco e nível de Biossegurança;

   Preparar, armazenar, preservar e utilizar os solventes/fixadores e execução de colorações em conformidade com as normas de Biossegurança estabelecidas.

   Seguir as normas de Biossegurança estabelecidas em leis, portarias e regulamentos federais, estaduais e municipais.

      Manter atualizado e disponível, a todos os funcionários, procedimentos escritos de Biossegurança contendo, no mínimo, os seguintes itens:


  •      Normas e condutas de segurança biológica, química, física ocupacional e ambiental;
  •    Instruções de uso para os equipamentos de proteção individual (EPI) e de proteção coletiva (EPC);
  •     Procedimentos em caso de acidente no trabalho (Comunicação de Acidente de Trabalho – CAT);
  •     Manuseio e transporte de material e amostra biológica.

      Determinar a proibição de fumar, beber, comer, aplicar cosméticos ou manteiga de cacau e pipetar com a boca. Estas condutas pelos funcionários requerem uma ação permanente em face dos costumes e hábitos já adquiridos.

    Treinar os funcionários que tem contato direto com os líquidos biológicos e lhes dar a oportunidade de serem vacinados contra hepatite B, tétano e difteria.

      A vacinação é uma atitude de ação de segurança e deve haver controle de eficácia da vacinação e reforço quando necessário. Para hepatite B é recomendado a verificação da soro-conversão para Anti-HBsAg.

      Estar de acordo com as normas da Conama, Feema, quando aplicável.

    Todos os funcionários devem ser orientados e treinados nos procedimentos de Biossegurança, mantendo o registro dessas ações, em conformidade com os requisitos desta Norma.

      Propiciar ao seu pessoal orientações e treinamento, tais como:


  •     Epidemiologia, transmissão e prevenção dos vírus HIV, hepatite, tétano e difteria; o uso de precauções no serviço e as ações a serem seguidas quando houver um acidente com material biológico contaminado;
  •      O pessoal deve ser capaz de usar eficientemente os extintores de incêndios e,
  •      Outras ações necessárias.

Manual PALC 2007

·         Sistema de Gestão da Qualidade do laboratório deve contemplar a segurança do pessoal, em função do risco ocupacional específico.

·         O manual de Biossegurança deve fazer referências as FISPQ, o PCMSO, o PPRA e os PPP, os certificados de vacinação, os mapas de risco, as CAT e os registros de acidentes e incidentes e as respectivas ações corretivas, os registros de treinamento do pessoal em segurança e o uso de EPI e EPC adequados.
·         O laboratório clínico e o posto de coleta laboratorial devem manter atualizados e disponibilizar, a todos os funcionários, instruções escritas de Biossegurança, contemplando no mínimo os seguintes itens:


  •      normas e condutas de segurança biológica, física, química, ocupacional e ambiental;
  •    instruções de uso para os equipamentos de proteção individual (EPI) e de proteção coletiva (EPC);
  •     procedimentos em caso de acidentes e seus registros;
  •     manuseio e transporte de material e amostra biológica.

·         O responsável técnico pelo laboratório clínico e pelos postos de coleta deve documentar o nível de Biossegurança dos ambientes e/ou áreas, baseado nos procedimentos realizados, equipamentos ou microrganismos envolvidos, adotando as medidas de segurança compatíveis, inclusive de área física, EPC e EPI.

·         O mapa de risco deve classificar as áreas como NB-1, NB-2, NB-3 e NB-4 além da adequação das medidas de segurança respectivas.

·         Analisar os procedimentos que esclareçam as políticas de gestão predial, ambiental, segurança, Biossegurança.

Manual ONA 2006

Todos os itens do manual trazem a Biossegurança no nível I, sugerindo analisar os procedimentos que esclareçam as políticas de gestão predial, ambiental, segurança e Biossegurança.

Conclusão

A Biossegurança é um processo funcional e operacional de fundamental importância em serviços de saúde, não só por abordar medidas de Controle de Infecções para proteção da equipe de assistência e usuários em saúde, mas por ter um papel fundamental na promoção da consciência sanitária, na comunidade onde atua; da importância da preservação do meio ambiente na manipulação e no descarte de resíduos químicos, tóxicos e infectantes e da redução geral de riscos à saúde e acidentes ocupacionais. A Biossegurança é um processo progressivo, que não inclui conclusão em sua terminologia, pois deve ser sempre atualizado e supervisionado e sujeito a exigência de respostas imediatas ao surgimento de microrganismos mais resistentes e agressivos identificados pelas notificações epidemiológicas da Equipe de Controle Epidemiológico da Secretaria Municipal da Saúde (SMS).

O objetivo principal da Biossegurança é criar um ambiente de trabalho onde se promova a contenção do risco de exposição a agentes potencialmente nocivos ao trabalhador, pacientes, e meio ambiente, de modo que este risco seja minimizado ou eliminado. Os métodos utilizados para se obter esta contenção representam as bases da Biossegurança e são ditos primários ou secundários.

A contenção primária, ou seja, a proteção do trabalhador e do ambiente de trabalho contra a exposição a agentes infecciosos é obtida através das práticas microbiológicas seguras e pelo uso adequado dos equipamentos de segurança. O uso de vacinas, como a vacina contra a hepatite B, incrementa a segurança do trabalhador e faz parte das estratégias de contenção primária.

A contenção secundária compreende a proteção do ambiente externo contra a contaminação proveniente do laboratório e/ou setores que manipulam agentes nocivos. Esta forma de contenção é alcançada tanto pela adequada estrutura física do local como também pelas rotinas de trabalho, tais como descarte de resíduos sólidos, limpeza e desinfecção de artigos e áreas.

Diferentemente dos profissionais que atuam na segurança ocupacional, poderíamos apontar para o fato de que a Biossegurança, ainda não atingiu um status profissional, como a engenharia de segurança do trabalho e da medicina do trabalho, que possuem campos muito bem delimitados de ação, cursos regulares, associações, regulamentação profissional (esses profissionais necessitam de registro nos Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura e Conselhos Regionais de Medicina, respectivamente) e código de ética. A Biossegurança pode ser entendida, hoje, como uma ocupação, agregada a qualquer atividade onde o risco à saúde humana esteja presente. Qualquer profissional pode desenvolver atividades nessa área, respeitando-se, logicamente, os espaços legais envolvidos. 

Nos últimos anos, o conhecimento científico aplicado às ações de gestão e controle de riscos ocupacionais vem evoluindo de forma exponencial. Por outro lado, o processo normativo, através das normas ISO da série 9000 e 14000, e recentemente da OHSAS série 18000 (Organization for Health and Safety Assessment Series - normas certificáveis do British Standard Institut, referentes à saúde e segurança no trabalho), ONA, PALC e DICQ, tem sido de fundamental importância, já que atuam como verdadeiros parceiros nos processos de segurança ocupacional. Aliado a este cenário, verificamos uma necessidade sentida de aperfeiçoamento constante dos profissionais que atuam nessa área, principalmente no nível dos engenheiros e técnicos de segurança do trabalho, que já estão sendo solicitados para exercerem suas atividades, em locais, até recentemente isentos desses profissionais, como por exemplo, os ambientes de saúde e da moderna biotecnologia. Isto nos leva a ver a Biossegurança como uma ferramenta fundamental para que esses profissionais exerçam em toda a plenitude suas atividades, no sentido de que a promoção da saúde seja alcançada, não e apenas a nível ocupacional, mas também, a nível planetário. Isto significa que as empresas devem repensar suas ações de Saúde e Segurança do Trabalho (SST), que na sua grande maioria, existe, para atender a uma legislação, que cada vez torna-se mais rígida, voltando o foco para os seus processos de trabalho e não somente para o controle de riscos, e nesse contexto, a Biossegurança torna-se um elo de suma importância. Em resumo:

·         As diretrizes são básicas.
·         Melhor sistematizadas, facilitam a prática.
·         Atende melhor como ferramenta de fiscalização.
·         Em campo de risco, confunde ao sinonimizar possibilidade e probabilidade.
·         Temas de natureza e magnitudes várias.
·         Para unidades de baixa complexidade, baixa aplicabilidade.
·         Para unidades de alta complexidade, deixa a desejar.
·         Um grande passo no gerenciamento do risco, mas que não dispensa diretrizes auxiliares.
·         Especifica algumas responsabilidades.
·         Biossegurança tem uma visão holística, pois não vê somente o acidente, mas sim todos os fatores que levaram a ele.
·         Qualidade em Biossegurança visa o homem e o seu bem estar.
·         Em Biossegurança a prevenção é a razão principal.
·         Não pode haver dúvidas – “Eu acho” não existe em Biossegurança!



Ronaldo Damaceno
Gestor Executivo em Saúde
CRA-SP: 6-000074
ronaldodamaceno@rdconsultoria.com.br
(11) 3901-6734 

 Abril/2009 - Matéria publicada na Revista Banas Qualidade

Soluções de Qualidade em Saúde