sábado, 14 de abril de 2012

Por que a acreditação hospitalar no Brasil não decola?

De acordo com o SINDHRio, enquanto nos Estados Unidos há cerca de 26 mil hospitais acreditados, no Brasil apenas 48 - 50% no Estado de São Paulo e o restante no Rio de Janeiro e Minas Gerais.Embora sua criação no Brasil remonte ao ano de 1995, o Programa de Acreditação Hospitalar ganhou força e repercussão no país após o ano de 2001. Este surgiu como uma figura peculiar de certificação destinada às instituições de saúde, aferido através de um método de avaliação voluntário, periódico e reservado dos recursos institucionais de cada hospital para garantir a qualidade da assistência por meio de padrões previamente definidos.
Dentre os seus grandes benefícios destaca-se um maior primor com a profissionalização, ética e qualidade do atendimento prestado pelos estabelecimentos e profissionais da área de saúde.
Soma-se a este cabedal de ganhos o incentivo financeiro capitaneado pelo BNDES, norma 636/2002, que garante linha de crédito atraente e específica para os hospitais participantes deste processo de certificação.
Todavia, os estabelecimentos no Brasil voltados para cuidados com a saúde antrópica seguem na contramão destas benesses. De acordo com o SINDHRio, enquanto nos Estados Unidos há cerca de 26 mil hospitais acreditados, no Brasil apenas 48 (50% no Estado de São Paulo e o restante no Rio de Janeiro e Minas Gerais) possuem esta certificação.
Um estudo realizado pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), em 2009, mostrou que, entre 158 hospitais paulistas, 75% descumpriam procedimentos essenciais para evitar infecções, tais como esterilização de materiais.
O estudo constatou ainda que dos 927 hospitais do Estado de São Paulo, 816 têm critérios para notificar infecção hospitalar; e destes hospitais que possuem critérios, 82% fizeram notificações, segundo informação colhida junto a Divisão de Infecção Hospitalar da Secretaria de Saúde/SP.
Vale chamar atenção ainda para o fato de que, atualmente, no Canadá, existem cerca de 92% de hospitais acreditados, consoante informado pelo diretor nacional do Instituto Qualisa de Gestão (IQG), Rubens Covello.
Assim, convém questionar qual o motivo para o retrocesso das instituições brasileiras no campo da acreditação. A resposta para esta indagação obrigatoriamente deverá incluir todo o panorama procedimental para a implementação do programa.
Inicialmente, deve-se observar que no Brasil não existe legislação exigindo a implementação da acreditação, ao contrário do que ocorre em outros países. A esparsa normatização existente apenas regulamenta o modo como este procedimento certificatório se desenvolverá, a exemplo da Resolução 93/2006 (Anvisa), mas não estabelecem quais instituições são obrigadas a adotar este procedimento e em qual prazo, excluindo ainda aqueles que se beneficiam parcial ou integralmente do erário.
Neste contexto vale afirmar que as principais fontes pagadoras brasileiras (planos de saúde e erário público) igualmente não exigem que os centros de saúde sejam creditados, ao contrário da realidade francesa e americana.
Soma-se a isto o fato de que esta certificação implica no dever de maior vigilância das normas de higiene e segurança, o que pode ocasionar certos dissabores entre os profissionais e até mesmo pacientes, em virtude do choque cultural.
A questão econômica não poderia ficar excluída destes indicadores. O custo é determinado pelo tamanho e complexidade do hospital, número de avaliadores e a duração da avaliação. De acordo com a Joint Commission International (JCI), principal agência internacional de acreditação, no ano de 2010, o valor médio do procedimento para hospitais de pequeno e médio porte foi de US$ 46.000,00.
A questão econômica possui outros desdobramentos, alguns inusitados, como o custo com lavanderias, tal como ocorrera com o Hospital Israelita Albert Einstein. De acordo com informações da JCI, a instalação de lavandeiras internas traz risco de incêndio, e por este motivo, o Hospital terceirizou todo o serviço de lavanderia, com vista a ser certificado.
De outro modo, todo este empenho com vista a obtenção deste selo é totalmente salutar para fomentar a cultura da segurança nas relações entre os centros de saúde e paciente. O Consórcio Brasileiro de Acreditação lembra a importância deste por criar novos mecanismos de negociação junto às fontes pagadoras, com base em dados relativos à melhoria e garantia qualidade do cuidado.
Ressalte-se que esta certificação decorrente da implementação do Programa de Acreditação Hospitalar, não é uma forma de fiscalização, mas sim um programa de educação continuada, cujo objetivo principal é aumentar a segurança na relação entre hospital e paciente.

*Maurício Melo Santos. Advogado. Membro do Núcleo Saúde do MBAF Consultores e Advogados, escritório membro da REDE LEXNET.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Só metade dos laboratórios tem controle de qualidade


6/03/2012 - 11h41
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CLÁUDIA COLLUCCI
DE SÃO PAULO

Menos da metade dos 16 mil laboratórios de diagnóstico do país tem controles internos de qualidade, e apenas uma parcela mínima (2%) passa por auditorias externas (acreditadoras) que avaliam seus processos. O setor movimenta R$ 12 bilhões por ano.

Os dados, da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML), ajudam a explicar o número de ações por erros de exames clínicos e de imagem que tramitam nos Tribunais de Justiça do país.
Entre 2000 e 2007, houve 1.509 processos contra laboratórios, segundo pesquisa nacional feita pelo bioquímico Humberto Tibúrcio, do Sindlab (Sindicato dos Laboratórios de Minas Gerais).

Já entre 2008 e o início deste ano, a Folha localizou 1.780 ações (julgadas em segunda instância, a única que permite pesquisa livre) por danos morais contra o setor da medicina diagnóstica.

Só no Tribunal de Justiça de São Paulo, foram 449 processos, 72% deles especificamente sobre denúncias de erros de exames. Testes falso-positivos de HIV, hepatites, sífilis, gravidez e DNA lideram as queixas (38% delas).

Muitos exames têm limitações metodológicas. No caso do HIV, há mais de 70 fatores que podem causar uma reação falso-positiva, incluindo a gripe e a gravidez.
Por isso, o procedimento padrão em casos de resultado positivo para HIV é fazer a contraprova por meio de outro tipo de exame, o Western Blot. O Ministério da Saúde recomenda que os laboratórios avisem os pacientes sobre a limitação do exame.
"Todo mundo sabe que tem de fazer aconselhamento do paciente, mas poucos fazem", afirma Tibúrcio.

Nas ações, há também queixas de trocas de laudos (a imagem é de um paciente, e o laudo de outro) ou erros de resultados (positivo por negativou vice e versa) e de exames que apontam, erroneamente, um câncer.

Em um papanicolaou de rotina, por exemplo, Ismênia Costa recebeu o diagnóstico de câncer de colo de útero em estágio avançado (grau 3).
Editoria de arte/ Folhapress

INDENIZAÇÃO

O ginecologista pediu uma biopsia, que deu negativa. Solicitou, então, que ela repetisse o exame no mesmo laboratório. O resultado dessa vez, veio negativo. O laboratório foi condenado a pagar indenização de R$ 60 mil.
"Erros de laboratórios são evitáveis na maioria das vezes. No Brasil, a gente não está tratando bem essa questão", diz Wilson Shcolnik, diretor de acreditação e qualidade da SBPC/ML.

A partir de setembro, por resolução da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), os planos terão que divulgar quais os laboratórios da sua rede são qualificados.
Segundo Shcolnik, a fase pré-analítica é a que apresenta maiores taxas de erros (entre 54,5% e 88,9%, segundo estudos internacionais).

"Não tem melhoria só com maquinário. A qualidade está na educação continuada", diz Humberto Tibúrcio.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Parabéns Hospital Unimed Litoral


É com grande alegria e satisfação que informamos, que mais um dos nossos clientes, desta vez o Hospital Unimed Litoral, empresa sediada em Balneário Camboriu de Santa Catarina, um dos mais importantes da Cidade, foi indicada pela equipe da GL - Germanischer Lloyd, tendo a Avaliadora Líder Adriana Arruda Nogueira César, à Acreditação Plena, nível II da ONA – Organização Nacional de Acreditação.

Parabenizamos ao Presidente Sérgio Malburg Filho da Unimed Litoral e Diretor do Hospital Unimed Litoral, que durante todo tempo de implantação, apoiou com recursos e incentivo a toda equipe do Comitê da Qualidade, comandado pela Representante da Direção Menyana Bahls e pelo Gerente Administrativo Mario Fernando Gonçalves Silva.

Este comitê trabalhou duro para transformar este sonho em realidade. Uma equipe multidisciplinar, envolvendo médicos, enfermeiros, biomédicos, farmacêuticos, nutricionista, administrador, analista de sistemas, Engenheiro, Técnico do Trabalho, Psicólogo e demais profissões. Durante todo tempo de implantação esta equipe discutiu com afinco os itens de avaliação do Manual Brasileiro de Acreditação ONA, adaptando seus processos, procedimentos e atividades para que tornasse o Hospital Unimed Litoral o primeiro da Cidade a conquista este selo tão importante, de organização Acreditada Plena.

É gratificante para qualquer consultor ou consultoria ver seus discípulos ampliando seus ensinamentos, multiplicando estes conhecimentos e tornando a teoria em prática de gestão. Sendo assim, só podemos agradecer, dizer obrigado por deixar com que fizéssemos parte deste Projeto tão particular.

Esperamos e confiamos que isto não terminará por aqui, seja com acompanhamento ou não da RD Consultoria. Sabemos que este Projeto dará frutos e quem se beneficiará é a sociedade de Balneário e até mesmo de todo o mundo, pois é grande o número de turistas visitando esta Cidade linda e encantadora.

Ronaldo Damaceno

terça-feira, 6 de março de 2012

ONA e IACs – a serviço da Acreditação


A ONA – Organização Nacional de Acreditação – foi tema de artigo de 10 páginas, publicado na última edição da Business Review Brasil e Healthcare Global (versão em inglês). Ambas fazem parte do portfólio de uma editora internacional que conta com mais de 355 mil leitores ao redor do mundo, entre presidentes, CEOs e diretores executivos cadastrados. Em cada edição as revistas trazem reportagens e artigos de especialistas das principais indústrias, associações e órgãos governamentais, que cuidam dos interesses e do desenvolvimento do setor que representam. No caso da ONA, o artigo foi assinado por seu presidente, doutor Luiz Plínio Moraes de Toledo.


No início de 2012, a ONA deve comemorar seus 13 anos de existência, com o Sistema Brasileiro de Acreditação atingindo o número de 300 certificações válidas concedidas às organizações de saúde públicas e privadas em todo o país. E se depender do planejamento da ONA e das IACs, os próximos meses serão de muito trabalho.
Essa postura se revela nos comentários das IACs. Segundo Osnir Simonatto, coordenador de acreditação para serviços de saúde da Fundação Carlos Alberto Vanzolini (FCAV) houve um crescimento exponencial das atividades do setor, em 2011, capilarizando para as organizações de saúde em geral, depois da acreditação dos serviços de referência. Ele avalia também que a ONA começa a ser considerada no planejamento estratégico das corporações que administram um grande número de instituições de saúde, o que abrange inclusive os programas de governo.
“Em 2012, na Fundação Vanzolini, vamos acompanhar a diversificação de normas que a ONA está promovendo e que resultam em novos conceitos para a acreditação. Estamos preparados também para manter nossa capacidade de atendimento em todo o Brasil, como já fazemos em estados como o Pará, Pernambuco, Minas Gerais, além de São Paulo, que tem o mercado mais consolidado do País na área da acreditação.”
A representante do Instituto Paranaense de Acreditação dos Serviços de Saúde (IPASS), Josiane Vivan tem avaliação parecida com a de Simonatto, quando fala das instituições atendidas em 2011. Mas destaca também a demanda para a participação em eventos relacionados à Gestão de Serviços de Saúde. “O entendimento sobre qualidade vem mudando para os serviços de médio e pequeno porte, inclusive serviços públicos”, avalia.
Na sua experiência, ela verifica que o custo da implementação dos processos deixa de ser prioridade e começa haver uma real preocupação com a qualidade refletida na segurança do paciente, colaboradores e do próprio prestador de serviço. Para este ano, Josiane revela a expectativa de que esse cenário se mantenha, o que deve se refletir no aumento da busca pela Acreditação.
Na visão da Det Norske Veritas Certificadora (DNV), o ano de 2011 foi caraterizado por um momento de expressivas mudanças na área da saúde, que resultou na busca de um novo modelo de governança adaptada às exigências do mercado e à sustentabilidade dos negócios.
Para seu coordenador, Luiz Carlos Marzano, “tudo isto, certamente se reflete na necessidade das organizações de saúde se adaptarem à nova realidade de mercado, pois somente um sistema de gestão bem sucedido em seu projeto, implementação, aplicação e avaliado criteriosamente, poderá, efetivamente, suportar todas essas mudanças.”
Marzano prevê que o novo quadro será decisivo para o crescimento do Sistema Brasileiro de Acreditação, “que precisará estar capacitado para atuar, fortemente e de forma coesa, buscando superar todos os desafios”.
Preparando-se para esse cenário, a DNV fechou o ano com a assinatura de contrato com o primeiro cliente em busca do Selo de Qualidade - criado pela ONA para os Serviços para a Saúde - e contratação e capacitação de cinco novos avaliadores, para atender melhor as demandas em 2012. Para aprimorar a capacitação do corpo técnico, ainda em 2011 a DNV realizou em São Paulo o workshop sobre Governança Clínica e promoveu diversos cursos de Gestão de Riscos Hospitalares e Laboratoriais, além de participar de vários eventos importantes para o setor de saúde.
A busca pela consolidação também marcou a atuação do IQG – Instituto Qualisa de Gestão, de acordo com seu Diretor, Rubens Corvello. No ano de 2011 o IQG trabalhou fortemente programas de segurança do paciente, para que isto acontecesse de maneira sólida, baseados na metodologia ONA.
“Para que tivéssemos base técnica na implementação da metodologia de acreditação, desenhamos um programa de educação continuada in company e transformamos nossos avaliadores em verdadeiros especialistas em qualidade e segurança do paciente”, revela Corvello. “Isto resultou em indicadores robustos para o Sistema Brasileiro de Acreditação e para o IQG. Realizamos mais de 65 diagnósticos e 80 certificações, chegamos a um total de mais de 80.000 pessoas capacitadas e ou multiplicadas nesta metodologia e mais de  501 visitas em Instituições de saúde com uma média de 218 avaliadores/mês”.
O diretor do IQG contabiliza também a participação em dois eventos internacionais, com a apresentação de trabalho científico no Congresso Mundial da ISQua, demonstrando o número de vidas salvas a partir da implementação da acreditação em 10 hospitais brasileiros; e no Fórum Internacional da Qualidade, com cerca de 900 participantes.
“Os resultados obtidos nos dá perspectiva de trabalhar 2012 com mais afinco e não perdermos o foco de nossa meta que é a da segurança do paciente”, conclui.
No caso do IAHCS - Instituto de Acreditação Hospitalar e Certificação em Saúde, a atuação em 2011 esteve orientada para a realização das visitas de manutenção das certificações vigentes e a efetivação de novas certificações e re-certificações nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Brasília/DF, conforme balanço do seu presidente, Cláudio José Allgayer.
A certificadora concentrou esforços, ainda, na área educativa, ministrando palestras em cursos de graduação e pós-graduação no setor saúde e cursos de multiplicadores do sistema. Dessa forma, o IAHCS reforça sua estrutura para a conquista de novos negócios em 2012.
O crescimento também está nos planos do Germanischer Lloyd (GL), como revela seu coordenador de saúde e auditor, Nairson Oliveira. “No ano de 2011 sentimos um expressivo aumento no número de participantes dos nossos cursos abertos, bem como na contratação dos mesmos cursos pelas empresas - todos focados na capacitação de recursos humanos para as organizações de saúde.” Outro aumento significativo, segundo Nairson, foi no número de novos clientes e nas renovações de contratos.
“A área da Saúde dentro do Germanischer Lloyd, em 2011, foi um dos focos da empresa e os resultados demonstram nossa consolidação no mercado”, avalia. “Para o ano de 2012 a área da saúde continua como um dos principais focos dentro da organização, e para tanto nosso planejamento estratégico deverá ser mais agressivo do que já foi até agora”.
A British Standards Institution (BSI) não reduziu o ritmo em 2011, segundo Gustavo Pacca, consultor da IAC. Pelo contrário, além do atendimento à demanda rotineira, investiu em cursos in company em várias instituições de saúde com as quais trabalha, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espirito Santo, realizando treinamento e formação de avaliadores internos, além de palestras de sensibilização. A BSI também realizou avaliação diagnóstica e deu continuidade aos processos de acreditação e avanço de nível nas instituições em que atua.
A programação de 2012 não será diferente e um exemplo é o patrocínio de eventos relacionados à acreditação, como o workshop  “Por que Acreditar sua empresa pelo Sistema Brasileiro de Acreditação – ONA”, voltado para novos e potenciais interessados em obter a certificação de seus serviços de saúde.

Serviços Ambulatoriais e de Pronto Atendimento atestam eficácia da Acreditação ONA


O Manual Brasileiro de Acreditação da ONA – Organização Nacional de Acreditação, para a certificação dos serviços de ambulatório e/ou pronto atendimento, teve sua primeira edição lançada em 2006 e hoje está em sua segunda revisão. Já foram concedidos para este tipo de organização cerca de 60 certificados nesse período. Atualmente, 40 certificações estão válidas. A Rede Santa Marcelina, com 13 Unidades Básicas de Saúde Acreditados; o Núcleo de Hematologia e Transplante de Medula Óssea e a Unidade de Pronto Atendimento Imbiribeira são alguns exemplos das instituições que atuam nessas áreas e que contam com a acreditação ONA.

Santa Marcelina se destaca na Gestão de Qualidade

A Casa de Saúde Santa Marcelina, de São Paulo, fez a opção de implantar a Gestão da Qualidade como o caminho mais adequado na definição de processos assistenciais, garantindo maior segurança do usuário e eficiência na assistência à saúde. Essa opção veio ao encontro da visão da instituição, que quer ser reconhecida pela excelência na Atenção Primária à Saúde (APS).
"Estamos localizados em uma região administrativa da capital paulista onde a saúde executa seus serviços através dos contratos de gestão com Organizações Sociais. Somos responsáveis por algumas regiões na zona leste e nossa opção inicial na implantação do Processo de Qualidade foi a região Cidade Tiradentes. Posteriormente, iniciamos o mesmo processo na região de Guaianases e Itaim Paulista", explica Lya Gabriela Gama,  da  Coordenação da APS.
Em Cidade Tiradentes, a rede conta com treze Unidades de Saúde que foram acreditadas entre 2010 e 2011, com todos os processos de trabalho (gerenciais, primário e apoio) mapeados; foi executado também o mapeamento médio de 52 processos por unidade de saúde, com um total de 95% dos colaboradores sensibilizados e capacitados para o processo de qualidade na instituição Santa Marcelina.
Localizadas em um território geográfico com 15 km² e 213.700 habitantes, todas as unidades contam com gerenciamento de riscos e com comissões de serviço, qualidade, biossegurança e prontuário. Contam também com ações de proteção do meio ambiente, através do PGRSS (Programa de Gerenciamento de Resíduos nos Serviços de Saúde).
"Com esse mapeamento conseguimos melhorar a qualidade na assistência eliminando situações de retrabalho, tornando mais claras as operações, as responsabilidades e identificando os pontos de melhorias na assistência prestada", atesta a representante do Santa Marcelina.

Núcleo de Hematologia e Oncologia ressalta Serviço de Atenção Médica

Certificado no nível 2 em fevereiro de 2010 e recém alcançado o nível de Excelência, o Núcleo de Hematologia e Oncologia de Minas Gerais foi criado em 1997 com o objetivo oferecer um tratamento diferenciado na atenção médica aos pacientes com doenças hematológicas e oncológicas, propiciando também a alternativa de transplante de medula óssea para pacientes particulares e do sistema de saúde suplementar.
Para isso, desde o início do processo de Acreditação  ONA, seu corpo clínico passou de 20 médicos em 2009 para 26 em 2011, o que significa um aumento de 30%. Houve também um aumento de 41% no quadro funcional; crescimento de 62% na receita e ampliação de 50% dos leitos em função do aumento da demanda em 40%.
"Tivemos 67 ações de melhorias implementadas em 2010 e 79 em 2011, o que resultou na média de 96,38% na pesquisa de satisfação de cliente externo em 2011 e de 95,21% entre clientes internos, contra a porcentagem de 75,04% na pesquisa anterior," relata Wanda Roenick, da área administrativa do Núcleo.
O processo de acreditação incluiu também a implantação do sistema de gestão de riscos, que resultou em diversas melhorias voltadas para segurança do paciente, entre elas o dispositivo móvel para checagem da medicação através do código de barras e processo diferenciado de etiquetagem de medicamentos perigosos.

UPA de Imbiribeira é referência de Pronto Atendimento

A Unidade de Pronto Atendimento Maria Esther Souto de Carvalho, IPAS-UPA da Imbiribeira é gerida pelo IPAS- Instituto Pernambucano de Assistência e Saúde. Inaugurada em 26 de março de 2010, já conquistou a certificação de qualidade ONA nível 02. Seu atendimento é de 500 pacientes, 24 horas por dia, focado nas especialidades de Clinica Médica, Pediatria e Ortopedia, além de exames laboratoriais, raios-X e Eletrocardiograma para apoio aos diagnósticos.
Segundo Cristiana Melo, coordenadora geral dessa UPA, a instituição adotou a prioridade de atendimento pela gravidade do paciente, onde o tempo de atendimento é todo mapeado através de indicadores de desempenho do processo. A Unidade opera com prontuário eletrônico 100% implantado. Com estas melhorias a UPA Imbiribeira conseguiu atender 153.556 pacientes, apenas em 2011, sendo 80.787 na especialidade clinica médica, 42.888 na ortopedia e 29.131 na pediatria. Em 2010, o total de atendimento foi de 120.891 de pacientes.
Atualmente o IPAS-UPA de Imbiribeira garante média acima de 45 % dos pacientes atendidos no tempo de 10 minutos. Após este momento, o paciente entra no tempo estabelecido pela sua gravidade através do protocolo de Manchester. Mas mesmo em espera de atendimento são monitorados por enfermeiro para garantir a linha adequada de cuidado. De acordo com a metodologia adotada, o tempo preconizado para o atendimento é de duas horas para os pacientes classificados como verdes, uma hora para pacientes classificados como amarelos, dez minutos para pacientes classificados como laranjas e atendimento imediato para pacientes vermelhos.
O envolvimento como Unidade Sentinela e com o setor de Epidemiologia da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco e do Ministério da Saúde, a fim de reduzir as subnotificações para dengue, motivou algumas ações implantadas neste ano, com treinamento de orientação da equipe médica e enfermagem quanto à identificação e conduta de pacientes com dengue, conseguindo com isso a redução de 100% das subnotificações a vigilância epidemiológica.
Outra realização importante registrada em 2011 foi o protocolo de Dor Torácica, onde a equipe foi treinada para garantir o tempo porta eletro de 10 minutos, além de seguir as rotinas terapêuticas. Atualmente, a unidade está em fase de conclusão para a implantação do trombolítico. Com estas iniciativas, a UPA tem obtido grande destaque entre instituições similares. O trabalho desenvolvido foi ressaltado como case de sucesso em diversos fóruns de discursão na área de administração hospitalar e informática em saúde, como na Feira Hospitalar 2011 e Congresso Internacional de Informática em Saúde.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Convite para receber o Trofeu Top of Business Internacional

A RD Consultoria mais uma vez foi lembrada e indicada ao Troféu Top Of Business Internacional, veja a carta recebida esta semana:

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RD Assessoria e Consultoria Administrativa SC Ltda
A/C Sr. Ronaldo Dameceno
São Paulo / SP


Prezado Sr. Ronaldo, boa tarde!

A Revista Top of Business tem a grata satisfação de convidar a
RD Assessoria e Consultoria Administrativa para receber o Troféu Top of Business Internacional em sua 8 edição.


O Troféu Top Of Business Internacional tem como objetivo central e trazer a público as iniciativas das empresas e profissionais incentivando o talento, a produtividade e, principalmente a capacidade de empreender.


A Cerimônia ocorrerá na cidade do Rio de Janeiro, no Sheraton Rio Hotel e Resort na sexta-feira, dia 29 de junho de 2012 às 21h. Na noite do evento, as empresas, através dos seus representantes, receberão o Troféu Top of Business Nacional e Internacional. Na ocasião a Revista estará entregando também o Troféu Top Of Business Nacional à empresas homenageadas de varios segmentos e portes de todo o Brasil.


FORMA DE SELEÇÃO


Esta é uma homenagem da Revista Top of Business às empresas brasileiras que contribuem para o desenvolvimento do país. Este reconhecimento, merecido e até esperado pelas empresas e profissionais, deve-se à constante luta para permanecer no mercado tão competitivo, seja no segmento comercial, industrial, de prestação de serviços, profissionais liberais, inclusive jornalístico.


Atenta ao que ocorre no mundo business, a Diretoria da Revista Top of Business seleciona os homenageados seguindo os seguintes critérios: participação em feiras nacionais e internacionais, congressos,mostras, eventos, desenvolvimento de projetos, produtos, tecnologias e soluções inovadoras, tradição no mercado, prêmios recebidos, responsabilidade social/ambiental, certificações adquiridas no decorrer de sua existência.


Na Cerimônia:


Cada empresa homenageada terá direito:


* a 4 (quatro) convites individuais, incluindo jantar e bebidas;
* selos em formato jpg e coreldraw - para inclusão em materiais promocionais e site da empresa
*
a 100 (cem) selos alusivos à homenagem e direito de utiliza-los em material promocional e correspondências.
* Matéria ou anúncio de 1 página acompanhada de fotografia e logomarca na Revista Top of Business;
* Foto na página social da Revista Top of Business do(s) representante(s) da empresa presente(s) na cerimônia de entrega.

Data e local da Cerimônia:



Data: 29 de junho de 2012 - Sexta-feira
Horário: 21 horas
Local: Sheraton Rio Hotel e Resort  - Av. Niemeyer, 121 – Leblon | Rio de Janeiro | Brasil
Traje: Social

www.sheraton-rio.com / www.sheraton.com/rio

Optando por participarem do evento, solicita-se que seja confirmada a presença até 07 (sete) dias após o recebimento do convite, para firmarem contratação e prestação de serviços, custos e forma de pagamento.

Site da empresa: www.montrealeventos.com.br

Site da Revista: www.topofbusiness.com

Parabéns, desde já, contamos com sua presença.

Revista Top Of Business
Rafael Mânica
Fone: (51) 3322 - 1012 / 3352 - 5967  Nextel: 959*3560
E-mail: rafael.montrealeventos@gmail.com / rafael@topofbusiness.com
Site empresa: www.montrealeventos.com.br
Site Revista: www.topofbusiness.com

sábado, 31 de dezembro de 2011

As Novas Resoluções e as Tendências da Qualidade na Saúde


Quem vem acompanhando a onda de qualificação dos serviços de Saúde desde 1994, com certeza começa a apostar no momento atual, pois nunca na história da Gestão da Saúde, foi tão importante um Sistema de Gestão da Qualidade como agora. São várias as metodologias de implantação existentes no mercado, nacionais e internacionais, se não bastasse, a Agências Nacionais estão a todo o momento baixando portarias e normas que contribuem para este cenário positivo.

Este movimento todo faz com que Operadoras de Planos de Saúde (OPS), Prestadores de Serviços de Saúde (PSS), Médicos, Fornecedores de Tecnologia e Serviços de Saúde, tenham que se adequar de alguma forma em uma Metodologia para Certificar seu Sistema de Gestão da Qualidade. É como um efeito cascata, aonde o topo da pirâmide vem sendo forçado a se preparar e automaticamente começa a exigir dos demais setores da cadeia de suprimentos.

Os paradigmas do passado de que um Sistema de Gestão da Qualidade – SGQ era aplicável apenas na Indústria, caiu por terra. Atualmente temos mais de 600 empresas da área de saúde certificada, seja com a ONA, JC, Canadense, ISO, PALC, DICQ, PNQ, PNGS, dentre outros. Isto prova o quanto ás empresas buscaram na Acreditação uma oportunidade de se diferenciar do mercado. Não obstante, o movimento fez com que as fontes pagadoras fossem incomodadas e prestassem mais atenção, uma vez que controlado o risco da assistência, se reduz consideravelmente desperdícios, multas e valores com processos jurídicos nos tribunais.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que já havia dado a sua contribuição com algumas Resoluções de Diretoria Colegiada (RDC), exemplo: RDC 50 de 2001; RDC 59 de 2001; RDC 306 de 2004; RDC 302 de 2005; RDC 220 de 2001; RDC 77 de 2001 dentre outras que forçaram a atenção dos Serviços de Saúde para um Sistema de Gestão da Qualidade, juntamente com o Ministério da Saúde, quando publicou a Norma Regulamentadora - NR 32 de 2001, trazendo a importância da Biossegurança para estes profissionais. Agora ganhou força importantíssima com a adesão da Agencia Nacional de Saúde Suplementar (ANS) com suas Resoluções Normativas (RN) forçando com que as Operadoras de Planos de Saúde (OPS) comecem a avaliar seus Prestadores de Serviços de Saúde (PSS) e Médicos credenciados, por meio de indicadores e, diga-se de passagem, para isto, se faz necessário um Sistema de Gestão da Qualidade implantado.

Veja abaixo algumas das portarias que vem sacudindo o mercado de Acreditação na área da Saúde:


RN 267 - Programa de Divulgação da Qualificação dos Prestadores de Serviços na Saúde Suplementar

Em 24 de agosto de 2011, a ANS publicou a Resolução Normativa – RN 267, que institui o Programa de Divulgação da Qualificação dos Prestadores de Serviços na Saúde Suplementar. O programa irá monitorar os indicadores de qualidade assistencial dos prestadores de serviços por meio de referências mundiais (efetividade, eficiência, equidade, acesso, centralidade no paciente e segurança). Tais indicadores proporcionarão aos estabelecimentos de saúde parâmetros claros para gestão da qualidade, além de fornecer ao poder público e consumidores em geral elementos de apoio à tomada de decisão, com foco na qualidade do atendimento.

Dessa forma, para dar início ao programa, muitas Operadoras de Planos de Saúde (Convênios Médicos) estão solicitando aos seus prestadores que informem os atributos de qualificação por meio de cartas ou de questionários, destacando:

a)       Para Hospitais, Serviços Auxiliares de Diagnóstico e Terapia, e Clínica Ambulatoriais:

·         Acreditação de serviços de saúde com identificação da entidade acreditadora;
·         Participação no Sistema de Notificação de Eventos Adversos – NTIVISIA – da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA e/ou;
·         Participação no Programa de Monitoramento da Qualidade dos Prestadores de Serviços de Saúde Suplementar – QUALISS.

b)       Para Profissionais de Saúde ou Pessoas Jurídicas que prestam serviços em Consultórios:

·         Participação no Programa de Monitoramento de Qualidade dos Prestadores de Serviços de Saúde Suplementar – QUALISS.
·         Certificado da Residência em Saúde e/ou Pós-graduação com no mínimo 360h, reconhecidos pelo MEC;
·         Título de especialista outorgado pela sociedade de especialidade e/ou Conselho Profissional da Categoria e/ou;
·         Título de Mestrado, doutorado e Livre Docência.

Os Princípios da Política de Divulgação determinado pela RN 267 são:

·         Divulgar a sociedade os atributos que qualificam os prestadores de serviços, aprimorando a capacidade de escolha de cidadãos e instituições;
·         Incentivar a busca da melhoria da qualidade assistencial;
·         Ser voluntária a participação dos prestadores de serviços;
·         Valorizar as operadoras segundo a qualificação de sua rede de prestadores de serviços;
·         Utilizar de indicadores de monitoramento da qualidade assistencial para avaliar prestadores de serviços e apontar padrões de referência para esforços de melhoria contínua dos processos e resultados.

O programa de divulgação da qualificação dos prestadores de serviços na saúde suplementar consiste na fixação de atributos de qualificação relevantes para o aprimoramento da atenção à saúde oferecida pelos prestadores de serviços na saúde suplementar; na quantificação dos atributos obtidos pelos prestadores de serviços com vistas à avaliação do nível de qualificação dos prestadores que compõem a rede de cada operadora; e na definição de indicadores de qualidade assistencial e de medidas de desempenho dos prestadores de serviços.


RN 275 - Programa de Monitoramento da Qualidade os Prestadores de Serviços na Saúde Suplementar - QUALISS

Isto ocorre porque no dia 03 de novembro de 2011, a mesma ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar, oficializou por meio da publicação da Resolução Normativa – RN 275 o Programa de Monitoramento da Qualidade os Prestadores de Serviços na Saúde Suplementar - QUALISS.

O QUALISS consiste de um sistema de medição para avaliar a qualidade dos prestadores de serviço na saúde suplementar, por meio de indicadores que possuem validade, comparabilidade e capacidade de discriminação dos resultados. Um dos objetivos dos indicadores selecionados é a disseminação de informações sobre a qualidade assistencial.

As dimensões do QUALISS para a qualidade em saúde são:
         I.            Efetividade - é a medida dos resultados decorrentes da aplicação de uma ou um conjunto de intervenções (métodos de prevenção ou reabilitação, técnicas diagnósticas ou procedimentos terapêuticos), em conformidade com o estado atual do conhecimento científico, tendo em consideração comparações com alternativas, e da capacidade de atingir estes resultados para todos os pacientes que podem se beneficiar destas intervenções, indicando o grau em que uma melhoria potencial do cuidado à saúde é na prática atingida em situações reais ou habituais em uma unidade hospitalar;
        II.            Eficiência - é a otimização dos recursos financeiros, tecnológicos e de pessoal para obter os melhores resultados de saúde possíveis, pela eliminação da utilização de recursos sem benefício para os pacientes, redução de desperdício pelo uso excessivo, insuficiente ou inadequado das tecnologias em saúde e redução dos custos administrativos ou de produção;
      III.            Equidade - é o tratamento adequado dos pacientes, incluindo a presteza do atendimento e a qualidade dos serviços, com base nas necessidades dos pacientes e não em função de suas características pessoais como sexo, raça, idade, etnia, renda, educação, deficiência, orientação sexual ou local de residência;
      IV.            Acesso - é a capacidade de o paciente obter cuidado à saúde de maneira fácil e conveniente, sempre que necessitar, mais especificamente, pode ser entendido como a possibilidade de obter serviços necessários no momento e local adequados em quantidade suficiente e a um custo razoável;
       V.            Centralidade no paciente - é o domínio que considera o respeito às pessoas por aqueles que ofertam os serviços de saúde, orientando-os para o usuário, incluindo respeito aos seus valores e expectativas, atendimento com dignidade e cortesia, confidencialidade das informações, direito à informação ou autonomia, pronta atenção e conforto, além da escolha do provedor do cuidado; e
      VI.            Segurança - é a capacidade de controlar o risco potencial de uma intervenção, ou do ambiente do serviço de saúde, de causar danos ou prejuízos tanto para o paciente quanto para outras pessoas, incluindo os profissionais de saúde.

Os indicadores do programa serão categorizados por relevância: Essencial - indicador de qualidade com informação obrigatória, para todos os prestadores de serviços participantes do QUALISS, de acordo com sua estrutura e serviços ofertados; Recomendável - indicador de qualidade com informação esperada, para todos os prestadores de serviços participantes do QUALISS, de acordo com sua estrutura e serviços ofertados.

Tais indicadores proporcionarão aos estabelecimentos de saúde parâmetros claros para gestão da qualidade (benchmarking), além de fornecer ao poder público e consumidores em geral elementos de apoio à tomada de decisão, com foco na qualidade do atendimento. O programa visa oferecer ao consumidor maior capacidade de escolha de seu plano de saúde, já que poderá avaliar a qualidade da rede associada a cada produto disponível no mercado, mudando o foco do preço para a qualidade do serviço prestado. Além disso, as informações disponíveis sobre qualidade dos hospitais ainda são muito escassas e a nova resolução promoverá concorrência positiva.

Veja as principais considerações no desenvolvimento do QUALISS, segundo a ANS:
·         A qualidade de atenção à saúde precisa ser mensurada e a melhor forma de fazê-la é através da utilização de indicadores que atendam a necessidade de informação dos usuários dos sistemas de saúde e de suas entidades representativas sobre a qualidade dos cuidados prestados. A padronização pelo órgão regulador desses indicadores tem a intenção de alcançar níveis de abrangência e capilaridade maiores que os programas atuais de monitoramento da qualidade da assistência conseguem entregar;
·         Os domínios escolhidos para constituir os eixos do QUALISS – efetividade, eficiência, equidade, acesso, centralidade nos paciente e segurança – têm como base os relatórios do Instituto de Medicina dos EUA, instituição que impulsionou a qualidade dos serviços de saúde e melhoria do cuidado no processo de reforma do sistema de saúde daquele país;
·         Os prestadores de serviços terão acesso aos resultados de seu desempenho antes da divulgação pública, podendo detectar falhas ocorridas no processo de envio das informações e de sua avaliação sistemática pela ANS;
·         A rede hospitalar brasileira apresenta uma grande heterogeneidade em relação à estrutura, incorporação de tecnologias e disponibilidade de recursos humanos; o programa, ao mesmo tempo em que permitirá comparações, levará em consideração essas diferenças;
·         O QUALISS contará com um comitê gestor, com participação de representantes de operadoras de planos de saúde, hospitais, clínicas, laboratórios, médicos e consumidores, dando legitimidade e transparência às ações instituídas. A finalidade desse comitê será promover o desenvolvimento e o aperfeiçoamento do Programa.


RN 277 - Programa de Acreditação de Operadoras de Planos de Saúde

As duas normas ganham força na sua implantação, pois em 07 de novembro de 2011, a ANS, publicou a Resolução Normativa – RN 277, que institui o Programa de Acreditação de Operadoras de Planos de Saúde, fato inédito no Brasil, mas bem comum em outros países. O objetivo é aumentar a qualidade da prestação dos serviços por meio de critérios de avaliação que possibilitem a identificação e a solução de problemas por parte das operadoras com mais consistência, segurança e agilidade. Quanto mais eficiente for à operadora, tanto em aspectos de gestão quanto no atendimento e na satisfação dos consumidores, melhor poderá ser percebida a qualidade dos serviços prestados. Ou seja, além de incentivar a busca pela eficiência, a norma busca oferecer informação capaz de dar ao consumidor maior percepção em relação à qualidade de uma OPS – Operadora de Plano de Saúde.

O programa vai identificar e definir parâmetros de qualidade a serem utilizados pelas OPS, mas sem qualquer caráter de obrigatoriedade. Para isso, já existem normas criadas pela ANS de cumprimento obrigatório. A finalidade é estimular a adoção das melhores práticas, desenvolvendo no mercado condições para o estabelecimento de uma competição qualitativa, incentivando a mudança do modelo técnico-assistencial existente. A acreditação diminuirá algumas das imperfeições do mercado e permitirá que as operadoras conheçam melhor seu próprio negócio, identificando as soluções para os problemas com mais segurança e agilidade, além de possibilitar que os consumidores tenham uma melhor percepção das diferenças nos níveis de qualidade entre elas.

A qualidade dos serviços colocados à disposição por uma determinada OPS será confrontada com padrões de qualidade preestabelecidos. Para tanto, a OPS será visitada pelo Comitê de uma Entidade Acreditadora, previamente homologada pela ANS e com reconhecimento do INMETRO, que fará uma análise e avaliação dos indicadores, emitindo um parecer do grau de conformidade encontrado. O programa prevê três níveis de padrão de qualidade que são com base em indicadores que devem atingir uma pontuação mínima para serem considerados implantados.


ONA – Manual de Programas de Saúde e Prevenção de Riscos

Devemos ainda mencionar o Manual Brasileiro de Acreditação da ONA (Organização Nacional de Acreditação) de 2010 que trouxeram requisitos para Acreditação nos Programas da Saúde e Prevenção de Riscos, onde seu Presidente do Conselho de Administração, Dr Luiz Plínio Moraes de Toledo declara que é chegado o momento de a Acreditação neste seguimento, pois o mesmo possui papel fundamental na mudança do modelo assistencial vigente e melhorar a qualidade de vida do cidadão, visto que grande parte das doenças que acomete a população é passível de prevenção.

O Manual foi baseado nos requisitos dos manuais anteriores da ONA e teve suporte legal básico da Resolução Normativa – RN 94 de 23 de março de 2005, que estabelece os critérios de deferimento da cobertura com ativos garantidores da provisão de risco definida na Resolução de Diretoria Colegiada – RDC 77 de 17 de julho de 2001 (Revogada em 2007), a serem observados pelas operadoras de planos de saúde privados de assistência a saúde que implementarem Programas de Promoção da Saúde e Prevenção de Doenças para seus Beneficiários.

Os objetivos da avaliação de Programas de Promoção da Saúde são:

·         Medir a cobertura do Programa;
·         Estabelecer o grau em que o mesmo está alcançando a população beneficiária;
·         Acompanhar os processos internos;
·         Detectar os fluxos dos protocolos;
·         Identificar barreiras e obstáculos a sua implantação;
·         Gerar dados importantes para sua programação através do registro de eventos de atividades;
·         Certificar e validar os critérios de confiabilidade da gestão dos programas.

Para que uma empresa tenha uma determinação de elegibilidade, será necessário atender aos pré-requisitos abaixo:

1.       Sistema de informação estruturado, utilizado para registro e acompanhamento da população beneficiada pelo Programa.
2.       População-alvo definida e monitorada.
3.       Sistema de indicadores para o monitoramento e controle dos resultados do programa, através de metas pré-definidas.
4.       Equipe multidisciplinar atuante nas atividades do programa.
5.       Análise de resultados de estratificação da carteira, definição de planos de trabalho para a população em questão e inserção das diferentes populações em programas específicos.
6.       Metodologia de captação dos beneficiários ao programa, bem como metodologia de comunicação durante a fase de promoção e/ou monitoramento.
7.       Cobertura do programa: número de pessoas que participam de programa e número de pessoas que se pretende alcançar.
8.       Metodologia de ações focadas em promoção de saúde (especificar atividades) e metodologia de monitoramento de pacientes portadores de condições crônicas.
9.       Cronograma das atividades aplicadas à população a ser estudada (periodicidade).
10.    Avaliação do programa: demonstrar software a ser utilizada (sistema de informação existente de consolidação de dados), cobertura, indicadores, periodicidade de demonstração de resultados.
11.    Demonstrar as referências bibliográficas que sustentam o sistema (protocolos assistenciais).


Conclusão

As empresas da área de saúde que pretendem manterem vivas e atuantes nos próximos 5 anos, necessitaram com urgência buscar uma consultoria, de preferência especializada neste seguimento, pois não estamos mais na hora de brincar, é hora de fazer uma preparação séria, focada e determinada, para recuperar o atraso de 18 anos. Cabe dizer que o processo de gestão de indicadores é o último pilar de um processo de Acreditação e atualmente estão sendo exigidos, mesmo que sem a obrigatoriedade, mas que com certeza, fará uma seleção natural daqueles que estão preparados daqueles que ainda nem se mexeram.

Um Sistema de Gestão da Qualidade bem implantado atenderá aos indicadores exigidos nas Normas e contribuíram em muito na melhoria continua dos serviços prestados, que deixará de ser um diferencial e passará a ser obrigatório, uma vez que a fonte pagadora, seja o convênio ou o paciente estarão cada vez mais esclarecidos e exigentes de seus direitos.

Caberá às consultorias revisarem suas metodologias e ferramentas de Gestão para que a teoria ande junto à prática, pois é impossível exigir que todas as empresas de saúde tenham o mesmo perfil de profissionais que grandes organizações deste seguimento possuem. É nisto que a RD Consultoria se diferencia do mercado, pois procura ha 16 anos adequar às ferramentas para o maior público possível. Isto só é possível porque seus sócios participaram desde o início, primeiramente como profissionais das organizações interessadas e depois como consultores independentes.

Desejamos sorte a todas as instituições da área de Saúde e gostaríamos muito de fazer parte deste novo cenário, contribuindo com a melhoria dos processos dos Serviços de Saúde, por meio de soluções práticas e eficazes, de um Sistema de Gestão da Qualidade.



Gestor de Qualidade
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RD Consultoria
CRA-SP: 8649
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