Este blog tem por objetivo comentar as normas, dificuldades e soluções básicas para empresas da saúde.
quarta-feira, 13 de março de 2013
LAQI entregará prestigioso reconhecimento internacional à RD CONSULTORIA
Cidade do Panamá, Março de 2013. A RD CONSULTORIA receberá o Prêmio Empresa Brasileira, graças ao cumprimento dos princípios das 40+10 ações, as quais estabelecem, entre seus fundamentos, o sentido de envolver a todos os colaboradores internos com a gestão da qualidade e da responsabilidade
social, demonstrando coerência e apoio com relação à formalização de seus compromissos.
O reconhecimento será entregue pelo Dr. Daniel Maximilian da Costa, Founder & CEO da instituição panamenha Latin American Quality Institute (LAQI), que organiza o encontro anual de líderes empresariais, denominado Brazil Quality Summit.
“O Prêmio Empresa Brasileira posiciona a RD CONSULTORIA entre as principais organizações que operam na região e complementa seu constante compromisso com a transparência e sua capacidade de liderança, sendo exemplo entre as diversas companhias de mais rápido crescimento na América Latina. Diante da opinião pública, de seus clientes e fornecedores, a RD CONSULTORIA vem reforçando um bom sistema estrutural, onde as gerências e dependências trabalham de forma conjunta”, enfatiza Daniel
Maximilian da Costa.
Através desta premiação, a RD CONSULTORIA se reafirma como uma empresa que mantém um ambiente empreendedor, sendo honrada por seus próprios métodos de elevar o espírito do trabalho em equipe e o bem-estar entre os colaboradores internos que afeta diretamente o bem-estar da entidade.
Brazil Quality Summit 2013
Instituída como a reunião anual de maior relevância em Brasil, é organizada pela instituição panamenha Latin American Quality Institute (LAQI), a qual permite a melhoria do rendimento de centenas de empresas e empresários que fazem parte da rede. Para maiores informações, acesse: www.laqi.org.
RD CONSULTORIA será reconhecida como a melhor empresa do ano 2013
Cidade do Panamá, Março de 2013. Diretores, gerentes gerais e principais representantes das destacadas empresas e instituições membros da rede da LAQI estarão reunidos na VI edição do Brazil Quality Summit, a ser realizada no próximo dia 17 de maio na cidade do Brasilia.
Identificado por sua criatividade, qualidade e inovação, a RD CONSULTORIA vem estabelecendo um papel fundamental no estabelecimento de serviços de otimização de rendimento em Brasil. Sob as premissas de desenvolvimento sustentável e aptidões notáveis, o Brazil Quality Summit 2013 será o marco perfeito para a entrega do reconhecimento mais importante da região: o Prêmio Empresa Brasileira do Ano 2013.
«As grandes conquistas vêm de equipes coesas, de indivíduos que sobressaem. Ao centrar-se nas necessidades do cliente, no estabelecimento de altas expectativas e no fomento de um grande ambiente de trabalho, a RD CONSULTORIA demonstra possuir uma cultura empresarial importante para alcançar resultados excepcionais. É muito grato reconhecer um trabalho tão significativo», assevera Daniel Maximilian da Costa, Founder& CEO da LAQI.
A reunião anual organizada pela LAQI possibilitará o intercâmbio de experiências e o fornecimento de ideias e conhecimentos para assegurar que empresas como a RD CONSULTORIA sejam beneficiadas com oportunidades únicas para a promoção profissional, assim como a aprendizagem contínua de uma cultura empresarial enérgica. Também equilibra um conjunto desafiante dos objetivos do mercado presentes em todas as companhias de sucesso.
Brazil Quality Summit 2013
Instituída como a reunião anual de maior relevância em Brasil, é organizada pela instituição panamenha Latin American Quality Institute (LAQI), a qual permite a melhoria do rendimento de centenas de empresas e empresários que fazem parte da rede. Para maiores informações, acesse: www.laqi.org.
Fonte: A VI edição do Brazil Quality Summit fortalecerá o compromisso de notáveis empresas como a RD CONSULTORIA, que oferecem os melhores níveis de qualidade.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Gestão com foco em indicadores financeiros
O alto índice de concorrência aliado à elevação do nível de exigência dos clientes faz com que as empresas precisem travar uma grande “guerra” em oferecer produtos ou serviços com maior qualidade agregada e preços mais atraentes. Essa realidade cria uma necessidade constante de melhorar o gerenciamento das despesas, bem como criar políticas para alavancar a receita bruta e assim melhorar o resultado financeiro da organização.
É importante ressaltar que a responsabilidade dos resultados financeiros não deve ser restrita ao comercial (no que diz respeito à captação e retenção de clientes) e ao setor financeiro (elaboração de itens de controle). Todos os setores da organização devem estar alinhados com as metas de ordem financeira da empresa para serem participantes do processo.
O desafio da gestão começa na definição das metas globais. As metas globais, normalmente são definidas no planejamento estratégico da empresa. É improvável que dentro das metas globais não exista uma meta relacionada a aumento do faturamento e aumento do lucro, bem como redução dos custos operacionais. A definição destas metas de forma clara e realística é de grande valia para que se tenha controle sob o resultado efetivo.
O objetivo final da gestão de resultados é o aumento do lucro operacional. Contudo, para atingir este objetivo existem dois grandes conjuntos de atividades que devem ser alvo de constante controle e melhoria: Políticas comerciais para alavancagem de receita e instalação de indicadores de desempenho para controle custos e despesas.
A figura acima mostra de forma sistêmica como aumentar o resultado de uma organização. As setas em azul representam a necessidade de aumento e as setas vermelhas representam a necessidade de redução.
1- Receita
O aumento de receita é uma das estratégias possíveis de se implantar para melhoria dos resultados. Existem três meios para que isso seja possível:
1.1 Aumento do volume: É a maneira mais comum utilizadas no mercado, isso é possível através de:
1.1.1 Redução de preço;
1.1.2 Investimento em Marketing e Propaganda;
1.1.3 Prospecção de novos clientes;
1.1.4 Telemarketing Ativo;
1.1.5 Implantação de novos pontos de venda
1.2 Aumento e Diversificação do Mix: É uma prática muito comum quando não existe um mercado tão grande para ser explorado ou não existe estrutura para uma possível expansão. Diversificar o mix pode englobar o lançamento de novos produtos ou serviços.
1.3 Aumento de Preço: É uma atitude ousada e que deve ser precedida de um estudo de mercado e de clientes. Um aumento de preço sem um bom estudo pode significar perda de clientes e consequentemente queda do resultado financeiro. Mercados com baixa concorrência tem uma tendência de aumento de preço relevante.
2- Custos
Para reduzir custos, a palavra chave é controle. Empresas que não possuem controles (baseados em números e não em percepções) tem uma grande tendência a sofrerem dificuldade com a gestão dos seus custos.
Custo Administrativo: Consiste em todo o custo de estrutura da organização, onde não estão inclusos todos os custos para produção do produto ou prestação do serviço. Algumas práticas comuns para reduzir este custo consistem em reduzir a folha salarial, controlar energia elétrica ou até mesmo terceirizar alguns processos da empresa.
Custo Operacional: Os custos operacionais são todos aqueles voltados para a atividade fim da empresa, seja ele produtora de bens ou de serviços. Estes custos podem ser fixos ou variáveis. Ações importantes neste sentido são as voltadas para identificar gap’s na operação e criar um novo desenho para os processos empresariais.
Em linhas gerais, para a melhoria do resultado é importante o equilíbrio entre receitas e despesas. As ações devem ser bem estudadas e as decisões devem ser criteriosas para evitar prejuízos. É importante ressaltar que estas ações podem ser sincronizadas, ou seja, podem ocorrer em paralelo (por exemplo, uma ação de aumento de receita ao mesmo tempo em que uma ação de controle de custos).
É importante ressaltar que a responsabilidade dos resultados financeiros não deve ser restrita ao comercial (no que diz respeito à captação e retenção de clientes) e ao setor financeiro (elaboração de itens de controle). Todos os setores da organização devem estar alinhados com as metas de ordem financeira da empresa para serem participantes do processo.
O desafio da gestão começa na definição das metas globais. As metas globais, normalmente são definidas no planejamento estratégico da empresa. É improvável que dentro das metas globais não exista uma meta relacionada a aumento do faturamento e aumento do lucro, bem como redução dos custos operacionais. A definição destas metas de forma clara e realística é de grande valia para que se tenha controle sob o resultado efetivo.
O objetivo final da gestão de resultados é o aumento do lucro operacional. Contudo, para atingir este objetivo existem dois grandes conjuntos de atividades que devem ser alvo de constante controle e melhoria: Políticas comerciais para alavancagem de receita e instalação de indicadores de desempenho para controle custos e despesas.
A figura acima mostra de forma sistêmica como aumentar o resultado de uma organização. As setas em azul representam a necessidade de aumento e as setas vermelhas representam a necessidade de redução.
1- Receita
O aumento de receita é uma das estratégias possíveis de se implantar para melhoria dos resultados. Existem três meios para que isso seja possível:
1.1 Aumento do volume: É a maneira mais comum utilizadas no mercado, isso é possível através de:
1.1.1 Redução de preço;
1.1.2 Investimento em Marketing e Propaganda;
1.1.3 Prospecção de novos clientes;
1.1.4 Telemarketing Ativo;
1.1.5 Implantação de novos pontos de venda
1.2 Aumento e Diversificação do Mix: É uma prática muito comum quando não existe um mercado tão grande para ser explorado ou não existe estrutura para uma possível expansão. Diversificar o mix pode englobar o lançamento de novos produtos ou serviços.
1.3 Aumento de Preço: É uma atitude ousada e que deve ser precedida de um estudo de mercado e de clientes. Um aumento de preço sem um bom estudo pode significar perda de clientes e consequentemente queda do resultado financeiro. Mercados com baixa concorrência tem uma tendência de aumento de preço relevante.
2- Custos
Para reduzir custos, a palavra chave é controle. Empresas que não possuem controles (baseados em números e não em percepções) tem uma grande tendência a sofrerem dificuldade com a gestão dos seus custos.
Custo Administrativo: Consiste em todo o custo de estrutura da organização, onde não estão inclusos todos os custos para produção do produto ou prestação do serviço. Algumas práticas comuns para reduzir este custo consistem em reduzir a folha salarial, controlar energia elétrica ou até mesmo terceirizar alguns processos da empresa.
Custo Operacional: Os custos operacionais são todos aqueles voltados para a atividade fim da empresa, seja ele produtora de bens ou de serviços. Estes custos podem ser fixos ou variáveis. Ações importantes neste sentido são as voltadas para identificar gap’s na operação e criar um novo desenho para os processos empresariais.
Em linhas gerais, para a melhoria do resultado é importante o equilíbrio entre receitas e despesas. As ações devem ser bem estudadas e as decisões devem ser criteriosas para evitar prejuízos. É importante ressaltar que estas ações podem ser sincronizadas, ou seja, podem ocorrer em paralelo (por exemplo, uma ação de aumento de receita ao mesmo tempo em que uma ação de controle de custos).
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
ONA vai participar do Comitê Cientifico da Conferência da ISQua, em 2014
A participação da ONA – Organização Nacional de Acreditação - na 29ª Conferência Internacional da ISQua - Sociedade Internacional de Qualidade em Saúde – realizada no final de outubro, na Suíça, já começa a apresentar resultados: a organização brasileira foi oficialmente convidada para fazer parte do comitê científico que vai definir a grade de palestras, apresentações e mesas redondas da 31ª Conferência da ISQUa, que será realizada no Rio de Janeiro em 2014. O convite, segundo a médica Maria Carolina Moreno, assessora de Relacionamento Interinstitucionall, que participou da última conferência, representa um importante passo na aproximação das duas instituições, pois a ONA ainda não faz parte das organizações de acreditação que integram a ISQUa.
“Além disso, o evento deu maior visibilidade ao trabalho que a ONA realiza junto aos serviços de Saúde no Brasil e permitiu uma interessante troca de experiências com os países participantes”, explica Carolina. “Tive oportunidade de participar de discussões com países menos desenvolvidos, onde ainda existem problemas sérios de abastecimento, saneamento e poucos recursos para a saúde, mas também acompanhei as apresentações sobre os avanços da assistência médica em países mais desenvolvidos”, relata.
Entre esses avanços, Carolina destaca a iniciativa de envolver o paciente nas decisões sobre o próprio tratamento, prática em discussão em diversos programas internacionais de qualidade. “Esse é um dos pontos que deverão ser revistos no manual da ONA, caso a organização passe a adotar os padrões da ISQUa”, revela a assessora. “Temos que manter o Sistema Brasileiro de Acreditação – ONA atualizado e conectado com as tendências mundiais para a melhoria contínua, tanto no sistema quanto nos serviços de saúde”, conclui.
O que é ISQua
Criada em meados dos anos 1980, a ISQua é uma associação internacional independente, voltada para a qualidade e segurança dos serviços de saúde, através de pesquisas e desenvolvimento de metodologia própria para a implementação e análise da gestão, atuando também como certificadora de organizações acreditadoras em diversos países.
Fazem parte da ISQua médicos, enfermeiros, administradores, economistas e outros profissionais que atuam em instituições médicas e acadêmicas, serviços de saúde, organizações não-governamentais, assim como algumas agências governamentais, além das certificadoras.
Novas Normas Orientadoras já estão disponíveis no Portal da ONA
As Normas Orientadoras - NOs - do Sistema Brasileiro de Acreditação foram totalmente revistas e a nova versão, que passa a vigorar a partir de 1 º de janeiro de 2013, já está disponível no Portal ONA. O processo de revisão teve início em março deste ano e, antes da aprovação pelo Conselho no dia 3 de dezembro último, o texto foi apresentado aos representantes das Instituições Acreditadoras Credenciadas (IACs) para os ajustes finais.
Por definir o conjunto de ações, atividades e regras que regem o Sistema Brasileiro de Acreditação (SBA/ONA), a revisão das normas orientadoras foi bastante detalhada, visando facilitar o seu entendimento, além de refletir os avanços do processo de acreditação. No final, o processo resultou no aumento de 12 para 19 NOs. Jaqueline Gonçalves, assessora técnica da organização, explica que a reestruturação foi necessária principalmente porque algumas normas passaram a incorporar muitos assuntos, o que tornou mais complexo o conteúdo, dificultando seu entendimento. Com a ampliação, as Normas Orientadoras passam a apresentar a seguinte distribuição:
NO 1 – Diretrizes do Sistema Brasileiro de Acreditação; NO 2 – Inscrição na Organização Nacional de Acreditação; NO 3 – Avaliação para o Diagnóstico Organizacional; NO 4 – Avaliação para a Acreditação; NO 5 - Avaliação para o Selo de Qualificação ONA; NO 6 – Relatório de Avaliação; NO 7 – Divulgação da Certificação Concedida; NO 8 – Acompanhamento da Certificação; NO 9 – Avaliação para Recertificação; NO 10 – Avaliação de Upgrade; NO 11 – Notificação de Irregularidades do SBA/ONA; NO 12 – Código de Ética; NO 13 – Instituições Acreditadoras; NO 14 – Avaliadores do Sistema Brasileiro de Acreditação; NO 15 – Comitê de Certificação; NO 16 – Cooperação Técnica; NO 17 – Produção, Revisão e Validação das Normas e dos Manuais do SBA/ONA; NO 18 – Formação e Capacitação para Disseminação da Metodologia ONA; e NO 19 – Uso das Marcas ONA.
NO 1 – Diretrizes do Sistema Brasileiro de Acreditação; NO 2 – Inscrição na Organização Nacional de Acreditação; NO 3 – Avaliação para o Diagnóstico Organizacional; NO 4 – Avaliação para a Acreditação; NO 5 - Avaliação para o Selo de Qualificação ONA; NO 6 – Relatório de Avaliação; NO 7 – Divulgação da Certificação Concedida; NO 8 – Acompanhamento da Certificação; NO 9 – Avaliação para Recertificação; NO 10 – Avaliação de Upgrade; NO 11 – Notificação de Irregularidades do SBA/ONA; NO 12 – Código de Ética; NO 13 – Instituições Acreditadoras; NO 14 – Avaliadores do Sistema Brasileiro de Acreditação; NO 15 – Comitê de Certificação; NO 16 – Cooperação Técnica; NO 17 – Produção, Revisão e Validação das Normas e dos Manuais do SBA/ONA; NO 18 – Formação e Capacitação para Disseminação da Metodologia ONA; e NO 19 – Uso das Marcas ONA.
As Normas Orientadoras (que fazem parte das Normas Técnicas do SBA/ONA) devem ser de conhecimento das IACs, de seus avaliadores, assim como das organizações, serviços ou programas certificados ou mesmos dos interessados em processos de certificação. Para acessá-las gratuitamente basta entrar no site (www.ona.org.br) e preencher o cadastro que dá acesso à biblioteca virtual da Organização Brasileira de Acreditação.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Gestão da Qualidade na Saúde
Na última década, o movimento pela qualidade, introduzido nos
setores industrial e de serviços, expandiu-se para o setor de saúde. As teorias
básicas de controle e melhoria de qualidade, formuladas por Joseph Juran e W.
Edwards Deming, bem como as abordagens abrangentes de gerenciamento pela
qualidade da Gestão pela Qualidade Total (TQM, sigla em inglês) e
Melhoria Contínua
da Qualidade (CQI, sigla em inglês) estão ganhando espaço no funcionamento cotidiano
de instituições de saúde em todo o mundo. A maioria dos gestores e formuladores
de políticas na área da saúde vêem agora como imperativa a avaliação e o
controle de qualidade, bem como as atividades de melhoria de desempenho.
Existem divergências, entretanto, quanto ao método de avaliação da qualidade a
ser utilizado, por conta dos diferentes interesses envolvidos: os da própria
instituição de saúde, os dos órgãos reguladores/ normalizadores e os das
companhias de seguros-saúde que pagam ou compram os serviços prestados. Além
disso, existe uma expectativa crescente de que a comunidade, como um todo, e
especialmente os pacientes devem ter acesso a informações de qualidade, para
ajudá-los a escolher os serviços de saúde e os médicos para lhes prestarem
atendimento.
A reforma da saúde e o movimento da
qualidade
Vários países
estão tentando gerir eficientemente o excesso de oferta e controlá-lo quanto ao
custo total. Espera-se que isso possa ser feito sem redução na acessibilidade e
na qualidade dos serviços de saúde. Novos mecanismos de pagamento estão sendo
elaborados para introduzir maior eficiência na produção dos serviços e, consequentemente,
reduzir os custos.
Por exemplo, sistemas centralizados que anteriormente financiavam
todos os gastos com o funcionamento e prestação de serviços à população estão implementando controles nos gastos por meio da
introdução de mecanismos de pagamento vinculados aos diagnósticos, de
seguro-saúde pago pelo empregador e dos seguros de saúde privados. Os sistemas
centralizados também estão verificando que a eficiência observada nos serviços
organizados em redes integradas é bem promissora. A privatização, normalmente
voltada para atividades industriais, foi introduzida no setor de saúde, tanto
na prática liberal quanto na propriedade privada de serviços de saúde.
Há também países
onde os serviços de saúde estão sendo consolidados em grandes corporações, cujas
ações são negociadas na Bolsa.
Também evidente em
todo o mundo é o movimento para priorizar a prestação de serviços em ambulatórios
e em clínicas localizadas na comunidade, pois são menos onerosos. A introdução do
home care (cuidados domiciliares), dos serviços para pacientes crônicos (long-term
care/hospice care) é uma resposta à necessidade de se utilizar as unidades de
cuidados intensos de maneira mais eficiente, de reduzir o tempo de permanência
e assim aumentar a produtividade dos leitos e serviços.
Em países
desenvolvidos, como nos países em desenvolvimento, o expressivo custo dos
serviços com grande frequência leva questões dessa área a serem incluídas na
agenda legislativa e de regulamentação. As abordagens legislativas e
normalizadora são tipicamente fragmentadas e resultam em mudanças que podem ou
não resultar em melhorias. Raramente um país tem a oportunidade de reformar o
seu sistema de saúde.
Assim, são comuns
as mudanças graduais, frequentemente introduzidas ou obtidas por meio do
microgerenciamento de elementos parciais do sistema. Este tipo de mudança é
acompanhada de uma grande expectativa de que serão alcançadas melhorias no
acesso aos serviços de saúde, maior eficiência na prestação de serviços e, em
última instância, melhoria na saúde e bem-estar da população.
Pacientes, em
geral, não têm informação suficiente para escolher efetivamente entre mudanças repetidas.
À medida que informações de todos os tipos se ornam mais acessíveis, a
expectativa é de que isto também ocorra para as informações na área da saúde.
São necessárias informações que ajudem os indivíduos a identificar os serviços
e os profissionais que atendem a certas expectativas de “qualidade.” Essas
expectativas podem estar relacionadas à infraestrutura (“Onde existe um serviço
com aparelho de raios X?”), processos de
cuidados (“Qual o tempo de espera para ser atendido na clínica ou na
Emergência?”) e resultados dos cuidados (“Será que o meu filho vai ficar
bom?”). Informações objetivas que podem responder a essas indagações geralmente
não estão disponíveis ao público e com frequência também não estão disponíveis
sequer à unidade de saúde, profissionais de saúde e agências reguladoras.
O interesse crescente na avaliação da
qualidade de serviços de saúde
Esse conjunto de
fatores propiciou um clima no qual os responsáveis pela tomada de decisões, em
todos os níveis, buscam dados objetivos de avaliação da qualidade sobre as
instituições de saúde. O licenciamento, a acreditação e a certificação são
abordagens de avaliação da qualidade existentes para atender às necessidades de
informação sobre qualidade e desempenho.
Essas abordagens
têm diferentes propósitos e diferentes capacidades. Escolher a abordagem indicada
ou uma combinação delas exige uma análise cuidadosa das necessidades e das
expectativas de quem procura as informações. Isto é válido tanto para um único
hospital buscando acreditação quanto para um Ministério da Saúde que deseje
estabelecer padrões mínimos de qualidade para licenciar unidades rurais de planejamento
familiar.
Uma das primeiras
etapas ao se estabelecer um sistema de avaliação de qualidade é determinar as
necessidades que ele tem de atender para que se elabore ou se escolha o sistema
mais eficiente possível. Como a avaliação da qualidade não é planejada para
incluir todas as diferentes necessidades encontradas na maioria dos sistemas de
saúde é fundamental que as limitações
do sistema sejam
claramente identificadas, assim como as suas capacidades. Por exemplo, as exigências
para licenciamento não incluem a avaliação da capacidade do serviço para
iniciar e manter um programa de melhoria de desempenho; entretanto, as
exigências para acreditação costumam identificar essa capacidade. Da mesma
forma, apesar de os padrões da ISO 9000 abordarem o sistema de gestão de
qualidade de uma instituição, o seu enfoque concentra-se mais no controle do
processo e nas especificações do desenho do produto e menos na avaliação dos
resultados; ao passo que este último é inerente a um sistema de acreditação.
ISO são as iniciais de International Organization of Standardization
(“Organização Internacional de Padronização”), uma federação não-governamental
de órgãos nacionais de padronização de mais de 90 países, com sede em Genebra.
Apesar de poder haver divergências de abordagens, na realidade os sistemas de
avaliação para licenciamento, certificação e acreditação podem ter muitos
elementos comuns.
Acreditação
A acreditação é
normalmente um programa voluntário, patrocinado por uma organização nãogovernamental,
no qual colegas treinados externamente avaliam a conformidade da instituição de
saúde com padrões de desempenho preestabelecidos. A acreditação abrange a
capacidade ou desempenho da instituição, não do profissional individual. Ao
contrário do licenciamento, a acreditação enfoca estratégias contínuas de
melhoria e alcance de padrões ótimos de qualidade e não apenas a conformidade a
padrões mínimos destinados a para garantir a segurança pública.
Os padrões de
acreditação são, via de regra, desenvolvidos por um consenso de especialistas em
saúde, publicados, analisados e revistos periodicamente para ficarem
atualizados com o progresso na área da qualidade de serviços de saúde, avanços
tecnológicos e terapêuticos e mudanças na política de saúde. Dependendo do
escopo e da filosofia do modelo específico de acreditação escolhido, os seus
padrões podem comportar-se como um sistema, organizando-se em torno de funções
e processos-chave centrados tanto no paciente quanto na instituição (por exemplo,
avaliação do paciente, controle de infecções, garantia de qualidade e
gerenciamento de informações.) alternativamente, os padrões podem ser agrupados
por departamentos ou serviços dentro de uma instituição de saúde, como serviços
de enfermagem, farmácia e radiologia.
Os principais objetivos da acreditação
são:
- Melhorar a
qualidade dos cuidados da saúde estabelecendo metas ótimas a serem atingidas ao
se alcançar os padrões para organizações de saúde;
- Estimular e
melhorar a integração e o gerenciamento dos serviços de saúde;
- Estabelecer um
banco de dados comparativos de instituições de saúde;
- Reduzir os custos dos cuidados da saúde enfocando ou aumentando
a eficiência e efetividade dos serviços;
- Oferecer
educação e consultoria a instituições de saúde, gerentes e profissionais de
saúde sobre estratégias de melhoria de qualidade e “melhores práticas” na área
da saúde;
- Fortalecer a
confiança do público na qualidade dos cuidados à saúde; e
- Reduzir os
riscos associados a lesões e infecções em pacientes e membros do quadro de
pessoal.
Para que se tome
uma decisão de acreditação quanto à capacidade de uma instituição de saúde de
atender padrões de desempenho publicados, uma equipe especializada na matéria
ou avaliadores treinados fazem uma avaliação in loco em intervalos
predeterminados, geralmente a cada dois ou três anos. Dependendo do
planejamento e das normas do programa de acreditação,
Essas avaliações
ou levantamentos in loco podem ser realizados notificando-se ou não
antecipadamente a instituição. Existem vantagens e desvantagens em ambas as
abordagens. Quando se comunicam à instituição de saúde as datas do
levantamento, ela pode tomar medidas para que os gerentes-chave e membros do
quadro de pessoal estejam presentes e disponíveis para participar do processo,
promovendo assim oportunidades ótimas para consultas e educação com a equipe de
avaliadores. Por outro lado, quando a instituição sabe as datas exatas em que o
levantamento será feito, pode haver uma tendência da instituição em investir em
um esforço de último minuto para “parecer bem” perante os avaliadores, como uma
limpeza especial das instalações, dificultando à equipe de avaliadores
determinar as práticas e o funcionamento habitual.
Independente da
abordagem que se use ao se agendar uma avaliação in loco, uma equipe de
avaliadores bem treinada e detalhista examinará além da superfície aparente
para determinar se essa instituição de saúde atende a uma ampla série de
padrões organizacionais e voltados a cuidados prestados aos pacientes.
Os avaliadores
geralmente empregam uma variedade de estratégias de avaliação para determinar se
a instituição de saúde atende a padrões relativos a sistemas e funções-chave,
como cuidados a pacientes, controle de infecções, gerenciamento de ambiente,
gerenciamento de recursos humanos e garantia de qualidade. Por exemplo, a
equipe de levantamento pode analisar documentos escritos (como planos
operacionais e orçamentários, normas e procedimentos para condutas clínicas,
procedimentos operacionais padronizados para a realização de certos exames laboratoriais).
Além de uma análise dos documentos, os avaliadores costumam entrevistar os dirigentes
da instituição, médicos, funcionários e pacientes para determinar o desempenho
e a conformidade da instituição com os padrões. Por exemplo, um avaliador pode
querer entrevistar um paciente sobre o seu nível de satisfação com os cuidados
prestados pela instituição, bem como pedir um retorno ao paciente sobre como a
instituição poderia melhorar os seus serviços ou a prestação de cuidados. Os
dirigentes, incluindo membros da direção e da administração da instituição,
podem ser entrevistados sobre os processos empregados pela instituição e como
são projetados para atender a padrões de planejamento, orçamento, atividades de
garantia da qualidade e gerenciamento de recursos humanos. Os médicos podem ser
entrevistados sobre processos de assistência a pacientes (por exemplo,
avaliação de pacientes, uso de medicação, exames diagnósticos).
Os avaliadores da
agência de acreditação normalmente visitam o prédio da instituição e as áreas
de assistência, para avaliar os padrões relacionados com aspectos gerais de
segurança do prédio, gerenciamento do lixo, limpeza em manutenção em geral,
gerenciamento de equipamentos e suprimentos, controle de infecções, segurança
contra incêndio e preparação para emergências. Serviços diagnósticos, como o
departamento de radiologia e o laboratório, são também avaliados quanto à
segurança, eficácia, controle de qualidade e gerenciamento de equipamentos.
Serviços de apoio,
como nutrição, farmácia e reabilitação são também áreas incluídas no
levantamento para acreditação de um hospital ou centro de saúde.
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Consulte a RD
Consultoria: www.rdaca.com.br ou (11) 3901-6734
Marcadores:
Acreditação,
Acreditação em Saúde,
Auditoria,
Controles de Qualidade para o Diagnóstico,
CQH,
Gestão na Saúde,
ONA,
Qualidade,
Qualidade na Saúde
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
ANS começa a testar os indicadores de qualidade dos hospitais
Data de
publicação: Terça-feira, 27/11/2012
A partir do início de
2013, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) começa a testar os
indicadores de qualidade dos hospitais privados de várias regiões do país. A
fase de teste, que começa em janeiro e vai até junho, contará inicialmente com
33 hospitais voluntários de todas as regiões, que serão submetidos a avaliações
mensais. Serão avaliados os níveis de infecção, mortalidade, padrão de cirurgia
segura, entre outros itens que deverão atestar a qualidade de atendimento aos
pacientes.
A partir de julho, com o
fim da fase de testes, a avaliação será obrigatória para os hospitais das redes
próprias das operadoras de planos de saúde e opcional para os demais
estabelecimentos. A ANS vai analisar 26 indicadores de qualidade dividos em
seis áreas e os que apresentarem bom desempenho ganharão um selo de qualidade
da Agência, identificado pela letra "Q", que deverá ficar ao lado do
nome do hospital na lista de prestadores que fazem parte dos livros e portais
das operadoras.
"Hoje não temos uma
cultura de avaliação da qualidade desses estabelecimentos. Esse trabalho vai
representar uma mudança de paradigmas", afirma o Gerente de Relações com
Prestadores de Serviços da ANS, Carlos Figueiredo. Segundo ele, quando as
avaliações começarem para todos os estabelecimentos, os benficiários de planos
de saúde poderão escolher os hospitais para atendimento conforme os indicadores
de qualidade e até cobrar das operadoras a inclusão na rede desses
estabelecimentos.
Os indicadores de qualidade serão usados também, numa segunda etapa, com os serviços de apoio, diagnóstico e terapia que engloba laboratórios, diagnóstico por imagem, oncologia, hemodiálise e hemoterapia. Essas avaliações fazem parte do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Prestadores de Serviços (Qualiss) que a ANS vem implementando na Saúde Suplementar.
Hospitais Voluntários:
1.
Hospital Pasteur
2.
Cardiotrauma Ipanema
3.
Hospital Paulistano
4.
Hospital Totalcor/SP
5.
Hospital Unimed Bauru
6.
Hospital Unimed São Joaquim
7.
Hospital Unimed João Pessoa
8.
Centro Hospitalar Unimed de Joinville
9.
Hospital e Maternidade Unimed Leste Paulista
10.
Hospital Unimed Caxias do Sul
11.
Hospital Unimed Santa Helena
12.
Hospital Unimed Sorocaba
13.
Hospital Unimed (Volta Redonda)
14.
Hospital de Clínicas de Niterói
15.
Instituto Mário Penna/BH
16.
Hospital Barra D'or
17.
Casa de Saúde São José
18.
Hospital Sino Brasileiro (Osasco)
19.
Hospital Santa Cruz (SP)
20.
Hospital Carlos Chagas (Guarulhos)
22.
Hospital Nipo Brasileiro (SP)
23.
Hospital AMA (Arujá)
24.
Hospital Pró Cardíoco/RJ
25.
Hospital Unimed Petrópolis
26.
Hospital Vita Volta Redonda
27.
Hospital Quinta D'or
28.
Hospital Imaculada Conceição/MG
29.
Santa Casa de Misericórdia de Passos
30.
Hospital São Lucas de Governador Valadares
31.
Hospital Badim
32.
Hospital Infantil Sabará
33.
Hospital Santa Paula
Não perca mais tempo, consulte a RD Consultoria (11) 3901-6734, ela poderá ajudá-los nesta nova fase.
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